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    Festival Varilux 2016: Uma seleção entre o cinema de arte e o cinema popular (Balanço final)
    Por Bruno Carmelo — 26 de jun. de 2016 às 09:10
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    O festival consegue oferecer filmes franceses a um público amplo.

    Chegou ao fim a edição 2016 do Festival Varilux de Cinema Francês, um dos raros eventos a apresentar sessões em mais de 50 cidades pelo país.

    O festival continua a estabelecer uma importante ponte entre o "filme de arte" e o filme comercial. As produções francesas costumam ser excluídas dos cinemas populares, mas algumas histórias acessíveis ao público médio poderiam despertar interesse por outras produções deste país.

    O Varilux permite portanto a formação de um novo público, além de romper com o preconceito segundo o qual o cinema francês estaria restrito a produções de "alta cultura", geralmente associada aos nomes de Godard, Truffaut, Rohmer e cia. Obviamente, alguns títulos apresentados são melhores que outros, mas correspondem ao ideal de variedade comum aos "filmes do meio", que transitam entre os gostos da crítica e dos espectadores.

    Marguerite e A Corte, ambos selecionados no festival de Veneza, se destacaram na edição deste ano por trazerem personagens muito distantes dos clichês da artista genial, no caso do primeiro filme, e do juiz implacável, no segundo filme. As grandes atuações de Catherine Frot e Fabrice Luchini também ajudam muito, é claro.

    Destaque do cartaz oficial do festival

    A seleção incluiu surpresas, como o ator e diretor Roschdy Zem ousando em Chocolate, seu primeiro filme de época, e a diretora Anne Fontaine, conhecida pelas comédias românticas, se aventurando no seríssimo drama de época Agnus Dei. Ambos os resultados são bastante positivos.

    Alguns filmes controversos não agradaram tanto ao AdoroCinema (vide Um Amor à Altura e Os Cowboys), mas é esperado que um grupo tão variado de filmes apresente uma diferença de qualidade. Outras produções, como Lolo: O Filho da Minha Namorada, constituem pontos fracos na carreiras de diretores talentosos - no caso, a cineasta Julie Delpy.

    Mas o Festival Varilux continua permitindo o acesso a filmes que raramente seriam exibidos nos cinemas fora do eixo formado por Rio, São Paulo e as maiores capitais do país, além de trazer ao Brasil artistas interessantes, distantes do foco da mídia brasileira tradicional.

    Relembre abaixo a nossa reportagem com os convidados que vieram ao país, e leia a nossa crítica dos filmes do festival:

     

    Críticas do festival Varilux 2016
    Um Amor à Altura
    Agnus Dei
    Um Belo Verão
    Chocolate
    A Corte
    Os Cowboys
    Um Doce Refúgio
    Lolo: O Filho da Minha Namorada
    Marguerite
    A Viagem do Meu Pai

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