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    Festival de Berlim 2019: Brasil tem doze filmes selecionados, veja a lista
    Por Bruno Carmelo — 28 de jan. de 2019 às 17:55
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    Da mostra competitiva às seleções paralelas, o cinema nacional repete a ótima safra de 2018.

    Em 2019, o cinema brasileiro mantém uma forte representatividade no Festival de Berlim, um dos maiores do mundo. Em 2018, foram doze filmes selecionados, e na 69ª edição, repetimos o nosso recorde: doze novas produções representam o nosso cinema no evento alemão, nas mais diversas mostras.


    Wagner Moura dirige Seu Jorge em Marighella

    O principal destaque fica por conta de Marighella, estreia de Wagner Moura na direção. A biografia do militante Carlos Marighella, estrelada por Seu Jorge, foi selecionada na Mostra Competitiva, a principal da 69ª Berlinale, ainda que fora de competição. Isso significa que o filme será apresentado no maior cinema, com direito a tapete vermelho e debate após o filme, porém sem concorrer a prêmios.

    Divino Amor

    A Mostra Panorama, considerada a segunda mais importante em Berlim, escolheu nada menos que cinco produções brasileiras - três delas majoritariamente nacionais, e duas coproduções minoritárias com outros países. Divino Amor, de Gabriel Mascaro, teve ótima repercussão em Sundance com sua história gospel futurista, e tenta repetir o sucesso na Alemanha. Dira PaesJúlio Machado são os protagonistas deste retrato sobre o papel da religião na vida pública e na política nacionais.

    Greta

    O documentário Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes, apresenta o contraste entre o Carnaval e o trabalho dos operários numa pequena cidade pernambucana. Já Greta, de Armando Praça, se aventura pela comunidade LGBT num drama com Marco Nanini e Démick Lopes. Entre as coproduções, o Brasil participa de Breve Historia del Planeta Verde, ficção majoritariamente argentina sobre a busca por um alienígena, e La Arrancada, biografia familiar produzida por França e Cuba.


    A Rosa Azul de Novalis

    Na Mostra Forum, dedicada a filmes de formatos experimentais e ousados, temos três representantes: Querência, de Helvécio Marins Jr., sobre um vaqueiro cuja vida perde sentido após o roubo do gado do patrão; A Rosa Azul de Novalis, docudrama biográfico que explora a nudez e sexualidade, com direção de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro; e Chão, documentário de Camila Freitas sobre o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. 

    Espero Tua (Re)volta

    Além destes títulos, Espero Tua (Re)Volta, de Eliza Capai, retrata as manifestações estudantis brasileiras na Mostra Geração, reservada aos filmes de temática infantil e adolescente, e O Ensaio, de Tamar Guimarães, registra uma adaptação teatral de Machado de Assis para discutir o racismo no Brasil. Para concluir, entre os curtas-metragens, Bárbara WagnerBenjamin de Burca apresentam o típico refinamento formal da dupla com Rise, coproduzido por Estados Unidos e Canadá, sobre o empoderamento de jovens desfavorecidos através da música. 

    Ao todo, são doze filmes brasileiros selecionados na 69ª Berlinale:


    Marighella, de Wagner Moura (Mostra Competitiva, fora de competição)
    Divino Amor, de Gabriel Mascaro (Mostra Panorama)
    Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes (Mostra Panorama)
    Greta, de Armando Praça (Mostra Panorama)
    Chão, de Camila Freitas (Mostra Forum)
    Querência, de Helvécio Marins Jr. (Mostra Forum)
    A Rosa Azul de Novalis, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro (Mostra Forum)
    Espero Tua (Re)volta, de Eliza Capai (Mostra Geração)
    O Ensaio, de Tamar Guimarães (Mostra Forum Expanded)
    Breve Historia del Planeta Verde, de Santiago Loza (Mostra Panorama)
    La Arrancada, de Adelmar Matias (Mostra Panorama)
    Rise, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (Berlinale Shorts)

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    Comentários
    • Jonathan Kennedy
      Boa sorte.
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