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    “Vivemos hoje no Brasil uma situação de censura às artes”, diz Wagner Moura durante estreia de Marighella em Lisboa
    Por Katiúscia Vianna — 18 de nov. de 2019 às 12:24
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    O filme estrelado por Seu Jorge segue sem previsão de lançamento no Brasil.

    Marighella ainda não tem data de estreia no Brasil, mas foi o centro de uma sessão esgotada em Lisboa, Portugal no último domingo (17/11). Na ocasião, o diretor Wagner Moura fez duras críticas a situação política atual, afirmando que seu projeto é vítima de censura.

    "Infelizmente, até hoje, a gente não conseguiu estrear o filme no Brasil. Isso é muito grave, não só por Marighella, mas acho que todos aqui estão a par que vivemos hoje no Brasil, entre outras coisas, uma situação de censura às artes e à produção cultural”, afirmou ele, num momento registrado em vídeo.

    Durante debate, após a exibição do filme, Wagner Moura reforçou que vai lutar para lançar Marighella nos cinemas nacionais — afinal, vale lembrar que foi anunciado que a produção vai virar série na Globo, mas somente após sua estreia nas telonas. Em comunicado oficial, a estreia inicialmente agendada para novembro deste ano foi cancelada, pois a O2 Filmes não pôde cumprir a tempo todos os trâmites exigidos pela Ancine (Agência Nacional do Cinema).

    "Nos sabíamos que seria difícil fazer esse filme. Estava preparado, não tenho problema nenhum em debater. O que eu não estava preparado era para o filme não estrear no Brasil, quando já tínhamos data de estreia, tudo combinado. Marighella não é uma caso isolado. [O presidente Jair] Bolsonaro declarou guerra à cultura", falou Wagner Moura durante o debate.

    Cercado pela polêmica tensão política no Brasil, o filme traz Seu Jorge como o guerrilheiro Carlos Marighella, que liderou um dos maiores movimentos de resistência contra a ditadura militar. O elenco também é formado por Adriana EstevesBruno GagliassoBella CameroHerson CapriHumberto Carrão e Luiz Carlos Vasconcelos.

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    Comentários
    • Fernando Juarez
      O dinheiro para financiamento de artistas continua, não vai deixar de existir. A diferença é que agora o governo deu um jeito de doar para as igrejas evangélicas, que fazem muito pelo Brasil, não é?
    • Fernando Juarez
      Agora financiamento para igreja evangélica, que já possui benefício de filantropia não pagando imposto, pode, né?
    • Peteleco
      Não existe censura como Vagner Moura e outros artistas estão dizendo. Só acabou a mamata de obter dinheiro público para fazer umas merdas de filmes e peças. Quer fazer arte suja? Faça com seu próprio dinheiro ou procure financiamento como qualquer outro empresário tem que fazer. Assuma os riscos do seu negócio artistas
    • Danilo
      Não obrigar o contribuinte a financiar algo é censura?! Esse pessoal está tão acostumado as benesses estatais que julgam ser crime quando elas acabam!!!Não passam de parasitas do erário do trabalhador!!!
    • Mario Jorge Mello
      O que W.Moura chama de censura no Brasil, pode-se chamar de LIVRE MERCADO DO CONSUMIDOR ! O governo brasileiro não censurou o filme, ele apenas o IGNOROU....Somente um diretor movido pelas drogas deve achar que um governo recém eleito, e com problemas de caixa, tem que desviar suas verbas preciosas de assuntos prioritários do país para financiar a distribuição deste filminho-bosta que agride o próprio governo.O lixo-de-filme que ele produziu simplesmente foi rejeitado pelo público também.
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