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    Diretor do criticado A Bruxa de Blair 2 - O Livro das Sombras "se vinga" com o fracasso comercial do novo filme da franquia
    Por João Vitor Figueira — 20 de set. de 2016 às 09:45
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    Joe Berlinger, responsável pela malfadada sequência lançada no ano 2000, teve seu momento "parece que o mundo girou, né queridinha?".

    Divulgação

    Em cartaz nos cinemas do Brasil e do mundo o terror Bruxa de Blairsequência do clássico filme de terror que revolucionou o gênero do found footage em 1999, não empolgou nem fãs, nem crítica.

    Nos Estados Unidos, o longa-metragem foi um tremendo fracasso comercial em seu final de semana de estreia. O filme arrecadou apenas US$ 9.65 milhões nos seus três primeiros dias em cartaz, quantia muito abaixo da estimada pela Lionsgate (que visava alcançar US$ 21 milhões neste período). 

    A opinião da imprensa também não ajudou. No site agregador de resenhas Rotten Tomatoes, que contabilizou 140 críticas do filme, apenas 36% delas apresentam uma opinião positiva sobre a obra.

    Artisan Entertainment
    Joe Berlinger ao lado da atriz Tristine Skyler durante as filmagens de A Bruxa de Blair 2 - O Livro das Sombras (2000).
    Quem "riu por último" com o desempenho de Bruxa de Blair foi Joe Berlinger, diretor e roteirista de A Bruxa de Blair 2 - O Livro das Sombras, terror que estreou em 2000, em um formato muito mais convencional que o filme original de 1999, que era praticamente um pseudo-documentário. Na época, a sequência (que foi completamente ignorada na narrativa do filme lançado neste ano) também foi muito criticada pela imprensa e considerada um fracasso comercial por ter despontado com uma arrecadação de US$ 13.2 milhões nos EUA nos seus primeiros dias em cartaz.

    "Bruxa de Blair teve um final de semana de estreia muito pior do que a minha sequência de A Bruxa de Blair em 2000", escreveu Berlinger em sua página pessoal no Twitter. "Será que o pessoal pegou muito pesado comigo?". Ajustado com a inflação atual, o valor arrecadado por O Livro das Sombras em 2000 durante seu primeiro final de semana em cartaz equivale a US$ 21 milhões (ironicamente, a mesma quantia que a Lionsgate pretendia alcançar com o novo filme).

    Artisan Entertainment
    Heather Donahue em A Bruxa de Blair (1999).
    De qualquer forma, O Livro das Sombras foi muito inferior ao seu antecessor, The Blair Witch Project (título original em inglês). Orçado em apenas US$ 60 mil, o filme de terror arrecadou US$ 248 milhões em todo o mundo (US$ 140 milhões nos Estados Unidos e US$ 108 nos demais territórios).

    Ao ser perguntado se gostaria de lançar a "versão do diretor" de A Bruxa de Blair 2 - O Livro das Sombras, Berlinger se mostrou positivo. "Eu adoraria. Por favor, contem para a Lionsgate. Os críticos talvez possam odiar, mas ao menos seria a minha versão do filme", contou.

    No Festival de Toronto deste ano, Adam Wingard, diretor do novo Bruxa de Blair, chegou a detonar o filme de Berlinger em entrevista para o AdoroCinema. "A maioria das pessoas nem sabe que o segundo filme existe, é algo que foi varrido para debaixo do tapete, de certa forma", contou. "Eu fiquei frustrado, como a maioria das pessoas. O filme errou a mão em relação ao que tornou o primeiro especial. E isso sem contar o fato de que não foi um filme found footage. A continuação nem usou a mesma linguagem cinematográfica. Eu me senti traído de diversas maneiras. Eu gosto dos outros trabalhos do diretor [Joe Berlinger], os documentários dele, mas acho que ele foi a escolha errada."

     

     

     

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