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    Damien Chazelle, diretor de La La Land - Cantando Estações, indica cinco filmes que inspiraram seu premiado musical
    Por Taiani Mendes — 14 de jan. de 2017 às 09:53
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    Para entrar no clima e sair cantando.

    Oficialmente La La Land - Cantando Estações estreia na próxima quinta-feira, dia 19, mas diversos cinemas do Brasil já estão com o premiado musical de Damien Chazelle em cartaz neste fim de semana, no esquema de pré-estreia. Para quem já viu e amou e para quem ainda não viu, mas mal consegue segurar a vontade, aqui estão algumas dicas de filmes relacionados.

    Entrevistado pelo Yahoo, o jovem diretor listou cinco obras essenciais do gênero que o influenciaram no desenvolvimento da caprichada produção estrelada por Emma Stone e Ryan Gosling. Vamos cantar? Vamos dançar? Confira as recomendações do vencedor do Globo de Ouro:

    Os Guarda-Chuvas do Amor (1964)

    Principal referência do diretor, tanto pela paleta de cores, quanto pela orquestração das canções originais do mestre Michel Legrand, o clássico do cinema francês venceu a Palma de Ouro em Cannes, concorreu ao Globo de Ouro de Filme Estrangeiro e foi indicado a cinco Oscars, incluindo melhor roteiro original. De Jacques Demy (que faria depois Duas Garotas Românticas e Pele de Asno), o drama romântico completamente cantado apresenta o amor juvenil de Geneviève (Catherine Deneuve) e Guy (Nino Castelnuovo), separados pela guerra, suas classes sociais e seus familiares. "Nenhum outro filme me impressionou tanto", declarou certa vez Chazelle ao THR.

    Nasce uma Estrela (1954)

    Prester a ser refilmada por Bradley Cooper - com Lady Gaga como protagonista -, a história da aspirante a cantora e atriz que encontra apoio, amor e brigas num veterano astro decadente tem em comum com La La Land o cenário, Hollywood, o CinemaScope e os sonhos de suas personagens principais, entre outras coisitas. Judy Garland foi indicada ao Oscar, assim como seu par, James Mason.

    Sete Noivas Para Sete Irmãos (1954)

    Hoje em dia certamente não seria produzido, mas em 1954 acharam ok o filme contar a história de um rapaz do interior que volta casado de uma visita à cidade grande e gera inveja em seus seis irmãos, que decidem repetir seu passeio e sequestrar as pretendentes mais belas que encontram. Apesar da trama politicamente incorreta, é mais um clássico de Stanley Donen (diretor também de Cantando na Chuva - outra referência óbvia - e Cinderela em Paris) e ajudou Chazelle a decidir como filmar as sequências de dança.

    Sinfonia de Paris (1951)

    Da obra de Vincente Minnelli vencedora de seis Oscars - incluindo Melhor Filme, Roteiro, Direção de Fotografia e Trilha Sonora -, veio a sutil transição entre realidade e fantasia. Os últimos vinte minutos deste clássico, em especial, foram minuciosamente estudados por Damien. A trama é sobre três amigos - um pintor (Gene Kelly) e dois músicos - que tentam ganhar a vida numa aberta e inspiradora Paris. A cumplicidade, no entanto, é abalada quando entra em cena a bela Lise Bouvier (Leslie Caron).

    Venturoso Vagabundo (1933) 

    Estrelado por Al Jolson, protagonista do primeiro filme da era sonora do cinema - O Cantor de Jazz -, o título menos conhecido da lista é uma comédia musical passada na Grande Depressão, sobre um vagabundo que se apaixona pela filha do prefeito após salvá-la da morte. "As músicas não começam ou terminam de forma comum, elas invadem tudo [...] e a história é às vezes romântica, às vezes amarga, às vezes melancólica. É uma visão 'conto de fadas' da cidade", justifica Damien.

    Pronto, agora é só curtir (de novo?) La La Land! Já leu a crítica?

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