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    Michael Haneke faz declaração polêmica sobre o movimento #MeToo: "Caça às bruxas"
    Por Rodrigo Torres — 14 de fev. de 2018 às 18:45
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    Diretor critica a execração pública de pessoas contra as quais não há provas concretas de que cometeram abuso sexual.

    Michael Haneke fez declarações polêmicas sobre o movimento #MeToo. Em entrevista ao Kurier (via Deadline), o cineasta austríaco reconheceu que "toda forma de estupro ou coerção" deve ser punida, mas atacou: "Esse pré-julgamento histérico que está se propagando agora é nojento. E eu não quero saber quantas dessas acusações relacionadas a incidentes ocorridos há 20 ou 30 anos são, essencialmente, declarações que têm pouco a ver com abuso sexual."

    O diretor duas vezes ganhador da Palma de Ouro em Cannes (A Fita Branca e Amor) reconheceu a rispidez de seu posicionamento e previu que deverá ser tratado como "o macho porco chauvinista" por suas declarações. Porém, julgou importante denunciar "a raiva cega que não é baseada em fatos e os preconceitos que destroem as vidas de pessoas cujos crimes não foram provados em números casos" — aparentemente referindo-se aos ataques sofridos pelo também cineasta Woody Allen apesar de ele ter sido inocentado há décadas pela Justiça. "As pessoas são simplesmente assassinadas na mídia., arruinando vidas e carreiras".

    Woody Allen

    Questionado se o movimento #MeToo pode ajudar a transformar a sociedade para melhor, Haneke seguiu cético, argumentando que "tempestades virtuais" baseadas em acusações frágeis "contaminam o clima social". "Isto torna cada argumento sobre este assunto muito delicado ainda mais difícil. [...] Este novo puritanismo imbuído de um ódio aos homens que vem na esteira do movimento #MeToo me preocupa". "A caça às bruxas devia ter ficado na Idade Média", declarou o realizador.

    Último trabalho de Haneke nos cinemas, Happy End ainda não estreou nos cinemas brasileiros. No momento, ele prepara sua primeira incursão na televisão com o drama pós-apocalíptico Kelvin's Book.

     

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    Comentários
    • Bernardo Bastos Guimarães
      Não são meras provas testemunhais, mas sim a acusação das vítimas, corroborada por acusações idênticas de outras vítimas, e de amigas e parentes e colegas delas que ouviram as acusações na época, mas muitas as aconselharam a se calar. Todas essas pessoas são testemunhas e isso vale muito mais que um exame de corpo de delito, fotos ou vídeos do estupro in loco, porque muitos pervertidos também alegariam as fotos e vídeos são montagem, quero perícia!!!! - vide Operação Lava-jato, etc., etc., etc., os mimimi de sempre de quem vive às custas de judicialismo e não de viver a verdade dos fatos. São tarados, pervertidos, estupradores e têm que ser eliminados mesmo da sociedade, cadeia neles!
    • Vítor Menezes
      Se basear em meras provas testemunhais contraria o ônus da prova que é uma ferramenta largamente usada no Direito. O termo especifica que a pessoa responsável por uma determinada afirmação é também aquela que deve oferecer as provas necessárias para sustentá-la.Se não fosse assim, qualquer um poderia fazer alguma acusação leviana contra alguém que odeia ou antipatiza. Por exemplo, uma esposa traída poderia acusar o ex-marido de pedofilia, um empregado demitido poderia acusar o ex-patrão de assédio sexual, um racista acusar um negro de roubo etc.Se não fosse o instrumento do ônus da prova estaríamos vivendo numa barbárie.E o senhor ainda agride o Haneke torcendo pra que o ataquem. Vivemos numa democracia, entretanto o senhor truculentamente nega a ele o direito de expressar a sua opinião. Este raciocínio de que todos os que acham que o #MeToo está exagerando são assediadores sexuais ou coisa pior é dum primarismo atroz. Várias mulheres francesas escreveram um manifesto expressando um ponto de vista similar e isto não significa que elas estejam defendendo perversões sexuais. Defendem apenas que não se cometam exageros e que os acusados tenham direito a defesa e que não sejam apedrejados em praça pública, o que muitos linchadores adorariam fazer.
    • Bernardo Bastos Guimarães
      Acho que esse nome não aparece para mim, deve estar bloqueado.
    • Vítor Menezes
      leia o comentário do Pessoa. Ele diz tudo o que eu diria
    • Bernardo Bastos Guimarães
      Sua intervenção foi muito tola. Reserve-se a escrever algo que valha a pena.
    • Isabele Gomes
      Haneke definiu bem esse período é uma contaminação nos seus próprios ofícios.Tenho observado q em particular os atores masculinos estam reservado na briga #TooMee.Com exceção do o ator no caso do Kevin Spacey.Considerei desprovida de algum valor artístico e pessoal,atores:Alec Baldwin e Colin Firth e Thimothee Chalamet,no movimento pela acusação de abuso vindo da filha do Woody Allen por um caso já decidido e julgado no passado.Como a vitima ocupou a mídia e reacendeu o caso,;no caso os atores simplesmente poderiam abster-se com mais elegâncias e sem informações públicas,q não farão mais filmes com o Allen.
    • FSociety
      Verdade quem acusa tem que ter provas concretas, o mundo hoje em dia tá cheio de gente invejosa que quer derrubar os outros ainda mais usando essa polêmica.
    • Fernando L.
      A lógica é muito tola, desculpe.
    • Fernando L.
      Falou o paladino da moralidade.
    • Fernando L.
      O que ele falou é lógico. Imagine alguém atacar um desafeto de outrora com base nesse movimento. A vida dele vira de ponta cabeça, sua família é destroçada. Tudo isso sem provas. É preciso ter cuidado. Quem errou, se o crime não prescreveu, deve ser processado e julgado. É lógica simples. E se fosse com algum homem que vc conhece?
    • Rafael S.
      Perfeito seu comentário, concordo em gênero, número e grau.
    • Laura
      Tinha que ser um diretor de filmes tão horríveis quanto o Haneke pra falar uma besteira dessas!
    • Pessoa
      O senhor é que está misturando as coisas. É claro que a decisão sobre a culpa de alguém sobre um caso de abuso sexual cabe a um juiz e um juri, caso contrário estaríamos vivendo numa barbárie. O processo contra Harvey Weinstein começou recentemente e o senhor quer que ele já seja preso? Existe todo um trâmite legal que demora, não é assim do dia pra noite. E existem casos de condenação sim. Roman Polanski é um caso famoso de condenação. O diretor Victor Salva e um ator da série de TV Glee foram condenados por pedofilia e devem ter outros casos por aí de condenação.O senhor absurdamente afirma que não é um caso de direito e sim de opinião pública, o que não faz o menor sentido. Foi a opinião pública um dos fatores que levaram a crucificação de Jesus, ela foi cúmplice no genocídio perpetrado pelos nazistas etc. O senhor menciona o teste do sofá, mas pelo que li várias cederam a este teste mas também tiveram aquelas com mais coragem que se recusaram e tiveram carreiras cinematográficas bem sucedidas. As que cederam acharam que seria o caminho mais fácil pro sucesso ou não tinham tanta confiança no seu talento.O senhor afirma que não é justo que se atinjam pessoas inocentes, mas é assim que as coisas são. Este um tipo de comportamento acomodado, de alguém que simplesmente aceita como as coisas são em vez de ter a coragem de tentar mudá-las.Antigamente, os linchadores objetivavam a morte física do suposto culpado enquanto que hoje estes seres mesquinhos querem a morte da reputação de alguém. E o pior é que tem muito mau caráter que vibra quando consegue seu objetivo.
    • K
      Concordo plenamente. Isto torna cada argumento sobre este assunto muito delicado ainda mais difícil. Disse tudo. A causa é importantíssima, mas o circo que a mídia já criou em torno faz mais mal do que bem, e a justiça se perde. Vira um jogo de quem está falando a verdade ou não. A mídia faz de um caso mil vezes maior, por razões erradas e nem sequer ajuda a vítima. Lembrem-se que a própria vítima do Polanski 40 anos atrás disse que a imprensa fez mais mal à ela ao longo dos anos do que ele. E no recente caso do Tarantino, até alguns anos atrás, tratavam assuntos como ele ter estrangulado a Diane Kruger, ou mordido a Fergie nos sets como uma brincadeira, uma excentricidade do diretor, exaltando seu gênio e tratando a questão em tom de humor. Agora virou abuso. O público é álibi e carrasco.
    • Jc V.
      Situação complexa. Da mesma forma que um inocente pode argumentar que está sendo caçado essa também é uma desculpa oportuna para que verdadeiros culpados também se façam de vítimas.Em casos de assédio sexual é praticamente impossível haver provas concretas, só relatos mesmo. Ninguém apalpa uma funcionária na frente de uma câmera de segurança, ou algo do tipo. Então esperar por provas é complicado, tampouco uma carta de confissão do abusador.Mas vamos aos fatos: Os números de estupros no mundo td são altíssimos; Nenhuma mulher (até onde eu saiba) ganhou dinheiro ou fama significativa inventando essas coisas (pelo contrário, são acusadas de oportunistas); Durante um século pessoas foram objetos sexuais e crimes foram acobertados sistematicamente. Pq acreditar que de ontem pra hj as coisas mudaram? Vão me dizer que Harvey e Spacey são casos isolados??!Ou seja, a probabilidade de alguém acusado estar sendo injustiçado/chantageado é MUITO pequena. Claro, um ou outro devem ser inocentes sim, mas não é estatiscamente suficiente pra compararmos com uma caça às bruxas. Então menos chororô...
    • Jc V.
      Você está falando de Direito, mas te pergunto: Alguém já foi sentenciado em um tribunal por causa desses escândalos e denúncias?? Nem o Harvey foi.Então, não tem nada a ver com Direito. Não mistura as coisas. Até pq os acusados tem o direito de processar por calúnia se quiserem.Portanto, não é uma questão de Direito, é uma questão de Opinião Pública. E a massa é passional, fazer oq?! O ser humano é assim.Se hj as pessoas se revoltam contra cineastas supostamente abusadores, é pq durante DÉCADAS Hollywood foi um ninho de criminosos sexuais. Então não adianta pra reclamar agora. Quem faz a fama deita na cama. É a lei da causa e consequência. Se alguém é culpado por essa caça às bruxas são os centenas de homens que durante a história recente incentivaram os testes do sofá e os predadores de estagiárias.Claro, no meio existem sim pessoas (parcialmente) inocentes que acabam atingidas, mas aposto q são bem poucos. Ainda sim não é justo. Mas é assim que as coisas são, gostem ou não.
    • J?nior S.
      Esse Bernardo só pode tá querendo comer uma mina pra tá pagando de fiministão assim na internet...
    • Pessoa
      Se há caça às bruxas é porque há bruxas.É o típico argumento primário que se poderia esperar do senhor. Se basear em meras provas testemunhais contraria o ônus da prova que é uma ferramenta largamente usada no Direito. O termo especifica que a pessoa responsável por uma determinada afirmação é também aquela que deve oferecer as provas necessárias para sustentá-la.Se não fosse assim, qualquer um poderia fazer alguma acusação leviana contra alguém que odeia ou antipatiza. Por exemplo, uma esposa traída poderia acusar o ex-marido de pedofilia, um empregado demitido poderia acusar o ex-patrão de assédio sexual, um racista acusar um negro de roubo etc.Se não fosse o instrumento do ônus da prova estaríamos vivendo numa barbárie.E o senhor ainda agride o Haneke torcendo pra que o ataquem. Vivemos numa democracia, entretanto o senhor truculentamente nega a ele o direito de expressar a sua opinião. Este raciocínio de que todos os que acham que o #MeToo está exagerando são assediadores sexuais ou coisa pior é dum primarismo atroz. Várias mulheres francesas escreveram um manifesto expressando um ponto de vista similar e isto não significa que elas estejam defendendo perversões sexuais. Defendem apenas que não se cometam exageros e que os acusados tenham direito a defesa e que não sejam apedrejados em praça pública, o que muitos linchadores adorariam fazer.
    • rafahribeiro
      esses que se dizem contra o movimento caça bruxa deveriam todos set investigados. Se chacalhar essa árvore pode cair muita fruta podre ainda
    • Bernardo Bastos Guimarães
      As provas são testemunhais, e estas nem sempre podem ser concretas. Se há caça às bruxas é porque há as bruxas. Demorô! E fique na sua antes que também o ataquem.
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