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    É briga! 20 filmes com tensão nos bastidores
    Por Bruno Carmelo — 14 de ago. de 2015 às 06:00
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    O produtor não gostava do diretor que não gostava da atriz que não gostava do ator que não gostava de ninguém.

    15. Último Tango em Paris (1972)

    Histórias de gritos, tapas e urina jogada na cara do diretor são bastante graves, mas os bastidores deste drama erótico passaram por problemas ainda piores. O diretor Bernardo Bertolucci tinham mudanças bruscas de temperamento e tomava decisões sem avisar os seus atores, o que deixava Marlon Brando furioso.

    A questão mais grave, sem dúvida, está relacionada à atriz Maria Schneider. Inexperiente na época, ela contou que a famosa cena de sexo com manteiga não estava prevista no roteiro, e foi uma ideia de Brando, que sequer a consultou. Schneider só foi informada desta mudança na hora da filmagem, e suas lágrimas durante o violento ato sexual são reais. “Eu me senti humilhada e, para ser honesta, um pouco estuprada por Marlon e por Bertolucci”.

    O filme foi prejudicado pelas brigas? Mais ou menos. Último Tango em Paris foi consagrado, e tanto o diretor quanto Marlon Brando receberam todo o tipo de elogios por seus papéis. Mas Maria Schneider se tornou depressiva, tentando suicídio e abusando das drogas. Ela nunca mais conseguiu um papel de mesma importância.


    16. 9 1/2 Semanas de Amor (1986)

    Mais uma história de diretor com métodos controversos: para extrair raiva e tristeza de Kim Basinger neste drama erótico, Adrian Lyne recorreu a medidas bem questionáveis. O cineasta pediu ao ator Mickey Rourke para tratá-la mal, e espalhou diversos boatos sobre Basinger para toda a equipe técnica, na intenção de isolá-la e criar um mal-estar realista diante das câmeras. Enquanto o diretor dava orientações muito precisas ao elenco, ele sequer dirigia a palavra à atriz principal.

    Em casos como este, é comum o diretor negar as acusações, mas Lyne confirma sem pudor: “Kim é como uma criança. Para despertar raiva nela, eu gritava e ela gritava de volta. Mickey também fazia isso. Fizemos de propósito”.

    O filme foi prejudicado pelas brigas? Sim. A bilheteria foi fraquíssima, as críticas traziam poucos comentários positivos. 9 ½ Semanas de Amor só conquistou a posição de “clássico do erotismo” anos mais tarde. Mas Lyne se tornou o queridinho do cinema sensual, fazendo diversas produções do gênero nos anos seguintes.

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    Comentários
    • -Hiei- (Ri-Rei segundo Rodney)
      Sobre o Zodíaco, concordo plenamente, acho um filme muito chato e superestimado. Com relação ao Lars Von Trier, com exceção dele ter sacrificado um burro (um animal de verdade) em um dos seus filmes - o que é um absurdo, não vejo tantos problemas nele porque gosto de algumas alegorias dispostas nas suas obras.
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