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    Ex-agente de Rose McGowan comete suicídio e família aponta escândalo sexual de Harvey Weinstein como causa
    Por Rodrigo Torres — 09/02/2018 às 14:14
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    Produtora lutava contra a depressão quando a defesa de Harvey Weinstein a envolveu no caso de assédio e ela passou a ser perseguida por Rose McGowan e pela mídia.

    Jill Messick, executiva com larga experiência na Miramax e na Lorne Michaels Productions, da Paramount, cometeu suicídio na última quarta-feira, em Los Angeles. A produtora de 50 anos, realizadora de filmes como Frida e da vindoura adaptação de Minecraft, era diagnosticada com desordem bipolar e lutava contra a depressão. E um possível estopim de sua morte torna a história de Messick ainda mais trágica.

    Rose McGowan era agenciada por Jill Messick em janeiro de 1997, período em que ela acusa Harvey Weinstein de tê-la estuprado. De novembro daquele ano até 2003, a produtora trabalhou na Miramax, então gerenciada pelos Weinstein. Devido ao seu envolvimento com Rose e Harvey, os advogados do poderoso produtor buscaram contato com Jill, tendo apresentado essa troca de mensagens em defesa do acusado. O e-mail, revelado no último dia 30, foi descontextualizado, distorcido, afirma a família de Messick. E isso foi demais para ela.

    "Jill foi vitimizada por essa nova cultura de compartilhamento ilimitado de informação ilimitada e um desejo de tomar declarações como fato. A velocidade da disseminação de informações levantou mentiras sobre Jill como pessoa que ela não teve capacidade ou vontade de combater. Ela se tornou dano colateral de uma história já terrível", declarou a família, em carta aberta publicada pelo The Hollywood Reporter.

    Rose McGowan vinha atacando Jill Messick na divulgação de seu livro, desde a revelação do e-mail pela defesa de Harvey Weinstein.

    "'O Movimento' acaba de perder um dos seus", começa o texto, então ressaltando suas qualidades como esposa, mãe de dois filhos, amiga e executiva de cinema inteligente, e arrematar: "Ela também era uma sobrevivente, lutando privadamente com a depressão, que foi sua inimiga durante anos". Diante disto, e do apoio que Jill Messick prestou a muitas mulheres que se levantaram contra "predadores" de Hollywood — aparentemente, inclusive Harvey Weinstein —, seus parentes não se furtam de criticar frontalmente o comportamento destrutivo de Rose McGowan na mídia.

    "Ver seu nome nas manchetes repetidamente, como parte da tentativa de uma pessoa em ganhar mais atenção em causa pessoal, somado à tentativa desesperada de Harvey em se defender, foi devastador para ela. Isso quebrou Jill, que vinha começando a recolocar sua vida no eixo", declara a carta. "Agora que Jill não pode mais falar por si mesma, é hora de colocar os pingos nos i's."

    Resumidamente, a carta explica que Rose McGowan foi uma das primeiras clientes de Jill Messick na agência Addis Wechsler, e um dos primeiros compromissos da atriz foi um café da manhã com Harvey Weinstein, durante o Festival de Sundance, para discutir negócios. Ao retornar, Rose contou que foi convidada a tirar suas roupas e entrar na banheira com Harvey, e aceitou. Segundo Jill, a atriz se arrependeu imediatamente de sua decisão. Mas nunca mencionou a palavra "estupro".

    O diretor Robert Rodriguez, a atriz Rose McGowan e o executivo Harvey Weinstein no lançamento de Planeta Terror, em 2007.

    A família conta que Jill Messick teve certeza de que a conduta de Harvey Weinstein fora "desagradável, se não ilegal", e tomou as providências cabíveis no momento, contatando seus chefes. Todos os acordos a partir de então foram feitos sem seu conhecimento, e Rose e Harvey viriam a trabalhar juntos em Fantasmas, em 1998, em uma parceria que se estenderia por anos — vide o maior papel da atriz no cinema, Planeta Terror, de 2007.

    Dez meses depois, Jill Messick seria convidada para trabalhar na Miramax por seu próprio talento, não por qualquer acordo de confidencialidade dos atos de Harvey Weinstein — como Rose McGowan vinha alegando, além de tratá-la como mentirosa. E o tal conteúdo do e-mail solicitado pelo produtor era sobre ela narrar o ocorrido no Festival de Sundance de 1997, tendo Jill prometido relatar o que se lembrava do ocorrido.

    Feito todos os esclarecimentos, a família de Jill Messick endereça uma mensagem aos jornalistas: que é preciso ter responsabilidade para expor "precisamente" os reais criminosos e predadores, e também para conservar a "verdade de terceiros". "Palavras têm peso. A vida de uma pessoa pode depender disso", conclui a carta.

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    Comentários
    • Cético Kaiba
      Por que não, Pedro Parker?. Nem todo mundo acredita em tudo que está escrito na bíblia, ou que a pessoa irá para a danação eterna no inferno. E pra que rir desta forma infantil e debochada. Se fosse um parente seu a cometer suicídio, duvido que gostaria que alguém tripudiasse em cima disso.
    • Cético Kaiba
      Pra eles, as provas são irrelevantes. Bastam fazer a manipulação que sempre fazem para garantir a audiência. E as redes sociais acabam sendo usado como gado pra engrossar o coro destas acusações.
    • Pessoa
      Deixa de ser ignorante, pro senhor todos os envolvidos em cinema são pervertidos sexuais, drogados ou coisa pior. Muitas pessoas tem este mesmo tipo de preconceito doentio, quando na realidade a perversão sexual e problemas com drogas não está relacionado a uma profissão específica.O senhor não sabe o que é um problema psicológico como o transtorno bipolar ou a depressão e fica dizendo besteiras. Várias pessoas já se suicidaram por causa disso e nada tem a ver com o remorso que o senhor maldosamente insinua.Como a família disse, a forma como a mídia desvirtuou as coisas, a atacando com acusações imprecisas e insinuações, a levou ao suicídio.Como muito bem disse Alex Grijelmo em A arte de manipular multidões publicado na versão brasileira do El Pais: Não é preciso usar dados falsos. Basta sugeri-los. Na insinuação, as palavras e imagens expressadas se detêm em um ponto, mas as conclusões inevitavelmente extraídas delas vão muito mais além.A mídia usa e abusa desta tática e de outros truques descritos no excelente artigo de Grijelmo.Se o senhor tiver alguma humanidade, pelo menos tenha pena da família e amigos que perderam um ente querido e não fique com esta maldade doentia de dizer que ela se suicidou por remorso.
    • Júlio
      Existem atenuantes que diminuem a culpabilidade da pessoa. Ela pode se arrepender até segundos antes de morrer. Pesquise sobre a história de São João Maria Vianney. Isto é, se você é católico. A pessoa que se mata não necessariamente vai pro inferno
    • Bernardo Bastos Guimarães
      Remorso pode levar a isso sim. Se o taradão que ela acobertou seguir o mesmo exemplo dela, está resolvida uma parte do escândalo. Remorsos causam danos terríveis e podem levar a isso: morte.
    • Pedro Parker
      Que Deus a tenha!? kkkkkkkkkk rindo litros aqui... A pessoas se mata e ainda é desejável que Deus a tenha kkkkkkkkk
    • Victor Martins
      Essa é a irresponsabilidade das pessoas e da mídia em soltar acusações sem provas.A cultura da lacração acaba atraplhando quem realmente quer mudanças nisso tudo.
    • JR Costa
      É merda atrás de merda por causa das ações de um Grande Merda.
    • Vidamell Vida R.
      Que Deus a tenha. Tá vendo senhor Harvey.......
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