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    "Eu e Hugh Jackman dissemos que não faríamos outro filme do Wolverine se não fosse para maiores", afirma o diretor James Mangold (Entrevista exclusiva)
    Por Francisco Russo, com a colaboração de Renato Furtado — 4 de fev. de 2017 às 08:15
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    Conversamos com o diretor sobre Logan, o novo filme com o mutante mais famoso dos quadrinhos (e do cinema).

    Não é exagero dizer que Logan seja o filme mais aguardado de Wolverine, por dois motivos: trata-se da despedida de Hugh Jackman na pele do personagem e ele, enfim, será retratado nas telonas com a ferocidade e violência tão conhecida nos quadrinhos. Algo que, segundo o diretor James Mangold, foi uma exigência para que o filme fosse feito. "Eu e Hugh [Jackman] nos reunimos com o estúdio e dissemos que não faríamos outro filme se não fosse para maiores. Queríamos fazer mais um, mas também queríamos fazer o filme que as pessoas e que nós realmente queríamos ver. E eu também queria fazer um filme mais sério."

    Deu certo! O AdoroCinema pôde assistir aos 40 minutos iniciais do longa-metragem e constatou que, desta vez, não economizaram na violência - tem até nudez! Algo que, segundo Mangold, não pôde ser feito em Wolverine: Imortal, também dirigido por ele. "Quando enviamos o filme para avaliação da classificação indicativa, ele recebeu a classificação para maiores. Mas o estúdio não queria isso", afirmou, justificando o porquê do longa ter sido reeditado para ser lançado com o selo PG-13 (proibido para menores de 13 anos).


    Confira abaixo trechos da entrevista exclusiva concedida por James Mangold ao AdoroCinema. Vale lembrar que Logan estreará nos cinemas brasileiros em 2 de março, logo após o Carnaval, e que o próprio Hugh Jackman virá ao Brasil para divulgar o filme.


    LOGAN & DEADPOOL

    Por mais que houvesse desde o início o interesse de Mangold e Jackman em rodar um filme de classificação restrita com Wolverine, a confirmação veio graças ao estrondoso sucesso de Deadpool. Entretanto, o diretor avisa que Logan é um filme bem diferente da aventura estrelada pelo Mercenário Tagarela.

    "Deadpool é brilhante, mas é um filme cômico. Queria fazer um filme bem sério, realista e não se pode fazer isso se tentar fazer um filme para crianças de 10 anos e também para homens e mulheres de 40 anos ao mesmo tempo", ressalta Mangold. "Queria focar em fazer uma versão séria. A maioria das pessoas que lê e coleciona histórias em quadrinhos tem mais de 18 anos e a maior parte do que está nos quadrinhos, as coisas que mais nos atraem nestas histórias, são violentas, criativas e provocativas. Os filmes, geralmente, não são assim. Queria fazer um filme mais agressivo."


    LIBERDADE TOTAL

    Para que a proposta de Logan fosse implementada, era essencial que Mangold tivesse absoluta liberdade. Algo que, segundo o diretor, aconteceu. "Tive total liberdade. Até agora, o estúdio não interferiu em nada. Este é o filme que fiz, é o corte que quero exibir e acho que os executivos estão muito animados com o que fizemos."

    Conhecedor da dinâmica dos estúdios de Hollywood em relação à censura nos blockbusters, o diretor fez uma análise bastante sincera. "Às vezes o estúdio é o vilão da história, mas desta vez ele percebeu que o público não consome mais os filmes dos X-Men ou os outros blockbusters de super-heróis dos outros estúdios da mesma forma, mesmo com todo dinheiro que estão gastando. Então, acho que eles entenderam que o público está ficando indiferente e que os filmes estão cada vez mais vazios, barulhentos e caros. É como um Big Mac: você consome muito rápido."

    "A ideia era criar um filme mais provocativo, mais inteligente e mais emocionante também. Acho que isso não aparece nos 40 minutos que você viu, mas a partir dali as coisas ficam realmente emocionantes", afirmou, aumentando ainda mais a expectativa sobre o que está por vir. "Eu preciso dar crédito ao estúdio. Nós dissemos que faríamos o filme com menos dinheiro e, para um blockbuster de verão, este é um filme bem barato. Essa foi a forma que encontramos para compensar o fato de que o filme seria para um público mais restrito."


    O AdoroCinema viajou a Nova York a convite da Fox Filmes do Brasil.

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