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Chega de Cinderela! Seria o clássico conto obsoleto para os dias atuais? (Opinião)
Por Vitória Pratini — 03/03/2019 às 08:08
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Frente a tantas outras personagens independentes e empoderadas, 2019 ainda precisa de uma história criada em 1697, popularizada pela Disney em 1950, e com cada vez mais versões modernas?

Walt Disney Animation Studios

Difícil encontrar uma criança que não tenha sonhado em ser uma princesa (ou um príncipe). Afinal, os contos de fadas fazem parte da infância de muita gente, seja em livros infantis, seja pelas animações da Disney, que popularizaram essas histórias.

Sai geração, entra geração, e esses clássicos permanecem no imaginário popular, servindo de exemplo para milhares de jovens. Enquanto existem histórias que envelhecem bem, outras acabam se tornando obsoletas. Por que, então, a trama de Cinderela, por exemplo, continua sendo propagada? Será que chega de Gata Borralheira?

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Vamos recapitular. Apesar de ser repleto de fantasia, sonhos e belos vestidos, o conto de Cinderela acompanha uma moça que perdeu o pai (como a maioria das personagens dessas histórias, um dos pais está morto ou ausente) e mora com a madrastra e as duas irmãs postiças. Ela é maltratada pela família, que a trata como uma empregada e, inclusive, nega a existência dela quando chega o convite para ir ao baile do príncipe. Após ser rejeitada pelas irmãs, que destroem seu visual e a trancam dentro de casa, ela acaba indo à festa e se apaixona. Então, tem toda a clássica trama do sapatinho de cristal perdido e a busca pela moça com quem o Príncipe Encantado quer casar. No fim, a motivação da Gata Borralheira para mudar de vida era conhecer um homem rico, que viesse resgatá-la de cavalo branco, e se casar.

Ou seja, uma história de submissão cujo grande herói é o homem, o Príncipe, sem defeitos, por quem ela se apaixona à primeira vista. Faz sentido para 1697, quando foi escrito por Charles Perrault; para 1812, quando readaptada com um ar sombrio e publicada pelos Irmãos Grimm, e até mesmo para 1950, quando foi transformada em uma animação da Disney. Mas não para 2019. O que isso ensina para as crianças de hoje em dia?

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Considere que estamos na era do empoderamento feminino, dos movimentos sociais como #MeToo, que buscam o fim do assédio, da submissão, e a equalidade de salários e de tratamento igual não só na indústria cinematográfica, mas nas demais áreas também. E em um momento em que exalta-se o girl power, e que personagens da DC e da Marvel como Mulher-MaravilhaCapitã Marvel ganham seus próprios filmes solo de super-herói pela primeira vez. Nessa época em que representatividade importa cada vez mais, é bastante destoante que o conto de Cinderela continue sendo disseminado em diferentes mídias.

Ao contrário de outras princesas, a temática não é atual. Por mais que tenha sido modernizada algumas vezes nos cinemas, nas séries e na literatura, a premissa segue a mesma: uma moça à mercê das outras, cuja salvação vem da figura masculina. Nem mesmo sororidade — união e aliança entre as mulheres — é inspirada pela trama, justamente porque as grandes vilãs são mulheres. E o conflito entre elas geralmente se pauta em quem consegue a atenção do príncipe ou do mocinho garanhão.

Walt Disney Pictures

O próprio live-action da Disney estrelado por Lily James, lançado em 2015, falhou em modernizar o escopo da história, apesar de ter acrescentado detalhes na trama e dado mais espaço para a Madrasta (vivida por Cate Blanchett). Mas adivinhem? Ela resolve tramar com homens para que suas filhas sejam vistas com prestígio por outros homens. A personagem também ganhou uma versão mais atual em WiFi Ralph - Quebrando a Internet.

Por outro lado, outras versões conseguiram modernizar a história. Enquanto mantiveram como motivação receber a atenção do príncipe (ou mocinho da história) e/ou a ideia de casamento com o rapaz, felizmente, conseguiram dar um ar mais atual e até mesmo empoderado para a trama, com cada uma das protagonistas com seu próprio sonho.

A Cinderela da série Once Upon a Time, começou como a clássica história da Gata Borralheira, mas ganhou outras iterações, diversificadas ao longo da produção, ainda que tenha mostrado na personagem uma personalidade submissa, de certa forma.

Cinderela de 1997, estrelada por Whitney Houston como fada madrinha e Brandy Norwood, apresentou uma versão à frente de seu tempo, com uma protagonista negra, com uma família miscigenada.

Já A Nova Cinderela, de 2003, trouxe Hilary Duff como uma menina que, tipicamente Gata Borralheira, é maltratada pela madrasta e meias-irmãs. Seu sonho é ir para a faculdade, e ela troca ideias com um rapaz (Chad Michael Murray) através da internet e se apaixona. Só que descobre que ele é o garoto mais popular da escola, com quem suas "irmãs" querem sair. Esta história ganhou uma espécie de spin-off estrelado por Selena Gomez, Outro Conto da Nova Cinderela, sobre uma menina adotada por uma cantora pop, que participa de um concurso de dança mas foge de um cantor famoso, deixando para trás seu mp3.

Enquanto o Brasil tem o já clássico Cinderela Baiana, recentemente, a trama ganhou outra versão brasileira moderna nas telonas em Cinderela Pop, filme estrelado por Maisa Silva, inspirado no livro homônimo de Paula Pimenta. Na história, a menina não perde os pais, mas tem a decepção da traição de seu pai com uma mulher cruel (sua então nova madrasta vivida por Fernanda Paes Leme), que tem duas filhas gêmeas). Com o sonho de ser uma DJ de sucesso, ela acaba conhecendo um cantor de sucesso. Claro, suas irmãs postiças, disputam pela atenção dele.

Uma coisa precisamos admitir. Entre tantas quebras do mundo atual frente às histórias clássicas, Cinderela ensina a ideia de que sonhos são possíveis, basta acreditar. Se o público pode distinguir isso em meio a cenas fantasiosas de uma fada madrinha transformando abóboras em carruagens, ainda há esperança sobre discernir o que é o certo e o que é errado dentro de uma trama que tem como moral a superação, e a ideia de que os desejos podem se realizar, não importa o quão ruim sua vida esteja.

Deixemos as crianças sonharem com uma vida empoderada, independente, com a profissão que escolherem, na qual não tenham medo de ser quem são, e não tenham ninguém as menosprezando e colocando para baixo. O amor romântico é, sim, importante. Mas não deve ser a única opção de "libertação".

Menos "Bibbidi-Bobbidi-Boo". Mais "Livre estou...".

Queremos mais Mulans e Elsas ganhando as telonas.

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