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    Alden Ehrenreich, Emilia Clarke e Donald Glover falam sobre os desafios de Han Solo: Uma História Star Wars (Entrevista)
    Por Lucas Salgado / Transcrição: Leo Salerno — 24/05/2018 às 10:23
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    Conversamos com o trio principal do filme.

    Jamie McCarthy/Getty Images

    Principal estreia da semana, Han Solo: Uma História Star Wars tem como destaque principal seu jovem e talentoso elenco. Destaque em Ave, César!, Alden Ehrenreich foi o escolhido para viver o personagem-título, enquanto que Donald Glover (Atlanta) assumiu o papel do exótico e misterioso Lando Calrissian. Mãe dos Dragões em Game of ThronesEmilia Clarke acabou completando o trio principal na pele de Qi'ra, personagem estreante na franquia Star Wars.

    AdoroCinema visitou os escritórios da Disney em São Paulo e participou de uma vídeoconferência com os três protagonistas. Abaixo, você confere como foi a bem-humorada conversa com o trio.

    Alden, nós vimos um vídeo maravilhoso semanas atrás de você sendo surpreendido pelo Harrison Ford em uma entrevista, você pode falar um pouco do seu contato com ele? E você também Donald, com o Billy Dee Williams?

    Alden Ehrenreich: Eu almocei com ele logo antes de começarmos a filmar. Não me parecia certo começar a fazer o filme sem antes falar com ele, e ele foi muito legal e encorajador, sobre mim e sobre o filme como um todo. E ele viu o filme e isso significa muito para mim - para todos nós - e adorou. E gastou tempo do seu dia para dirigir até onde estávamos fazendo as entrevistas em Pasadena, que é um pouco fora da cidade, para vir me surpreender. Significa demais para mim, por tudo o que ele é. Ele tem sido um cara tão legal, sabe, ele é O Cara.

    Donald Glover: Billy é O Cara também. Ele foi muito legal, e foi muito bacana. Nós almoçamos juntos e ele me deu conselhos ótimos, ele literalmente me disse “Só seja charmoso”, ele me explicou que o Lando é muito eclético. Só seja charmoso e interessado nas coisas, e foi muito bom ter ele no set porque se não eu teria perdido a mão. E ele foi uma pessoa ótima também.

    Deve ser difícil fazer personagens tão icônicos quanto o Lando e o Han Solo. Quando vocês se preparavam para o papel o que vocês tentaram evitar para não acabar parecendo uma imitação, e para conseguir trazer um pouco de vocês ao personagem?

    AE: Eu acho que é a questão do equilíbrio, você precisa ter certos ponto semelhantes para se ter uma continuidade entre quem o personagem é nesse ponto e no que ele eventualmente vai ser. Para você acreditar que esse é o mesmo personagem. Mas o mais importante é que seja vivo, e que pareça com uma pessoa real, que lá tenha uma performance, uma atuação. Então é essa questão de equilíbrio, e quanto a iconicidade, bem, o personagem não sabe de nada isso, ele não sabe que é Han Solo, pelo menos da maneira que imaginamos, e ele com certeza não se sente dessa maneira. 

    Então você tem que deixar isso de lado, acho que a melhor maneira de agradar os outros é ignorar as expectativas.

    DG: A coisa bacana de Star Wars é que é simples, simplifica coisas que são muito mais complicadas na vida real. Então eu pensei: “Lando é legal para as pessoas, então o que é legal para as pessoas agora?” E isso foi basicamente o que eu procurei, “Como as pessoas gostam de ser encantadas agora?” Então eu tentei focar nisso. E também incorporei alguns movimento com a mão. Na verdade, não foi tão difícil porque quando você está usando uma capa você meio que tem que estar com as mãos na sua frente. Muitos dos movimentos já estavam lá. E como o Alden disse, não escute as pessoas, pessoas normalmente não sabem o que elas querem até elas terem. Pessoas no geral, uma pessoa talvez saiba mas as massas… Nostalgia é uma coisa muito poderosa, e você não pode lutar contra ela, é quase um monstro que você não consegue ver. Ela sempre vai ser mais assustadora do que a coisa que nós vemos. A coisa que está na sua cabeça é ‘melhor’, então você não pode se preocupar muito. Você só dá o seu melhor.

    Emilia, em Cannes, você pediu que os jornalistas parassem de usar o termo “Mulher Forte”. Nesse sentido, que tipos de protagonistas mulheres você gostaria de ver mais em filmes como esses? Especialmente com ação e fantasia, onde as mulheres ainda são minoria?

    Emilia Clarke: Acho que se eu dissesse apenas “Homens fortes” você pensaria em alguém musculoso. Então, eu acho que devemos mudar o termo para algo que seja mais específico a pessoa, porque todos nós temos características próprias e devíamos achar um termo que seja um pouco menos genérico. Eu acho que é muito positivo que mulheres que tenham uma razão maior para ser importantes para uma história em vez de apenas estarem presentes e precisarem ser chamadas de “mulheres fortes” para ter uma importância. E eu acho bom ter mulheres que trazem qualidades diferentes para a história, para a Qi’ra, como personagem, você pode ver as mudanças causadas pelo tempo dela longe do Han, isso meio que determina a relação deles durante o resto do filme e você continuamente se perguntando, porque ela está lá? O que ela é para o Han? E ela vai ser uma influência negativa ou positiva para ele? Ela está lá por ela ou pelos outros? E eu acho que tem muitas maneira que você pode descrever aquele personagem.

    Nós sempre te vemos em ação em Game of Thrones, no geral em cima dos dragões, mas nesse filme você está fazendo as cenas de luta com suas próprias mãos, pegando espada e indo para o confronto. Como é para você estar nesse filme e como foi sua preparação para o papel?

    EC: É curioso porque você imagina que em GOT é uma ação bem direta, mas eu sempre estive um pouco distante disso, eu estou sempre montando um boneco verde, o que não é a coisa mais animada de todas. Então eu amei poder ser mais física nesse filme. 

    Donald, em uma entrevista você disse que seu primeiro brinquedo era boneco do Lando que seu pai comprou para você, e certamente não haviam muitos bonecos de personagens negros naquela época, mas agora além do Lando temos o Pantera Negra, e eu queria saber o quão importante são esses bonecos para as crianças negras hoje em dia?

    Eu acho que posso dizer, pela minha experiência, quando eu tinha meu boneco do Lando eu não pensava nisso, era algo normal para mim, eu pensava “Ele é legal, tem sua própria cidade”, eu nunca teria pensado “Finalmente um personagem negro!” E eu tinha cinco anos, então neste termos isso é muito bom, é isso o que você quer: Muitos personagens diferente. Eu espero que se eu tivesse uma filha, ela nem pensaria nisso, tipo, “É claro, uma mulher em um filme”, e eu acho que é isso o melhor que nós podemos esperar. E nesse sentido é muito bom ver meu filho brincar com seu Pantera Negra e não se preocupar com isso.

    Eu acho que normalizar e ter uma diversidade de pensamento é o mais importante que você pode fazer para todo mundo.

    A Laura Dern falou que o mais difícil em filmar Os Últimos Jedi foi não fazer o barulho dos tiros enquanto filmava a cena. Vocês podem falar um pouco sobre as experiências de vocês?

    AE: A equipe de dublês é muito determinada desde o começo - talvez por essa experiência - a não te deixar fazer o barulho, então você está sendo treinado desde cedo a não fazer isso e eu não tive muitos problemas com isso.

    DG: É, eu acho que a parte mais difícil é porque você quer deixar sua mão subir, porque você quer atirar como se tivesse um coice muito grande. Então, você tem que aprender a atirar parando a mão. Pelo visto armas com lasers são diferentes de armas normais.

    Vocês podem falar um pouco da experiência de entrar na Millenium Falcon pela primeira vez?

    DG: O legal foi que todos tivemos nosso momento para ter um ataque. Você (Alden) já tinha estado nela algumas vezes, mas eu lembro deles vindo e nos mostrando e também foi legal porque ela estava limpa. Eu lembro de ver ela toda limpa, toda estilosa e arrumada, no estilo Anos 70 do Lando. E nós visitamos o cockpit, eu deitei na cama, provei todas as capas, eu fiquei uns trinta minutos me divertindo até que me disseram, “Ok, agora vamos ensaiar”. Mas era estranho, porque eu já conhecia de certa maneira, você fica tão acostumado com a arquitetura e a estética. Eu acho que demora um pouco para se acostumar com a estrutura interna, sabe, onde fica o cockpit, as camas, a sala de máquinas, saber onde eles ficam. Mas no geral eu me senti como uma criança lá, eu sabia exatamente como me movimentar, e também tinha alguém no set explicando o que tudo era.

    E como foi o contato com Chewie?

    DG: Como a Falcon, Chewie também era muito, muito familiar.

    EC: Ele cheira muito bem!

    AE: Sim! Ele tem essas roupas de cabelo de Iaquê que são costurados a mão e eles lavam e passam shampoo e condicionador, então ele é muito cheiroso.

    EC: Ele ganha muitos abraços, é difícil não abraçar, ele é muito fofo, fica difícil não querer estar colado nele.

    Stuart C. Wilson/Getty Images

    AE: O Joonas Suotamo fez um trabalho incrível, com muito coração. Ele é um cara alto, de olhos azuis, fez escola de cinema, ele é extremamente engraçado e adora Star Wars. E eu fiz muitas cenas com ele e realmente parecia uma pessoa real, o que é algo difícil de fazer, porque tem muitas poucas maneiras de se expressar pela máscara, porque tem todas as coisas técnicas, se ele mexer a cabeça muito rápido a máscara se mexe fora de lugar, e ele fez um trabalho incrível e foi ótimo trabalhar com ele.

    Falando nisso... Alden, quando está falando em Wookie com ele, você está improvisando ou dizendo algo específico presente no roteiro?

    AE: Bem, eu tive que aprender Wookie para um teste de tela, mas quando nós estamos filmando nós, na maioria das vezes, estamos inventando na hora. Na cena do primeiro encontro em particular nós usamos legendas, então nós tínhamos que ter certezas que haviam palavras repetidas. Eu digo “stick” algumas vezes então eu tive que ter certeza que “stick” tinha o mesmo som sempre.

    Em termos de linha do tempo, o filme termina muito antes de Uma Nova Esperança. Então, podemos imaginar vocês voltando a esses personagens?

    DG: De jeito nenhum. (Risos)

    AE: Eu não sei, nós topamos, quer dizer, eu topo. Se nós fizermos mais filmes, eu acho que seria muito divertido. E seria uma coisa tipo um Indiana Jones, com história diferentes e submundos diferentes do universo Star Wars, só vendo a relação dessas pessoas se desenvolverem, eu acho que seria muito divertido.

    EC: Nós não seríamos contra, mas eu não acho que ninguém nos perguntou ainda, então vamos ver o que todo mundo pensa, entende? Kathy (Kathleen Kennedy) se você está ouvindo, nós topamos!

    DG: Eu gostei que todos olhamos pra cima quando falou na Kathy. (Risos)

    Donald, muitos fãs gostariam de ver um filme solo do Lando, você gostaria de fazer isso? E que história você gostaria de ver no filme se isso acontecesse?

    DG: Bem, sim seria legal fazer, eu sempre pensei nisso. Quando eu me encontrei com o Billy Dee Williams, eu tinha todas essas ideias, e também tem alguns livros. Ele é supostamente um grande jogador e muito carismático, mas ele não é um piloto ou atirador especialmente bom. O que eu acho que é muito legal, eu gosto da ideia de ser tipo Frasier no espaço, isso seria muito bacana. E eu gostaria de conhecer a família dele, saber de onde ele vem. Eu sugeri isso tem um tempo, não sei nem se devia mencionar, eu queria que nós fossemos para algum lugar onde sabemos o futuro um do outro, mas não podemos contar, porque nós sabemos que ele (Han Solo) morre. Para mim isso é algo muito legal.

    AE: Nós sabemos se o Lando está vivo durante o período de O Despertar da Força?

    DG: Não, nós não sabemos nada. Mas eu acho que é muito legal brincar com isso, eu amo coisas relacionada com o tempo, tipo viagens no tempo e afim. Eu acho que nós já fizemos muitas coisas com viagem no tempo ultimamente, mas eu gostaria de fazer mais coisas divertidas com isso. Um tipo de filme B como um Indiana Jones, com a diversão e a ação, porque eu não acho que temos muitos desses ultimamente.

    Han Solo é um dos maiores bad boys do cinema, como fãs e espectadores, por que vocês acham que ele é tão importante?

    DG: Eu acho que é porque ele é um dos personagens mais humanos na saga original. Ele é complicado, nem sempre fácil de se dar, oscila entre o medo e a coragem. Ele não é uma pessoa em preto e branco, simples de se definir, ele é um pouco mais como uma pessoa real.

    AE: Harrison disse algo sobre isso, que no filme original ele é quase como a audiência, ele não acredita na Força e tudo mais, então eu acho que ele tem todas essas camadas, ele tem esse estilo, mas você vê algumas das cenas com a Leia e ele é bastante inseguro. Tem muitas dimensões e eu acho que isso deixa mais divertido. E o filme faz um ótimo trabalho de passar por cada uma das partes desse personagem.

    A gente sabe que o Donald é um grande fã da franquia. Alden e Emilia, vocês podem falar um pouco sobre suas relações com Star Wars?

    AE: Eu sempre amei quando criança, eu queria ter um sabre de luz, eu queria ser todos os personagens e tudo isso, eu amava.

    EC: Minha história com Star Wars é que meu irmão mais velho era um grande fã e eu via os filmes com ele quando criança, mas eu tenho que admitir que eu não era uma grande fã. Me desculpa, eu vou quebrar as expectativas dos fãs.

    Mas quando O Despertar da Força estreou, eu vi aquilo mexer com minha cabeça de adulta. E disse pro meu agente que era aquele tipo de coisa que queria fazer. Então, todos os filmes voltaram a cabeça e decidi ver tudo de novo.

    Qi'ra tem o maior cliffhanger do filme. Você gostaria de explorar mais do acontece com ela depois do filme?

    EC: Eu amaria, ela termina em um lugar muito interessante. A ideia de uma personagem feminina com uma bússola moral duvidosa é muito interessante e eu acho muito legal e eu adoro explorar isso, especialmente nessa franquia, então eu topo, espero que todo mundo também.

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