Notas dos Filmes
Meu AdoroCinema
    Festival de Berlim 2019: O italiano Piranhas denuncia as máfias comandadas por adolescentes
    Por Bruno Carmelo — 12 de fev. de 2019 às 20:08
    facebook Tweet

    Enquanto isso, o alemão I Was At Home, But despertou as primeiras vaias da competição.

    Em 2014, o roteirista e escritor Roberto Saviano ganhou repercussão internacional ao expor o lado mais perverso das máfias italianas em Gomorra. Agora, ele retorna com a história específica das milícias do sul do país, comandadas por adolescentes.


    Piranhas, dirigido por Claudio Giovannesi, levou à Mostra Competitiva do 69º Festival de Berlim a história de Nicola (Francesco di Napoli), garoto de 15 anos de idade que está cansado e ver as gangues em sua cidade e explorando sua mãe comerciante. Ele se junta aos amigos e faz alianças para crescer no mundo do tráfico.

    Como se pode esperar, o filme está repleto de execuções, festas luxuosas entre gângsteres e mulheres bonitas no alvo dos garotos. Talvez o problema seja justamente esse: o filme não apresenta muito mais do que os momentos esperados do imaginário do gângster, sem muita criatividade. Mesmo assim, é um filme bem produzido.

    I Was At Home, But

    Enquanto o concorrente italiano buscava chocar, outro filme na Mostra Competitiva, o alemão I Was At Home, But, chegou para confundir a imprensa. O projeto dirigido por Angela Schanelec consiste numa série de cenas longas e desconexas envolvendo membros de uma família. 

    O filme inclui momentos com coelhos correndo pelo campo, estudantes de arte debatendo filosofia estética e uma mulher negociando o preço de uma bicicleta. Parte da imprensa abraçou a ideia de uma história desestruturada, aplaudindo ao final da sessão, enquanto algumas vozes entoaram as primeiras vaias, ainda que discretas, da 69ª Berlinale.

    Farewell to the Night

    Fora de competição foi exibido o novo filme do veterano francês André Téchiné. Esperava-se bastante de Farewell to the Night, obra sobre terrorismo islâmico com Catherine Deneuve e Jacques Nolot, mas o resultado é uma decepção. Além de trazer uma abordagem às vezes ingênua sobre a questão, o drama surpreendeu pelos problemas evidentes de montagem e fotografia, dando a impressão de um filme produzido e finalizado às pressas.


    Em 13 de setembro, dois novos filmes na disputa pelo Urso de Ouro serão apresentados à imprensa: o romance histórico Elisa y Marcela e o drama autobiográfico Synonyms.

    Leia o nosso guia do 69º Festival de Berlim.

    facebook Tweet
    Links relacionados
    Pela web
    Comentários
    • Jonathan Kennedy
      Esse ano não está sendo um dos melhores.
    Mostrar comentários
    Back to Top