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    Festival de Vitória 2019: Lideranças femininas roubam a cena na abertura do evento
    Por Sarah Lyra — 25 de set. de 2019 às 10:31
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    Jaqueline Moraes, Lucia Caus e Larissa Delbone foram os nomes mais aplaudidos da noite, no Teatro Glória.

    Divulgação
    Em tom intimista e acolhedor, o Festival de Cinema de Vitória teve sua cerimônia de abertura no Teatro Glória, no centro histórico da capital capixaba, marcada pela exaltação da figura feminina na programação deste ano. Sob calorosos aplausos da plateia, a governadora em exercício do Espírito Santo, Jaqueline Moraes, destacou a importância de se fazer um evento audiovisual sob a liderança de duas grandes mulheres da indústria: Lucia Caus, diretora do festival, e Larissa Delbone, responsável pela produção-executiva.

    Para Moraes, é graças à perseverança da dupla que mostras como Mulheres no Cinema, Cinema e Negritude e Outros Olhares compõem o festival atualmente. Outra particularidade deste ano é que as duas homenageadas também são mulheres: a escritora, pesquisadora e educadora Bernadette Lyra e a atriz Vera Fischer.

    Após os discursos iniciais, foi a vez dos realizadores locais subirem ao palco para apresentar a Mostra Foco Capixaba, que busca dar visibilidade aos diversos estilos e narrativas produzidas no estado. Em seguida, os seis curtas-metragens selecionados foram exibidos para o público. São eles: Minhas Mães, de Gustavo Guilherme da Conceição; Pescadores Urbanos, de Yolanda Faustini; Guri, de Adriano Monteiro; Práticas do Absurdo, de Alexander S. Buck; Casa de Vó, de André Ehrlich Lucas; e Jardim Secreto, de Shay Peled. Todos eles concorrem ao Troféu Vitória de melhor filme, eleito pelo júri técnico.

    Por fim, foi a vez do que é, provavelmente, o filme mais aguardado do festival. Pacarrete, de Allan Deberton, tem feito uma bela trajetória por festivais nacionais, e em Vitória não foi diferente. Depois de arrematar oito prêmios em Gramado e ser exibido na cerimônia de encerramento do Cine Ceará, o longa fez bonito novamente e foi ovacionado pelo público do Teatro Glória.

    Acompanhado no palco por Marcélia Cartaxo, intérprete da personagem-título, e Soia Lira, Deberton destacou o caráter multitemático da obra. “O filme fala sobre arte, resistência, envelhecimento, amor, fraternidade, família e convivência. Espero que vocês gostem e divulguem quando ele for lançado comercialmente, para que mais pessoas tenham a oportunidade de assistir”, disse o diretor.

    No longa, uma professora de dança aposentada chamada Pacarrete sonha em fazer uma apresentação de balé durante a grande festa de Russas, cidade onde vive no interior do Ceará. Entretanto, a falta de interesse da população em geral por espetáculos do tipo logo se torna um grande oponente. Confira a nossa crítica!
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