Notas dos Filmes
Meu AdoroCinema
    15h17 - Trem Para Paris: Clint Eastwood e a Warner Bros. podem ser processados por causa do suspense
    Por Renato Furtado — 8 de fev. de 2018 às 16:00
    facebook Tweet

    De acordo com a advogada do suspeito de cometer o atentado ao comboio francês em 2015, o filme atenta contra a presunção de inocência de seu cliente.

    De volta às telonas com mais um suspense baseado em fatos reais, Clint Eastwood e a Warner Bros., casa do cineasta há mais de quatro décadas, podem ser processados judicialmente por causa de 15h17 - Trem Para Paris. De acordo com o jornal francês France 3, a advogada de Ayoub El-Khazzani, suspeito de ter planejado e cometido um atentado ao comboio europeu em 2015, alega que o longa estadunidense atenta contra a presunção de inocência de seu cliente e não pode ser utilizado como reconstituição fiel do caso.

    "Na França, nós temos grande princípios, sendo um deles a presunção da inocência. Aí, nos dizem que Clint Eastwood vai nos entregar a verdade, com uma visão completamente unilateral dos fatos, onde a presunção de inocência é atacada. Não vejo como um julgamento possa se desenrolar de maneira serena quando vemos pessoas reencenarem cenas do filme antes de testemunharem perante o magistério", disparou Sarah Mauger-Poliak, se referindo ao fato de que 15h17 - Trem Para Paris escalou boa parte das pessoas envolvidas no caso do atentado ao trem da companhia Thalys para interpretarem a si mesmas no longa.

    Da esq. para a dir.: Chris Norman, Anthony Sadler, o ex-presidente francês François Hollande, Spencer Stone e Alek Skarlatos. Os três soldados norte-americanos receberam a medalha da Legião de Honra, maior condecoração da República francesa, por terem impedido um terrorista armado de matar os passageiros de um trem que ia de Amsterdã para Paris, em 2015.

    Dentre os personagens que são vividos por suas contrapartes reais, estão os três jovens soldados estadunidenses que ficaram conhecidos como "heróis" por terem impedido a ação terrorista no comboio que iria de Amsterdã, na Holanda à Paris: os militares Anthony SadlerAlek Skarlatos e Spencer Stone, que estreiam na sétima arte. A escalação foi uma forma encontrada pela Warner e por Eastwood de, evidentemente, reafirmar a veracidade dos fatos apresentados em 15h17 - Trem Para Paris - ideia que também foi duramente criticada pela advogada: "Pedi aos magistrados que organizassem uma reconstituição. Eles me responderam que seria inútil porque já existe esse filme. A justiça se curva diante de um realizador de ficção".

    Mauger-Poliak, que também afirmou que a defesa não foi procurada por Eastwood assim como as outras partes interessadas no processo para construir o filme, pretende entrar, portanto, com um recurso judicial para impedir o lançamento de 15h17 - Trem Para Paris: "Tenho consciência que meu cliente não é um anjo mas é preciso deixar com que a justiça faça seu trabalho. Sim, o julgamento é longo, mas isso me parece lógico dada a complexidade do caso. Pessoas foram seguidas, escutas foram implantadas [...] Isso demanda tempo. E nos estamos em um Estado de direito, não podemos deixar que as vítimas façam seu próprio julgamento para o povo".

    A Warner e Eastwood ainda não se pronunciaram sobre a problemática. Coestrelado por Jenna FischerJudy Greer e Tony Hale, 15h17 - Trem Para Paris estreia no Brasil no dia 8 de março.

    facebook Tweet
    Links relacionados
    Pela web
    Comentários
    • Bernardo Bastos Guimarães
      Impedir o lançamento? Faz isso não, mulher. Faz melhor, já que está tudo pronto e bem feito: convoca a exibição de uma sessão especial em pleno tribunal do juri, exclusiva, inclusive com a presença do diretor e de todos os atores que estavam no trem e tome o depoimento deles in loco. Será inédito e certeiro. ;)
    • Vidamell Vida R.
      Já basta o plágio de a forma da água, agora isso?!!
    Mostrar comentários
    Back to Top