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    Entrevista com Anthony Russo, diretor de Capitão América: Guerra Civil
    Por Lucas Salgado — 13 de dez. de 2015 às 08:15
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    Cineasta visitou o Brasil para participar da Comic Con Experience 2015.

    Já ouviu falar em Anthony Russo e Joe Russo? Se não, anote estes nomes! A dupla responsável por alguns episódios da série Community fez barulho com Capitão América 2 - O Soldado Invernal e vai ser responsável pelos principais filmes da Marvel nos próximos anos. Os irmãos irão realizar Capitão América: Guerra CivilVingadores 3: Guerra Infinita - Parte 1 e Vingadores 4: Guerra Infinita - Parte 2. Pouca coisa, não é mesmo?

    Sem a companhia de Joe, que teve uma breve indisposição, Anthony visitou São Paulo para participar da Comic Con Experience 2015. O AdoroCinema conversou com o diretor na ocasião. Confira o melhor do bate-papo!

    Capitão América: Guerra Civil

    Com estreia prevista para 28 de abril de 2016, o novo longa será sobre a importância da amizade. "Não apenas entre o Capitão e Bucky, mas entre todos os Vingadores. Desde que começamos a pensar neste filme, imaginamos o cenário como um casamento em que de repente dois irmãos começam a brigar. Há uma tragédia neste evento. Aqui, você tem este grupo de pessoas que confiam umas nas outras, que lutam juntas em um time, e nós introduzimos um problema que divide estas pessoas", afirmou o diretor.

    Anthony ainda completou: "O filme se chama Capitão América. Inicialmente, seguimos o ponto de vista do Capitão. O segundo ponto de vista mais importante no filme é o do Homem de Ferro. De certa forma, é uma disputa entre os pontos de vista do Capitão América e do Homem de Ferro. Os outros personagens tomam partidos sob estas lideranças.

    Fãs em primeiro lugar

    "Eu e meu irmão somos muito fãs (dos quadrinhos). Ter a oportunidade de adaptar Guerra Civil é rara e especial. É como se um sonho se tornasse realidade. Estamos muito felizes, mas sabemos que é uma grande responsabilidade. Sentimos esta responsabilidade através dos fãs. Sabemos que temos um bom caminho pelo qual queremos levar a história. Podemos sempre contar com nossa paixão e nossos instintos", disse o cineasta. 

    Cinema vs HQ

    O diretor fez questão de destacar que a história do longa é bem diferente daquela vista nos quadrinhos. "Existem muitos personagens da HQ que não estão no filme, então tivemos que mudar bastante coisa. O queremos é destacar o que foi estabelecido até aqui no universo cinematográfico da Marvel. A HQ é uma inspiração, mas seguimos o que foi contado nos filmes até aqui. O que pegamos dos quadrinhos foi a ideia de cadastro dos super-heróis, a ideia de que os Vingadores cometeram um erro (criação do Ultron) que levou os governos a criarem este cadastro e, é claro, a parte mais divertida, que é a ideia deles lutando uns contra os outros", explicou.

    Um filme de cada vez

    Com vários projetos pela frente no Universo Marvel, Anthony garantiu que pensa um filme de cada vez. "Uma das coisas que eu e meu irmão respeitamos na Marvel é a atitude de, mesmo tendo ideias para o futuro, tratar um filme de cada vez. Acho ótimo. Você não quer ficar pensando no que vai acontecer lá na frente, quer pegar cada filme e pensar em sua melhor versão e qual a coisa mais surpreendente que pode fazer", afirmou.

    Mas... ele também disse: "Dito isso, como Guerra Civil está em pós-produção, já estamos pensando em Guerra Infinita. Terminamos a produção em agosto e desde setembro estamos nos reunindo com Markus e McFeely, os roteiristas. O filme está começando a tomar forma, mas ainda há um grande caminho pela frente."

    Cinema político

    O Soldado Inverval talvez seja o filme mais político da Marvel. Questionado se o novo projeto seguirá a ideia, o cineasta destacou: "Este elemento de thriller político sempre foi algo que vimos bastante no Capitão e exploramos em O Soldado Invernal. Como Guerra Civil é algo maior, não é apenas o Capitão e seus amigos, o estilo do filme é mais abrangente também. Muitos dos novos personagens não vêm deste gênero específico que é o thriller político, eles existem em um mundo de fantasia. É interessante. Eu diria que este aspecto político começa a abrir um pouco neste filme. Sempre haverá este elemento, mas acho que chegará cada vez mais perto da fantasia."

    Homem-Aranha


    Que o Homem-Aranha estará em Guerra Civil todo mundo já sabe, mas o diretor garante que não será apenas uma pequena participação para abrir caminho para outras presenças do heróis. "Estamos muito empolgados. Foi muito complicado. Como sabem, o Homem-Aranha é da Sony e foi um negócio muito difícil. Mas no segundo que decidimos fazer Guerra Civil, queríamos ele no filme. Fez parte do nosso processo desde o começo. Ainda bem que Kevin Feige conseguiu fechar um acordo com a Sony. A ideia de reintroduzir o Homem-Aranha nos cinemas é incrível. Escolhemos um ator jovem porque amamos o fato do personagem ser um adolescente. É algo único no universo Marvel. Tom Holland é um ator maravilhoso. Acho que as pessoas irão gostar. E o Homem-Aranha tem uma participação muito importante no filme. É interessante, pois ele não tem a mesma bagagem dos outros Vingadores, ele não está no conflito desde o início, acaba entrando depois. Ele é uma figura divertida no filme, pois não tem muita tensão em sua volta", afirmou. 

    Muitos fãs chegaram a ver o "amigo da vizinhança" no trailer de Capitão América 3 divulgado recentemente, mas o diretor avisa: "Ele não estava lá."

    O melhor...

    "O melhor de fazer um filme é super-herói e satisfazer sua própria vontade como fã. Você pode fazer a sua versão para aqueles personagens que ama", destacou Russo ao tratar da melhor coisa em adaptar para os cinemas uma história em quadrinhos. 

    O pior...

    "Há muita pressão, sem dúvida. Respeitamos o que estes personagens significam para as pessoas. Sempre pensamos no que os fãs irão gostar. Mas, ao mesmo tempo, como amamos a material, temos a sensação de que vamos conseguir satisfazer o público quando conseguimos nos satisfazer. Não chegamos a ficar muito ansiosos", disse ao abordar os pontos negativos.

    Personagem favorito


    Homem de Ferro não vai curtir a resposta, mas Anthony destacou: "É uma pergunta complicada. Estamos tão focados no Capitão América. Toda nossa narrativa vem dele. Nossa interpretação de tudo o universo até aqui tem sido por este personagem. Isso vai mudar em Guerra Infinita, mas estamos presos no Capitão."

    Personagem que gostaria de usar mas não pode

    "Não posso responder isso, pois estaria entregando algo", disse Russo. Mas como assim não pode? Diante da afirmação, o AdoroCinema insistiu: Então vocês estão tentando alguma coisa?

    "Bem... O Homem-Aranha é um bom exemplo. Antes eu poderia responder que queria usar o Homem-Aranha e todos diriam que seria impossível. Mas há sempre um modo. Nunca quisermos usar um personagem que não podíamos. No futuro, se tivermos um personagem que queremos usar, em Guerra Infinita, tomara que achemos alguma forma. Não sei se já temos um problema", respondeu.
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