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    Ilha de Ibiza cogita processar Netflix e produtores da comédia Ibiza: Tudo Pelo DJ
    Por Felipe Ribeiro — 6 de jun. de 2018 às 12:40
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    Conselho local alega má representação do local, das pessoas e até da música tocada nas festas.

    A Ilha de Ibiza é conhecida mundialmente pelas suas festas e, aparentemente, existe no lugar uma cultura específica sobre o ato de festejar, visto que a comunidade autônoma cogita processar a Netflix e os produtores da comédia Ibiza: Tudo Pelo DJ devido a suposta má representação desse espírito festivo e dos costumes locais.

    Segundo o The Hollywood Reporter, todo o problema gira em torno do fato da companhia ter usado a fama "da marca" Ibiza, mas ter rodado o filme em Barcelona e na Croácia. Apesar dessa substituição de locações ser algo comum no universo dos cinemas, o Conselho de Turismo Ibérico acredita que a situação com a comédia estrelada por Gillian Jacobs é diferente, por uma suposta má representação não só da paisagem da ilha, mas também da cultura, das pessoas e até da música.

    A trama do filme produzido por Will FerrellAdam McKay gira em torno de Harper (Jacobs), Nikki (Vanessa Bayer) e Leah (Phoebe Robinson), três amigas que transformam uma viagem de negócios em barcelona em uma aventura em Ibiza para buscar um DJ famoso.

    Cena do filme com pôr-do-Sol que foi considerado "falso" por um morador.

    Além dos conselhos responsáveis pelo local, moradores de Ibiza também estão se pronunciando sobre a representatividade da ilha no longa.

    "Eles tentaram filmar o longa aqui e ter a colaboração da ilha, mas o Conselho de Ibiza disse um enérgico não depois de ler o roteiro, pois acreditaram que era terrível para as Relações Públicas da ilha e oposto ao tipo de turismo que estão tentando incentivar, que vai além das boates e festas", disse Guenolee Roger, morador da ilha que nasceu e cresceu no local.

    "Acredito que o que as pessoas estão se pronunciando não só pela má representação física da nossa bela ilha, mas também pelo retrato insultuoso da cultura e pessoas da ilha. [O filme] basicamente mostra uma boate, um pôr-do-sol falso, ruas praticamentes vazias e duas pessoas nativas: um taxista que levas as personagens para a casa dele no campo para uma música e um drink, que nem mesmo é o aperitivo tradicional; e um gogoboy seminu", completou Johanna Carlson, organizadora de eventos.

    Vale lembrar que esta não é a primeira vez que um país - no caso de Ibiza uma comunidade autônoma -, cogitou processar um estúdio de Hollywood. Em 2013, o Irã decidiu se defender contra uma série de filmes que eles acreditavam ser xenofóbicos, incluindo Argo, de Ben Affleck.

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    Comentários
    • Bruno
      Quanta frescura
    • Jc V.
      Se a moda pega... Daí o Rio de Janeiro vai processar os filmes que retratam o carnaval como uma zona de sexo fácil, criminalidade forte e uso generalizado de drogas, alegando que isso é difamação tbm... #criticasocial rsrs
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