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    Cine Ceará 2019: O brasileiro Greta, estrelado por Marco Nanini, vence o festival
    Por Bruno Carmelo — 7 de set. de 2019 às 07:45
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    Histórias de amor entre solitários em Fortaleza.

    O 29º Cine Ceará - Festival Ibero-Americano de Cinema chegou ao fim com a cerimônia de encerramento na noite de 6 de setembro, quando foram anunciados os grandes vencedores da edição 2019. Os discursos foram marcados pelo tom político, pedindo a luta contra a censura, a união contra o desmonte da cultura e o fim das queimadas na Amazônia.

    O brasileiro Greta, sobre um enfermeiro solitário (Marco Nanini) apaixonado por um criminoso (Démick Lopes) que esconde em sua casa levou os prêmios principais: melhor filme, melhor diretor (Armando Praça) e melhor ator. O peruano Canção Sem Nome e o cubano A Viagem Extraordinária de Celeste Garcia também levaram importantes prêmios.

    Na categoria de curtas-metragens, o belo Marie, de Léo Tabosa, dobrou a vitória recente no Festival de Gramado com o prêmio principal no Ceará. Confira os premiados:

    Mostra competitiva de longas-metragens

    Melhor Longa-metragem: Greta 
    Melhor Direção: Armando Praça, por Greta 
    Melhor Roteiro: Arturo Infante, por A Viagem Extraordinária de Celeste García 
    Melhor Fotografia: Inti Briones, por Canção sem Nome 
    Melhor Montagem: Joanna Montero, por A Viagem Extraordinária de Celeste García 
    Melhor Som: Romain Huonnic, por Ressaca 
    Melhor Trilha Sonora Original: Pauchi Sasaki, por Canção sem Nome 
    Melhor Direção de Arte: Sérgio Silveira, por Notícias do Fim do Mundo 
    Melhor Atriz: María Isabel Díaz, por A Viagem Extraordinária de Celeste García 
    Melhor Ator: Marco Nanini, por Greta

    Prêmios especiais
    Prêmio da crítica (Júri Abraccine): Canção sem Nome, de Melina Léon
    Prêmio Olhar Universitário: Canção sem Nome, de Melina Léon

    Mostra competitiva brasileira de curtas-metragens

    Melhor Curta-metragem: Marie, de Leo Tabosa
    Melhor Direção: Giu Nishiyama e Pedro Nishi, por Livro e Meio
    Melhor Roteiro: Kennel Rogis e Adrianderson Barbosa, por O Grande Amor de um Lobo
    Melhor Produção Cearense: Pop Ritual, de Mozart Freire

    Prêmios especiais
    Prêmio da crítica (Júri Abraccine): Livro e Meio, de Giu Nishiyama e Pedro Nishi 
    Prêmio Olhar Universitário: Pop Ritual, de Mozart Freire
    Prêmio Canal Brasil: O Grande Amor de um Lobo, de Kennel Rógis e Adrianderson Barbosa
    Troféu Samburá de melhor filme: Ilhas de Calor, de Ulisses Arthur
    Troféu Samburá de melhor diretor: Mirrah Iañez, por Rua Augusta, 1029
    Prêmio Mistika: Marie, de Léo Tabosa
    Prêmio CTAV - Centro Técnico Audiovisual: Pop Ritual, de Mozart Freire
    Prêmio Link Digital: Pop Ritual, de Mozart Freire

    Mostra Olhar do Ceará

    Melhor Longa-mentragem: Currais, de David AguiarSabina Colares
    Melhor Curta-metragem: Aqueles Dois, de Émerson Maranhão

    Prêmios especiais
    Prêmio Unifor de Cinema: Aqueles Dois, de Émerson Maranhão
    Prêmio Mistika: Aqueles Dois, de Émerson Maranhão
    Prêmio CTAV - Centro Técnico Audiovisual: Aqueles Dois, de Émerson Maranhão
    Melhor filme Mostra Água Futuro: Olho d'Água, de Anália Alencar

    A noite também trouxe uma homenagem ao ator Matheus Nachtergaele, que recebeu o troféu das mãos do amigo Luiz Fernando Guimarães, com quem atuou em O Que É Isso, Companheiro?. Em belo discurso, o astro de O Auto da CompadecidaBaixio das Bestas disse não reconhecer um Brasil preconceituoso, violento e paternalista, preferindo se identificar com as figuras populares que sempre interpretou.

    A cerimônia se encerrou com a primeira exibição cearense da produção local Pacarrete, grande vencedora do último Festival de Gramado. A comédia dramática de Allan Deberton apresenta a personagem-título (Marcélia Cartaxo), uma antiga bailarina idosa que ainda se imagina como estrela, dentro de uma cidadezinha que não lhe dá importância. Ela seria a nossa Glória Swanson nordestina, vivendo em sua própria ilusão de estrelato.

    O filme impressiona pela narrativa simples, confrontando realidade e ficção, orgulho e autoengano. Pacarrete é uma personagem hilária e triste ao mesmo tempo, como atesta a magnífica conclusão, quando a história abraça por completo o mundo interno deste Cisne Negro. Seria fácil ridicularizá-la, mas o diretor, a atriz e a equipe demonstram uma compaixão comovente por esta rica personagem.

    Leia a nossa crítica.

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