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    Chris Evans e diretor de Guardiões da Galáxia respondem à "profecia" de Spielberg sobre os filmes de super-herói
    Por João Vitor Figueira — 8 de set. de 2015 às 15:53
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    Experiente cineasta disse que a tendência de realizar filmes de super-herói será explorada à exaustão antes de sair de moda, como aconteceu com os filmes de faroeste.

    Na semana passada, o experiente diretor Steven Spielberg voltou a analisar o atual momento de Hollywood e previu que um dos gêneros cinematográficos mais rentáveis dos últimos tempos pode estar com os dias contados. "Nós estávamos lá quando os filmes de faroeste morreram e chegará um tempo em que os filmes de super-heróis seguirão pelo mesmo caminho", afirmou Spielberg, que assumiu que os filmes de heróis estão indo muito bem, mas "esses ciclos têm um tempo finito na cultura popular". 

    A "profecia" do cineasta sobre uma possível queda da popularidade dos blockbusters de heróis foi debatida por dois nomes diretamente envolvidos na ascensão do gênero: Chris Evans, intérprete do Capitão América, e James Gunn, diretor de Guardiões da Galáxia.

    Na opinião de Evans, em entrevista ao site Collider, o que realmente está fazendo com que os filmes de super-herói tenham tanto apelo com o público são os efeitos especiais. Para o ator, "qualquer filme que consiga incorporar esses personagens maiores do que a vida e esses enredos e locações fantásticos" vão interessar a audiência, "seja um filme de super-herói ou um filme de fantasia em geral".

    "Eu certamente acho que, devido ao fato de que a tecnologia finalmente avançou, eles [o público] estão sempre em busca de outros filmes que irão suprir suas necessidades tecnológicas", disse o ator, que tem razão. Apesar de toda a expectativa de que Vingadores: Era de Ultron iria superar a bilheteria de Os Vingadores - The Avengers, a sequência não obteve um rendimento maior do que o do filme antecessor. Aliás, Era de Ultron é apenas o terceiro filme de maior bilheteria de 2015, atrás de dois filmes repletos de efeitos especiais de ponta e sem nenhum super-herói mascarado: Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros e Velozes & Furiosos 7.

    Evans ainda relativizou o termo "filme de super-herói", dizendo que o gênero comporta diversas abordagens possíveis e pode ser muito mais plural do que parece. "Você pode pensar em Jason Bourne como um super-herói. Você pode pegar um filme de super-herói e deixá-lo bastante realista — foi isso que os diretores Joe e Anthony Russo fizeram muito bem em Capitão América 2 - O Soldado Invernal. Alguns filmes de super-herói parecem filmes de super-herói. Os filmes dos irmãos Russo quase soam como histórias humanas com toques de super-heróis", avaliou. Por fim, o ator disse que "enquanto os diretores continuarem reinventando o sabor, a abordagem e o tom", o público continuará consumindo filmes de super-herói.

    James Gunn foi muito mais conciso em seu comentário, publicado em seu perfil no Twitter. Um seguidor do diretor o enviou uma pergunta: "O que você pensa sobre o que Steven Spielberg recentemente disse sobre filmes de super-herói?". A resposta do diretor foi breve: "Ele disse que eles [os filmes] irão morrer? Ele pode estar certo, quem sabe? Mas eu não vejo Guardiões da Galáxia como um fillme de super-herói".

    Enquanto diretores e atores debatem o tema, sete filmes de super-heróis serão lançados nos cinemas no ano que vem: Deadpool (estreia dia 11 de fevereiro), Batman Vs Superman - A Origem da Justiça (estreia dia 24 de março), Capitão América: Guerra Civil (estreia dia 14 de abril), X-Men: Apocalypse (estreia dia 26 de maio), Esquadrão Suicida (estreia dia 4 de agosto), Gambit (estreia dia 6 de outubro) e Doutor Estranho (estreia dia 3 de novembro).

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