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    De Pernas pro Ar 3: Mercado de trabalho e sororidade “atualizam” a franquia, segundo elenco (Entrevista exclusiva)
    Por Redação — 11 de abr. de 2019 às 20:05
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    “Sexo não é uma coisa suja, sexo é vida”, opina a novata Samya Pascotto.

    No finzinho de 2010, o mundo (ou o Brasil, pelo menos) conhecia Alice Segretto, a empresária que se tornaria dona de uma sex shop, responsável por catapultar a carreira de Ingrid Guimarães como rainha da comédia nacional, vendendo mais de 3 milhões de ingressos com De Pernas pro Ar.

    O sucesso, claro, levou a uma continuação, dois anos depois, quando a personagem resolveu abrir uma filial em Nova York. Resultado: De Pernas pro Ar 2 levou quase 5 milhões de espectadores às salas do país. Com a curva exponencial, a conclusão lógica seria o lançamento rápido da terceira parte da “saga”. Não foi o que aconteceu.

    Levando o elenco para Paris, De Pernas pro Ar 3 chega aos cinemas do Brasil nesta quinta-feira, 11 de abril, portanto mais de seis anos depois do longa anterior.

    Reprodução.
    Julia Rezende (diretora) e Bruno Garcia.

    “A [produtora] Mariza [Leão] foi sempre muito perspicaz nesse sentido, porque poderia ter havido um açodamento para a gente tentar fazer esse ‘3’ dois anos depois do ‘2’, mas não”, opina Bruno Garcia, o intérprete do marido de Alice. “Realmente precisou-se de algum tempo para se chegar em um lugar, que era: ‘Qual é a novidade?’ A própria sociedade. Mudou tudo”, ele resume.

    Não por acaso, se os dois primeiros títulos foram dirigidos por um homem, Roberto Santucci (Até que a Sorte nos Separe), agora quem assume a cadeira de direção é Julia Rezende (Meu Passado me Condena). “Eu acho que a Júlia trouxe um olhar um pouco mais profundo para a nossa saga, para a nossa Alice. Eu assinando o roteiro também, acho que eu também trouxe uma coisa mais feminina”, concorda a estrela da franquia, Ingrid Guimarães.

    “O filme fala sobre realidade virtual, sobre a coragem de continuar casado, sobre a sororidade entre mulheres, a mulher mais nova que chega no mercado e pega o lugar da outra, o quanto é importante a gente se unir nesse momento”, enumera a atriz, que, desta vez, terá concorrência.

    Reprodução.
    Samya Pascotto e Eduardo Melo, o Paulinho.

    “A minha personagem traz essa nova mulher. Diferente da sexualidade da Alice, que se descobriu no primeiro filme com o vibrador, [ela] é muito mais livre, sexualmente falando, e tem mais possibilidades. E, ao mesmo tempo, [o filme mostra] como é essa mulher no mercado de trabalho, já tão jovem”, explica Samya Pascotto.

    No longa, a jovem interpreta Leona, que surge com um produto revolucionário no ramo da “saliência” justo no momento em que Alice decide se aposentar para dar mais atenção à família. De quebra, a mocinha ainda por cima se torna o crush do filho da experiente empresária.

    Novata na franquia, Samya acredita nos avanços da sociedade. Mas também chama a atenção para os retrocessos. “A gente ainda está discutindo se tem que ter educação sexual na escola”, contextualiza. “Acho que o filme também é muito bom nesse sentido, que dá para discutir sexo de uma maneira boa, positiva, leve, que sexo não significa libertinagem, que sexo não é uma coisa suja, que sexo é vida porque faz parte da vida”.

     

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