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    Melhores filmes brasileiros que você precisa assistir, segundo a redação do AdoroCinema
    Por Vitória Pratini — 19 de jun. de 2020 às 11:17
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    Hoje é Dia do Cinema Brasileiro!

    Para celebrar o Dia do Cinema Brasileiro, comemorado neste dia 19 de junho, cada um da redação do AdoroCinema separou um filme nacional imperdível e essencial. Afinal, nosso país tem uma gama de filmes marcantes, populares e alguns inclusive que foram indicados ao Oscar e outros que mereciam ter sido lembrados na premiação

    Confira a lista abaixo, para todos os gostos. Porque quem Adora Cinema, também Adora Cinema Brasileiro!

    Bacurau

    "'Você já viu Bacurau?': Esta certamente foi a pergunta mais feita nas rodas de cinéfilos do Brasil em 2019. Premiado em Cannes, o filme de Kléber Mendonça FilhoJuliano Dornelles conseguiu ser a obra certa na hora certa, uma proeza rara se considerarmos as dificuldades de distribuição que o cinema independente nacional ainda enfrenta. Bacurau conseguiu capturar o zeitgeist como poucos e, em sua mistura de gêneros, trazer de forma autêntica reflexões importantes e acertadas. Quase um ano após a estreia na tela grande, ainda segue em mim a esperança de ver mais do carismático anti-herói que é Lunga, interpretado brilhantemente por Silvero Pereira. E, bom, se você respondeu não e ainda não assistiu ao filme, saiba que realmente deveria." — Fernanda Pineda

    Que Horas Ela Volta?

    "Que Horas Ela Volta? foi escolha do Brasil para concorrer ao Oscar 2016. O filme dirigido por Anna Muylaert denota, de forma sutil e cativante, uma realista crítica às desigualdades sociais históricas no Brasil. Regina Casé encarna, no papel principal, a adorável empregada doméstica Val, que recebe a filha na casa dos chefes enquanto ela presta o vestibular. É revelador tanto para os personagens quanto para o público o quanto as relações humanas entre "patrão-empregado" e suas respectivas famílias é intrínseco e retratado por um roteiro fácil e profundo. Merece ser assistido!" — Vitória Pratini 

    Dia do Cinema Brasileiro: Às vezes atacamos os filmes nacionais pelo que eles têm de melhor (Opinião)

    No Coração do Mundo

    "Um dos melhores filmes nacionais de 2019 é ambientado em Contagem, Minas Gerais, e traz diversas tramas que se unem naturalmente graças ao ótimo roteiro. A condução do vasto e talentoso elenco é uma das maiores qualidades de No Coração do Mundo, que encaixa humor em um cenário em que a precariedade do emprego se une à vontade de mudar o que está ao alcance. Além disso, traz mais uma grande atuação de Grace Passô." — Barbara Demerov

    Os Normais - O Filme

    "A minha escolha veio do coração, da memória e da nostalgia. Pois, para mim, comédia é assunto sério. Mas nunca vou esquecer o dia que compramos o VHS (crianças, pesquisem no Google) de Os Normais - O Filme. Minha família tem um senso de humor meio absurdo, se reunindo sempre para ver comédias doidas — mesmo que nem sempre elas sejam apropriadas para uma criança de dez anos de idade, como eu era na época. Essa obra-prima da saudosa Fernanda Young e Fernando Machado tem falas tão icônicas que eu sei de cor até hoje. Sinceramente, tenho orgulho de saber declamar o monólogo da Dona Rosa (entendedores entenderão). E você sabe que uma comédia é boa quando você ri, mesmo já tendo visto a mesma cena mil vezes. P.S.: Quando eu crescer, quero ser igual a Fernanda Torres." — Katiúscia Vianna

    Pixote - A Lei do Mais Fraco

    "Atual mesmo 40 anos depois, o drama documental de Hector Babenco expõe um duro retrato da miséria estrutural no Brasil, em especial da insolúvel questão do menor abandonado. Pixote - A Lei do Mais Fraco (1980) é uma obra densa e aflitiva como o tema exige, icônica da primeira à última cena (a psicodélica sequência de Pixote correndo nu continua gravada em minha memória), que extraiu performances viscerais de nomes experientes (Marilia Pêra, Toni Tornado) e amadores (em especial, Fernando Ramos da Silva, que interpretou o personagem-título). A ironia fez com que a vida quase imitasse a arte: Fernando foi morto pela polícia, alguns anos depois de ter dado vida ao papel que o eternizou. Em nossos corações, Pixote continua vivendo." — Pablo Miyazawa

    A Vida Invisível

    "Estrelado por Carol Duarte e Julia StocklerA Vida Invisível é um dos filmes mais delicados e, ao mesmo tempo, profundos de 2019. Os caminhos, as descobertas e conquistas das irmãs Eurídice e Guida são retratados enquanto a trajetória delas acabam seguindo rumos diferentes no Brasil da década de 40. A imersão na história dirigida por Karim Ainouz faz com que o espectador sinta-se parte da aventura de Eurídice, que apesar dos pesares, nunca desiste de reencontrar a sua irmã. Para fechar, Fernanda Montenegro entrega uma atuação que, de forma sútil, fala através do olhar toda a história dessas irmãs e parcerias. A Vida Invisível esteve na corrida para representar o Brasil no Oscar 2020." — Amanda Brandão

    Aquarius

    "Aquarius é um belo exercício de sutileza reflexiva. Apesar de aparentar ser simples, o filme carrega uma imensa profundidade política, social e emocional. A personagem Clara, vivida brilhantemente por Sonia Braga, é um retrato de todos nós brasileiros. Sobrevivemos às adversidades, mesmo quando representamos a minoria. Conseguimos enxergar a beleza de viver, mesmo em tempos desafiadores. Por transmitir todas essas sensações, eu o considero como a nossa melhor produção nacional. A obra de Kleber Mendonça Filho é entretenimento, reflexão, e inspiração. Todas as qualidades que mais admiro no cinema." — Kalel Adolfo

    Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

    "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é um dos filmes de temática LGBT mais marcantes, apesar da simplicidade do enredo. E inclusive, é exatamente isso que procuramos em uma obra sobre casais gays e lésbicos. Romances calmos e clichês sem meios e finais trágicos, como todos deveriam ter direito de viver. E o melhor de tudo: É um produto brasileiro, daqueles que nos dá certo orgulho de ter sido produzido nacionalmente. O longa conta a história de Leonardo, vivido por Ghilherme Lobo, um adolescente cego em busca de independência. Sua vida cotidiana, o relacionamento com sua melhor amiga, Giovana (Tess Amorim), e a maneira como ele vê o mundo muda completamente com a chegada de Gabriel (Fabio Audi). Os rapazes se apaixonam de forma pura e bonita, sem preconceitos com limitações físicas e sem medo de se entregarem ao novo e desconhecido." — Nathalia Jesus

    Saneamento Básico, O Filme

    "Sem deixar o humor e um elenco de peso, como Wagner MouraLázaro Ramos e Fernanda Torres, Saneamento Básico, O Filme, dirigido por Jorge Furtado aponta diversas críticas ao sistema de financeamento audiovisiual do país, uma vez que a verba pública foi liberada para a execução de um filme em uma região em que não havia um direito mínimo: o de saneamento." — Luisa Rodrigues

    O Cheiro do Ralo

    "Particularmente, vejo O Cheiro do Ralo inserido na categoria 'ou você ama, ou você odeia', estando eu no primeiro grupo. O longa é baseado no livro de mesmo nome do autor Lourenço Mutarelli, sendo lotado de um humor ácido, beirando, por diversas vezes, o surreal. O clima de baixa produção tem um charme, me lembrando um pouco alguns contos do Bukowski. Gosto da forma com que o personagem repulsivo de Selton Mello é abordado, não conseguindo imaginar outro ator brasileiro para o papel. Há boatos que o ator gostou tanto do projeto que acabou abrindo mão de sua parte do cachê. Considero um que vale a pena ver." — Rafael Felizardo

    Edifício Master

    "Edifício Master é considerado a obra-prima do cineasta Eduardo Coutinho. Lançado em 2002, o documentário permanece extremamente atual e trava um diálogo importantíssimo com a realidade do Brasil, abordando questões como desigualdade social, diversidade e resistência. Gravada dentro de um prédio decadente de Copacabana, a produção acompanha a rotina dos moradores e seus diferentes arranjos familiares. A maioria deles, apesar de viver na Zona Sul do Rio, pertence à classe baixa e sente na pele o preconceito de seus vizinhos abastados. Coutinho passou três semanas no local e entrevistou mais de 37 pessoas, o que lhe permitiu traçar um retrato muito orgânico desse grupo marginalizado e sua luta diária para sobreviver a uma sociedade tão opressora. O filme ocupa a 28ª posição na lista da Abraccine e está disponível no YouTube." — Lucas Leone

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    Comentários
    • LAYDE DYANA Sierau
      Por que o Brasil não produz filmes simplesmente por entretenimento??? Toda vez que leio indicações de filmes brasileiros tem que ter uma conotação psico-sócio-política-etc.Gente, entendo que a problematização é importante, mas o que temos que entender também é que muitos filmes focam tanto nas discussões que esquecem do entretenimento.Depois ainda perguntam porque filmes nacionais não fazem sucesso no mundo como os de outros países. Não precisamos esquecer de um tópico para focar em outro.
    • Fernanda Linhares
      Amoooo
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