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    Time's Up inicia auxílio a mulheres após 2 meses de lançamento
    Por Rodrigo Torres — 5 de mar. de 2018 às 19:07
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    Movimento contra abusos e por igualdade já ouviu cerca de 1700 mulheres de 60 áreas de atuação, e prepara relatos para conscientização em vídeo.

    A relevância do Time’s Up é inegável, e, apenas dois meses após seu lançamento, em 1º de janeiro de 2018, o movimento de mulheres contra o abuso e por igualdade na sociedade já revela suas primeiras iniciativas práticas. Segundo o Deadline, o movimento conversou com cerca de 1700 mulheres de 60 áreas diferentes para, a partir dessa semana, iniciar o investimento de seu fundo de defesa legal — que já soma US$ 21 milhões.

    O movimento Time’s Up se uniu à instituição sem fins lucrativos StoryCorps, fundada por David Isay, para registrar histórias de pessoas de todas as crenças e origens e, assim, criar um arquivo histórico sobre casos de desigualdade e abuso. Ashley JuddJane FondaAmerica Ferrera participam dos primeiros vídeos autobiográficos. A megaprodutora Shonda Rhimes (Grey's Anatomy) também gravará seu relato.

    Elas de preto na primeira grande ação midiática do movimento Time's Up.

    "O abuso sexual é sintoma de um sistema e uma cultura, então as histórias se tornam muito importantes", declarou a cineasta Ava DuVernay, citando um exemplo em que o audiovisual foi fundamental para visibilizar um problema então posto à margem. "Vimos a segregação de pessoas com AIDS e HIV e isso mudou por causa das histórias. Esse registro é vital nessa busca pela mudança de cultura", declarou a diretora de Selma, citando o filme Filadélfia e a minissérie Angels in America como chaves dessa transformação.

    Ex-chefe de gabinete de Michelle Obama, Tina Tchen comanda o fundo multimilionário do Time's Up. Aproximadamente 20 mil doações foram realizadas, em valores que vão de 5 dólares a US$ 2 milhões. Embora o movimento tenha nascido na indústria do entretenimento e ganhado visibilidade no tapete vermelho do Globo de Ouro, seu objetivo é atingir pessoas comuns, anônimas, e de todo o mundo.

    Mulheres de Reino Unido, Coreia do Sul, Paquistão, Kuwait e Quênia foram ouvidas, e o objetivo é que o fundo legal do Time's Up tenha força suficiente para ajudar organizações em outras partes do globo para auxiliar pessoas em situação vulnerável — ainda que, legalmente, seu orçamento tenha como destino imediato, por ora, apenas os Estados Unidos.

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    • Vidamell Vida R.
      Mulheres não comando, mulheres no poder.
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