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    Eu Nunca..., Você Nem Imagina e outras produções que apostam na representatividade do elenco
    Por Katiúscia Vianna — 7 de mai. de 2020 às 12:14
    Atualizado 7 de mai. de 2020 às 23:07
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    Celebrando a diversidade com Você Nem Imagina, Eu Nunca... e muito mais!

    Representatividade importa sim e está bonito de ver como mais produções investindo nesse aspecto tão importante. Afinal, é essencial que, cada vez mais, os jovens se vejam nas telinhas e telonas, experimentando histórias que vão além do universo do homem branco hétero.

    Recentemente, dois projetos da Netflix se tornaram fenômenos de popularidade com elencos diversificados. Então o AdoroCinema decidiu fazer uma lista com 7 filmes e séries que apostam na representatividade para contar suas histórias — sejam comédias, dramas, romances, ou um pouquinho de tudo isso.

    Eu Nunca... tem inspiração numa história real

    Um dos ganchos para essa matéria, Eu Nunca... é livremente inspirada na juventude de Mindy Kaling, mostrando uma adolescente de descendência indiana, lidando com os típicos dramas de adolescentes, ao mesmo tempo que tenta descobrir como se identificar com sua cultura. Como a crítica do AdoroCinema ressalta, a representatividade não para em sua protagonista, já que o elenco de jovens talentos também conta com negros, asiáticos e pessoas com Síndrome de Down.

     

    Você Nem Imagina acerta duas vezes no quesito representatividade

    Além de promover um belo romance LGBT em sua elogiada história, The Half of It (no original) também se destaca com uma protagonista de descendência chinesa — onde o preconceito que sua família sofre também se transforma num dos assuntos tocados pelo filme. Em entrevista exclusiva para o AdoroCinema, a diretora Alice Wu falou sobre a necessidade de colocar personagens que, normalmente são estereotipados, no centro da narrativa, para lhes dar o nuance complexo que merecem.

     

    Jane the Virgin sabe brincar com sua latinidade

    Adaptação de uma novela venezuelana, Jane the Virgin abraça suas origens latinas para promover uma comédia emocionante sobre família. A cultura dessa família é parte essencial da história — inclusive com uma personagem que só fala espanhol. Ao mesmo tempo, é capaz de brincar com aspectos desse universo, como, justamente, os exageros e dramas das telenovelas, algo intrínseco em sua própria narrativa.

     

    Para Todos os Garotos que Já Amei e a cultura coreana

    Autora dos livros originais da franquia, Jenny Han teve que batalhar até encontrar uma produtora que não queria embranquecer sua protagonista coreana numa possível adaptação. A cultura ao redor de Lara Jean (Lana Condor) e suas irmãs é importante para entendê-las, além de ser uma forma de explicar a conexão que têm com a mãe falecida. É um detalhe especial de Para Todos os Garotos que Já Amei que dá voz para um outro grupo num gênero tão famoso.

     

    On My Block mostra o lado real de Los Angeles

    Uma das pérolas escondidas na Netflix, On My Block é uma comédia dramática que acompanha os problemas e romances de quatro amigos que moram numa região da periferia de Los Angeles. Trata-se de uma série que apresenta o lado mais real de uma cidade tão glamourizada na mídia, investindo num elenco diversificado para contar essa história de uma maneira singular.

     

    Dope usa humor para falar de questões sérias

    Com um elenco liderado por Shameik MooreTony Revolori e Kiersey Clemons; Dope: Um Deslize Perigoso é uma comédia afiada sobre um grupo de amigos que acaba se envolvendo em confusões, por conta de uma mochila cheia de drogas. Mas é uma trama que foge do estereótipo para abordar questões sociais importantes, sem perder a piada. A direção impecável de Rick Famuyiwa também só acrescenta coisas boas nesse filme que merece ser mais apreciado.

     

    Cara Gente Branca é show de ousadia

    Nesse caso, está valendo tanto o filme estrelado por Tyler James Williams, como a série da Netflix com Logan Browning. Dentre personagens excêntricos, é uma narrativa que aborda o racismo diário enfrentado por negros, todos os dias, numa prestigiada universidade. Com várias referências a cultura pop, as obras de Justin Simien usam ironia para chutar a porta quando necessário.

     

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