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    Deserto: Guilherme Weber aborda as feridas brasileiras através de simbolismos em sua estreia como diretor (Entrevista exclusiva)
    Por Francisco Russo — 14 de set. de 2017 às 12:01
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    Já nos cinemas.

    Seguindo os passos de Selton MelloMatheus Nachtergaele na Bananeira Filmes da produtora Vania CataniGuilherme Weber é o mais recente ator brazuca a se arriscar na cadeira de direção. O resultado pode ser visto nos cinemas a partir de hoje, 14 de setembro, quando Deserto chega ao circuito após um ano rodando por festivais ao redor do país.

    Recebemos o agora diretor Guilherme Weber na sede do AdoroCinema no Rio de Janeiro para conversar sobre seu primeiro filme, uma alegoria repleta de simbolismos que bebe da fonte do teatro e também do circo. "Li um livro mexicano, Santa Maria do Circo, e vi ali uma história que me seduziu muito. No livro eles são de circo, no filme viraram mais de teatro, e eles começam a falar sobre criação de identidade."

    Com uma ambientação estética exuberante e flertando com o realismo fantástico, Weber aproveitou a oportunidade para tocar em algumas mazelas brasileiras. "Alguns personagens são iguais ao livro, outros diferentes, escolhendo o que simbolizaria as feridas brasileiras: a questão do negro, da mulher, da terceira idade, dos artistas, de como a igreja compactua com determinadas coisas, o sincretismo religioso, a falta d'água. Tudo isso que formou a nação, de certa maneira, e estas feriadas que ainda sangram nos dias de hoje."

    Com Lima Duarte encabeçando um elenco que conta também com os pouco conhecidos (e ótimos!) Magali BiffClaudio Castro e Marcio Rosario, Deserto já está em cartaz nos cinemas de arte espalhados ao redor do país. Confira nossa crítica!

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