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    Michael Douglas, Jack Nicholson e Warren Beatty competiram para levar Kathleen Turner para a cama
    Por Renato Furtado — 10 de ago. de 2018 às 16:10
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    A atriz de Friends e Corpos Ardentes fez a revelação em uma entrevista à Vulture.

    Neilson Barnard

    Os anos 80 certamente representaram o auge da carreira de Kathleen Turner, mais conhecida pelo público jovem por ter vivido o pai de Chandler (Matthew Perry) na série Friends - cujo elenco não recebeu muito bem a atriz, na verdade. Além de ter sido indicada a um Oscar por Peggy Sue - Seu Passado a Espera, Turner também entregou uma performance icônica em Corpos Ardentes. Mas de acordo com a atriz, sua carreira não foi feita só de triunfos - na mesma década, ela também sofreu bastante com assédios sexuais:

    "Você tem que se lembrar que meu primeiro grande trabalho foi em Corpos Ardentes [suspense erótico de Lawrence Kasdan], e depois desse filme virei um alvo sexual. Soube mais tarde, pelo próprio Michael Douglas, que havia uma competição entre ele, Jack NicholsonWarren Beatty para ver quem transaria comigo primeiro. Nenhum deles conseguiu, a propósito", revelou Turner, em entrevista exclusiva à Vulture, ocasião em que aproveitou para denunciar a tóxica cultura de assédios e abusos que sempre fez parte de Hollywood.

    Opinião: As mulheres em Hollywood, um passo de cada vez

    "Não gosto que pensem em mim como um troféu [...] Havia uma suposição tácita de que as mulheres eram propriedades a serem reinvindicadas. Em outra ocasião, estava em um jantar e havia uma cadeira vazia próxima a Jack. Sentei com ele e nos divertimos muito. Depois de um tempo — porque precisava gravar no dia seguinte —, disse que precisava voltar ao Chateau Marmont. Quando cheguei lá, o telefone tocou. Era Jack: 'Como você pôde fazer isso comigo?'. 'Fazer o que?'. 'Você era minha acompanhante e você foi embora'. ' E eu disse: 'Eu era sua acompanhante? Ninguém me informou sobre isso'. Suposições como essa são o motivo pelo qual nunca vivi em Los Angeles. Sempre que vou para lá me sinto insegura", declarou a atriz.

    De fato, não é novidade para ninguém que o machismo e o sexismo estão enraizados na indústria cinematográfica dos Estados Unidos - e, infelizmente, em muitas outras esferas da sociedade -, mas até o ano passado, os figurões de Hollywood eram protegidos. Tudo mudou, no entanto, com a revelação das décadas de abusos sexuais cometidos pelo ex-produtor Harvey Weinstein, epicentro de um imenso escândalo de assédios que abalou a indústria e acabou por derrubar a carreira de inúmeros predadores sexuais. As vítimas destes crimes, majoritariamente mulheres, uniram-se através do potente movimento #MeToo, que luta pelo fim do lado mais sórdido de Hollywood.

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    Comentários
    • Jonathan K
      a coisa ainda continua muito feia.
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