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    Atrizes francesas lançam fundo de ajuda para mulheres vítimas de assédio sexual
    Por João Vitor Figueira — 1 de mar. de 2018 às 17:38
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    "É hora de agir", diz o texto que marca o início da campanha #MaintenantOnAgit.

    Tristan Fewings/Getty Images

    Profissionais da indústria cinematográfica francesa lançaram um movimento que busca oferecer apoio para vítimas de assédio sexual. Ao todo, mais de 100 atrizes e profissionais de outras funções, incluindo Vanessa Paradis (foto) apoiam a iniciativa e usarão fitas brancas como forma de protesto na cerimônia de entrega de prêmios do César, maior premiação de cinema da França. O evento será realizado na próxima sexta-feira (2) em Paris, dois dias antes da cerimônia do Oscar em Los Angeles.

    Similar ao fundo Time's Up, que existe para ajudar sobreviventes de casos de assédio na indústria cinematográfica americana, as francesas criaram a campanha #MaintenantOnAgit (algo como "agora nós agimos", em tradução livre). Os fundos angariados são utilizados para que mulheres consigam arcar com os custos das ações legais contra seus agressores.

    Entre os nomes que assinaram a carta inicial do movimento estão Diane Kruger (atriz alemã que vive na França), Clemence Poesy, Julie Gayet, Anna Mouglalis, Adèle HaenelCamélia Jordana e Sandrine Bonnaire. "É hora de agir. Juntas, vamos apoiar aquelas que trabalham de forma concreta para que ninguém nunca mais responda #MeToo", diz o texto.

    De acordo com Anne-Cécile Mailfert, presidente da Fondation des Femmes, o objetivo da #MaintenantOnAgit é arrecadar ao menos um milhão de euros. "Agora nós agimos. Isso significa que agora nós doamos. Algumas associações estão sobrecarregadas. É urgente entender que a luta conta a violência contra a mulher requer fundos", disse Mailfert em entrevista para a AFP.  "O discurso de libertação deve agora ser incorporado em ações. Caso contrário, as mulheres vão falar ao vento", comentou a atriz Anna Mouglalis, uma das signatárias.

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    Comentários
    • Cinemaniac [SKYWALKER]
      Uau!!!!!!!! Aí sim, hem!!!!!
    • Pessoa
      É bom perceber que o Sr. Bernardo é um cavalheiro, que jamais destrataria uma dama...rsrsrs...Pelo jeito, além da falta de cortesia costumeira deste senhor, parece que ele também não sabe ler.As 100 mulheres que criticaram os excessos do #MeToo não defenderam a promiscuidade, apenas acharam que acusações insubstanciais não são suficientes para o apedrejamento público que os linchadores online tanto defendem.Elas entendem que o ônus da prova é um dos pilares da moderna democracia e, por isso, a pessoa responsável por uma determinada afirmação é também aquela que deve oferecer as provas necessárias para sustentá-la.Além disso, elas sabem que a sociedade norte-americana tem elementos de puritanismo. Por exemplo, vários anos atrás, um garotinho de cerca de 5-7 anos foi acusado de assédio sexual porque deu um beijinho sem consentimento na bochecha duma colega. Por isto, não admira que aquelas mulheres francesas temam um recrudescimento desta tendência puritana da sociedade norte-americana, que pode desencadear efeitos extremamente danosos a médio e longo prazo.Entretanto, existem pessoas que por ignorância ou má-fé as acusam de defensoras da promiscuidade...
    • Bernardo Bastos Guimarães
      Parabéns a essas 100 inteligentes e sensíveis atrizes francesas, que se contrapõem às 100 primeiras alienadas e defensoras da promiscuidade lideradas pela caquética Catherine Deneuve. Le respect est bon et j'aime. ;)
    • Vidamell Vida R.
      Vamos agir!!!
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