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    Woody Allen processa Amazon por quebra de contrato
    Por Renato Furtado — 7 de fev. de 2019 às 15:35
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    O diretor alega, na ação de US$ 68 milhões, que a companhia rescindiu o acordo sem nenhuma base sólida.

    O imbróglio envolvendo o diretor Woody Allen e a Amazon Studios, que engavetou o lançamento de A Rainy Day in New York, mais recente trabalho do realizador, ganha mais uma camada. De acordo com informações da Variety, o diretor e roteirista de 83 anos entrou com uma ação judicial de US$ 68 milhões contra a subdivisão de entretenimento audiovisual da companhia de Jeff Bezos, alegando que o estúdio quebrou um contrato que previa a estreia da dramédia supracitada e a produção de mais três obras a partir de uma "denúncia infundada, feita há 25 anos".

    A "denúncia infundada" à qual Allen se refere é o complexo caso no qual sua filha adotiva, Dylan Farrow, o acasou de abuso sexual, um crime que teria acontecido nos idos de 1992, época em que a acusante tinha sete anos de idade. A controvérsia contemporânea ao redor da queixa — que foi investigada por uma junta de médicos especializada em abuso infantil e pelo Serviço Social de Nova Iorque e posteriormente arquivada por falta de evidências que comprovassem os supostos atos de Allen — foi potencializada pela eclosão do movimento #MeToo, formado por ondas de denúncias de mulheres que sofreram abusos e assédios sexuais em Hollywood e iniciado a partir da revelação das décadas de crimes sexuais cometidos pelo ex-produtor Harvey Weinstein.

    Dylan, que retornou à mídia para manter suas denúncias contra o pai adotivo, deu o pontapé inicial em um levante de repúdio ao realizador, cujos primeiros efeito foram a suspensão por tempo indeterminado do lançamento de A Rainy Day in New York e uma espécie de revisionismo da filmografia do cineasta. Allen, por sua vez, mantém sua defesa, tendo acusado a mãe de Dylan, a atriz Mia Farrow, de abuso psicológico e manipulação, um argumento que foi sustentado por Moses Farrow, irmão mais velho da acusante. A polêmica — da qual a Amazon (e o público em geral) já tinha ciência antes de firmar contrato com o cineasta, de acordo com o texto da ação judicial movida por Allen — segue em aberto.

    A Amazon ainda não se pronunciou oficialmente acerca do processo aberto pelo realizador.

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