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    Mulan: Produtor explica por que Li Shang não estará no filme
    Por Caqui Bandeira — 27 de fev. de 2020 às 15:35
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    Não teremos Shang, mas é por um bom motivo.

    Uma das animações mais amadas da Disney está chegando nas telonas em versão live-action, e Mulan já deu muito o que falar. Mais fiel à mitologia chinesa, o filme cortou o querido dragão Mushu, e muita gente reparou que outro importante personagem também não foi anunciado no novo longa. Shang, o interesse amoroso da protagonista, não foi escalado, e o produtor Jason Reed explicou o que aconteceu com o comandante - e foi o movimento #MeToo que trouxe a mudança.

    Líder da tropa em que Mulan (Yifei Liu) está infiltrada, Shang foi dividido em dois personagens nesta nova versão, muito porque as percepções de poder e o que é aceitável mudou muito desde que a animação foi lançada na década de 1990. Agora, o comandante do exército se chama Tung (Donnie Yen), e o interesse amoroso da heroína será Chen Honghui (Yoson An), outro soldado que luta ao lado dela, e não como seu superior.

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    "Acho que principalmente nos tempos do movimento #MeToo, ter um comandante que também é o interesse amoroso era muito desconfortável e não achamos apropriado. Pensamos que, de certa forma, seria como justificar comportamento de estamos fazendo de tudo para sair da nossa indústria. Então dividimos Li Shang em dois personagens. Um sendo o Comandante Tung, que serve como um pai adotivo e mentor durante o filme. O outro é Honghui, que é seu igual no exército. Não tem uma dinâmica de poder entre eles, mas tem a mesma dinâmica do original que é 'Eu te respeito muito e porque eu gosto tanto desse cara? E o que isso diz sobre mim?'" Explicou Reed.

    A presença de Shang também levantou diversas questões relacionadas à comunidade e representação LGBT, já que ele se apaixona por Mulan enquanto ainda acha que ela é o soldado Ping. O produtor comentou sobre isso também, dizendo "Li Shang no filme se tornou um ícone LGBT, então tivemos um pouco de repercussão online quando não escalamos um personagem com este nome. Fiquei até um pouco surpreso, mas fez sentido mesmo sem terem total noção do que fizemos com a história."

    Com direção de Niki Caro, Mulan chega aos cinemas dia 26 de março.

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    Comentários
    • João
      Concordo totalmente, o politicamente correto está acabando com a cultura. A disney é uma das que mais abraça essas idiotices, é só ver os novos star wars por exemplo.
    • FSociety
      #MeToo = #Mócú uma cambada degente atoa que adora estragar a infância dos outros por motivos idiotas de gostos pessoais, essa com certeza é pior geração, geração picuinha do car@lho!
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