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    Festival de Toronto 2016: Depois de Natalie Portman, como Jackie, restam apenas quatro vagas na disputa do Oscar de melhor atriz
    Por Renato Hermsdorff — 15 de set. de 2016 às 02:15
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    Esse é o cenário que está sendo desenhado.

    Matt Winkelmeyer/ Getty Images
    Emma Stone (La La Land – Cantando Estações), Meryl Streep (Florence: Quem é Essa Mulher?), Ruth Negga (Loving), Amy Adams (A Chegada e Nocturnal Animals), Isabelle Huppert (Elle) e – por que não? – Sonia Braga (Aquarius). Não são poucas as boas performances femininas da temporada pré-Oscar. Mas, para elas, sobram apenas quatro vagas na disputa pelo careca dourado de melhor atriz, uma vez que uma delas, ao que tudo indica, provavelmente será de Natalie Portman, na pele de Jackie.  

    Matt Winkelmeyer/ Getty Images
    Portman no tapete vermelho.
    Depois de cativar o Festival de Veneza, onde o filme estreou na semana passada, a cinebiografia da ex-primeira-dama mais icônica dos Estados Unidos, Jacqueline Kennedy, confirmou no Toronto International Film Festival (TIFF) 2016 o buzz em torno do longa do chileno Pablo Larraín (No) – que, até o momento, conta com 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes (mas com apenas 15 resenhas críticas contabilizadas).

    E Jackie é um filme de atriz. Em quadro durante praticamente todos os 90 minutos de duração do filme, Portman conseguiu apenas não mimetizar o trejeito afetado da fala e da postura da viúva de John F. Kennedy, como também anular a própria persona – já tão marcante – para dar lugar à personagem (afinal, não é disso que se trata o ofício de atriz?). A produção é tão convincente no retrato da intimidade dos Kennedy, que coloca o público em uma posição de mórbido privilégio, focando a história na semana seguinte à tragédia do assassinato (crítica completa aqui).

    Divulgação
    Incorporada.
    Turbinado por uma surpreendente performance de uma Natalie Portman nunca tão boa no papel título”, escreveu o crítico do Hollywood Reporter. Em reportagem, a publicação não titubeia: “Na realidade, ela está tão bem que provavelmente sairá [do Oscar] com sua segunda estatueta de melhor atriz”, na cola de Cisne Negro (2010).

    Para a Variety, o filme é “provocativo e inteiramente frio na voz especulativa associada aos pensamentos mais privados sobre casamento, fé e autoimagem, galvanizados pelo protagonismo de um trabalho complexo e meticuloso de Natalie Portman”. “Portman consegue incorporar por completo a voz doce e ofegante de Kennedy, sem deixar que a afetação leve o melhor de si mesma. O sotaque não define o seu papel – ele se funde com uma vitalidade tenaz”, tascou o profissional do The Guardian, para concluir: “Jackie não é um caça-Oscar – é cinema de verdade”.

    Matt Winkelmeyer/ Getty Images
    Darren Aronofsky (que produziu o filme), Portman, o diretor Pablo Larrain e Noah Oppenheim, roteirista.

    Para sedimentar a indicação da atriz, só faltava mesmo um grande estúdio topar a distribuição do filme nos Estados Unidos. Ops, não falta mais. Porque nesta terça, no Festival de Toronto, a Fox a anunciou a compra dos direitos e vai lança-lo comercialmente no país em dezembro. Resta saber quando a produção vai estrear no Brasil.

     

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