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Retrospectiva 2017: Grandes videoclipes com atores e diretores de cinema
Por João Vitor Figueira — 11/12/2017 às 09:00
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Artistas como Sia, Jay-Z, HAIM, James Blake e P!nk contaram com nomes de peso da sétima arte na criação de seus videoclipes.

Muita coisa mudou no mercado fonográfico nos últimos 30 anos. Da derrocada das vendas de CDs à ascensção do streaming, o panorma em atual é de constante reinvenção. Se nos anos 1980 o "vídeo matou a estrela de rádio", como diz a letra da primeira canção transmitida na MTV americana em 1981, a era digital proporcionou novas plataformas, como o Youtube, e assim o formato se mantém vivo e em reinvenção até hoje.

Os 50 melhores videoclipes dirigidos por cineastas

Canções sem videoclipe ainda consiguem alcançar o sucesso estratosférico em nível global (vide a repercussão acachapante de "One Dance", do rapper Drake). Entretanto, uma faixa que ganha o tratamento visual do videoclipe pode assumir o caráter de fenômeno da cultura pop (vide "Hotline Bling", do mesmo cantor) e esse vídeo pode ser transformado em meme, inspirar paródias, vídeos de reação e dar origem à inúmeros gifs.

Artistas como Michael JacksonBeyoncéLady Gaga já provaram que o videoclipe pode ser um formato artístico de mérito próprio e o ano de 2017 nos deu diversos outros exemplos. Alguns clipes notáveis do ano foram o surrealista "The Gate", de Björk, o visualmente estonteante "HUMBLE.", de Kendrick Lamar; e "New Rules", hit pop de Dua Lipa.

Nesta matéria especial selecionamos alguns videoclipes de 2017 que foram dirigidos por cineastas e/ou estrelados por atores de cinema e séries de TV. Embora muitos dos vídeos aqui citados sejam excelentes, não se trata exatamente de uma lista com os melhores videoclipes do ano, mas sim de uma lista de videoclipes que não podem passar fora do radar de quem gosta da sétima arte.

Kendrick Lamar – "DNA."

Há anos que Kendrick Lamar dá exemplos de que merece a coroa de artista mais relevante do rap de sua geração. Em 2017, o californiano de Compton lançou DAMN., trabalho aclamado por público e crítica que lhe garantiu seis indicações no Grammy. Com um estilo mais visceral do que o apresentado no jazzístico To Pimp a Butterfly (2015), o disco ganhou videoclipes à altura da intensidade de suas canções. Em "DNA.", Lamar contracena com Don Cheadle, que inspirou um dos apelidos do rapper (Kung Fu Kenny) com sua atuação em A Hora do Rush 2. O astro que vive o herói Máquina de Combate no Universo Cinematográfico Marvel age como o bad cop até que Kendrick assume o controle da situação e os dois começam uma batalha verbal.

O clipe é dirigido pelo Nabil Elderkin (em conjunto com o coletivo The Little Homies, formado por Lamar e Dave Free), um dos diretores de vídeos musicais mais proeminentes e ambiciosos dos últimos tempos. Também fotógrafo, Nabil fará sua estreia como diretor de uma ficção no filme Gully, drama inspirado em Laranja Mecânica que ainda não tem previsão de estreia.

James Blake – "My Willing Heart

Filmado poucos dias antes de Natalie Portman dar a luz à sua primeira filha, Amalia, o videoclipe da lânguida canção "My Willing Heart", do cantor e compositor britânico James Blake. Filmado em preto e branco, o vídeo é dirigido por Anna Rose Holmer, que se destacou na direção do surpreendente drama independente The Fits. O material explora o fascínio e os mistérios do ato de gerar uma vida e investe em registros intimistas da vida da atriz em família e em divagações visuais poéticas.

Antes de "My Willing Heart", Portman já havia atuado no videoclipe de "Carmensita", do cantor folk Devendra Banhart. Blake também já havia contado com a performance de outra atriz hollywoodiana em um de seus vídeos. Rebecca Hall entrega uma performance repleta de nuances no belo vídeo de "A Case Of You", versão do cantor inglês para o clássico do catálogo da cantora Joni Mitchell.

Pink – "Beautiful Trauma"

Como em Edward Mãos de Tesoura (ou no videoclipe de "Black Hole Sun", do Soundgarden), o vídeo de "Beautiful Trauma" traz cores fortes para simbolizar um universo de faz-de-conta que esconde mentiras e hipocrisias. O videoclipe se propõe a explorar os segredos de um típico casal tradicional americano dos anos 1950 e faz homenagens à era de ouro de Hollywood nas alusões à Ginger Rogers e Fred Astaire. P!nk vai de dona de casa a dominatrix no material, que conta com Channing Tatum no papel do marido. O ator de Anjos da Lei e a cantora executam números de dança coreografados por R.J. Durell e Nick Florez, também diretores do vídeo. Entre os fãs brasileiros, a obra foi comparada com o vídeo de "Essa Mina é Louca", de Anitta

 

Sia – "Free"
Diretor: Blake Martin

"Esta é Kai, uma futura mãe, uma filha, uma amiga", diz a voz inconfundível de Julianne Moore, narradora do vídeo da emotiva "Free Me", balada da cantora Sia. "Ela está prestes a descobrir que o HIV tomou conta de seu corpo, atacando seu sistema imunológico e que, se não for tratado, será passado para a bebê que cresce dentro dela." Assim começa o videoclipe da canção lançada para promover a campanha #endHIV, da Abzyme Research Foundation, organização que investe em pesquisas para encontrar a cura da AIDS.

No vídeo, a atriz de Guardiões da GaláxiaAvatar dança como quem busca a catarse pesssoal ao som do refrão da faixa, que fala sobre se libertar da dor e da vergonha. As coreografias são de Ryan Heffington, responsável pelos movimentos do vídeo de "Chandelier".  Outra estrela do cinema que já atuou em um vídeo de Sia foi Shia LaBeouf, no vídeo de "Elastic Heart".

 

Jay-Z – "The Story Of O.J.", "Adnis", "Moonlight", "MaNyfaCedGod (ft. James Blake)"

No ano passado, a cantora Beyoncé redefiniu o conceito de videoclipe ao lançar o excelente "álbum visual" Lemonade, contemplativo, esteticamente arrojado e, principalmente, embasado em ótimas canções. No disco, a cantora apresentava uma jornada de separação, raiva, tristeza e reconciliação com seu marido, o rapper Jay-Z. Neste ano, o magnata do hip-hop lançou o disco 4:44, onde assume seus erros com sua esposa e trata de temas como racismo. 4:44 conta com tantos clipes excelentes que foi difícil escolher um só. 

O melhor deles é, provavelmente, o de "The Story of O.J.", animação que se apropria de estereótipos racistas usados pela indústria cultural para diminuir pessoas negras para refletir sobre estruturas opressivas dos Estados Unidos, usando o O.J. Simpson como um exemplo. Jay-Z dirige o clipe em conjunto com o cineasta Mark Romanek (Não Me Abandone Jamais), responsável por alguns dos melhores videoclipes de todos os tempos. Outros vídeos incríveis de 4:44 são "Adnis", estrelado pelo vencedor do Oscar Mahershala Ali; "Moonlight", que imagina o seriado Friends estrelado apenas por atores negros; e "MaNyfaCedGod", estrelado pela vencedora do Oscar Lupita Nyong'o.

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