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    Festival de Cannes 2016: Marion Cotillard finalmente será premiada?
    Por Francisco Russo — 16 de mai. de 2016 às 08:00
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    A atriz concorre na mostra competitiva por dois longas, Mal de Pierres e Juste la Fin Du Monde.

    Ano após ano, uma situação se repete: Marion Cotillard entra firme e forte na disputa pelo prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes e, mesmo figurando em destaque nas bolsas de apostas, acaba de mãos abanando. Foi assim com Piaf - Um Hino ao Amor, Ferrugem e Osso, Era Uma Vez em Nova YorkDois Dias, Uma Noite e Macbeth. Pois parece que, em 2016, a situação pode ser diferente.

    Neste ano, Marion está na disputa pela premiação graças a dois filmes: Mal de Pierres e Juste la Fin du Monde. Apenas o primeiro foi exibido até o momento e já é suficiente para colocá-la, mais uma vez, entre as postulantes.

    Baseado no livro homônimo de Milena Agus, Mal de Pierres acompanha a angústia pessoal de uma mulher, que sente a necessidade de ter um grande amor. Sem ter alguém em vista, ela chega a se oferecer escancaradamente aos homens à sua volta, o que gera muito burburinho em torno de si e sua família. A saída, então, é casá-la o mais rapidamente possível, seja lá com quem aceite a tarefa. Só que, mesmo quanto o casório acontece, ela não é feliz por jamais ter vivido este amor idealizado - que surge na figura do personagem de Louis Garrell, a quem conhece quando é internada devido a problemas físicos.

    À primeira vista, tal história pode ser um prato cheio para um filme bem carregado em torno de um possível grande romance - e não o é muito graças ao trabalho da diretora Nicole Garcia e também de Marion Cotillard, pela dosagem concisa que foge do sofrimento exagerado. O olhar desesperançoso da atriz impressiona.

    Sandra Hüller em "Toni Erdmann"
    Se, por um lado, Marion não tem em Mal de Pierres atuações no nível de Piaf e Dois Dias, Uma Noite, a ausência de grandes concorrentes pode ser um facilitador para que o sonhado prêmio enfim se torne realidade. Até o momento, a única atriz a também despontar como candidata é Sandra Hüller, por Toni Erdmann.

    Como ainda restam seis dias com filmes da mostra competitiva a serem exibidos, muito ainda pode mudar nesta bolsa de apostas. Inclusive há quem diga que Marion tenha mais chances por Just la Fin de Monde, devido à força de sua personagem na peça teatral a qual o filme é baseado. O AdoroCinema está de olho nesta disputa e trará a você, aqui e no Snapchat, o burburinho em torno dos possíveis premiados no Festival de Cannes 2016.

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