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    É briga! 20 filmes com tensão nos bastidores
    Por Bruno Carmelo — 14 de ago. de 2015 às 06:00
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    O produtor não gostava do diretor que não gostava da atriz que não gostava do ator que não gostava de ninguém.

    19. O que Terá Acontecido a Baby Jane? (1962)

    Esta é uma das rivalidades mais longas de Hollywood: Joan Crawford e Bette Davis sempre se detestaram. O ápice das brigas aconteceu neste premiado drama, no qual as duas atuavam juntas a história toda. Além de mandarem bilhetes ameaçadores uma para a outra e reclamarem do comportamento alheio ao diretor Robert Aldrich, elas também partiam para manipulações e tapas.

    Na cena em que Davis deveria bater em Crawford, esta última tinha tanta certeza que os socos seriam de verdade que pediu o uso de dublê. Numa tomada, a dublê não poderia ser usada, e Davis de fato bateu na colega, com tanta força que ela precisou levar pontos no rosto. No dia seguinte, para o momento em que Davis deve carregar Crawford através da casa, esta usou pedras nos bolsos para ficar ainda mais pesada, e machucar Davis, conhecida pelos problemas nas costas.

    O filme foi prejudicado pelas brigas? Não. O que Terá Acontecido a Baby Jane? se tornou um grande clássico, e as duas atrizes encontraram outros bons papéis em suas carreiras. Mesmo assim, Crawford é acusada de ter armado um complô contra Davis para a colega não receber o Oscar. Quando Crawford morreu, Davis disse "Você nunca deveria dizer coisas ruins de pessoas mortas, apenas algo bom. Joan Crawford morreu... Bom".


    20. Aguirre, a Cólera dos Deuses (1972)

    Talvez a briga mais séria do cinema tenha ocorrido fora dos grandes estúdios: Werner Herzog e Klaus Kinski se adoravam (afinal, trabalharam em cinco filmes juntos) e se detestavam na mesma medida (afinal, ambos admitem terem tentado matar um ao outro). Kinski é conhecido pelo comportamento arrogante nas filmagens, tratando todos muito mal e exigindo privilégios. Em Aguirre e Fitzcarraldo, os socos que seu personagem deveria levar foram todos reais - aparentemente, o resto do elenco disputava a oportunidade de bater no ator principal.

    De acordo com o jornal The Guardian e com o documentário My Best Fiend, Herzog realmente tentou colocar fogo na casa onde Kinski dormia, mas foi impedido pelo cachorro do ator. Outro dia, quando o astro decidiu abandonar o set de filmagem, o diretor pegou uma arma e ameaçou atirar se ele fosse embora. Kinski admite ter tentado "mais de uma vez" retribuir a tentativa de assassinato, mas sem sucesso.

    O filme foi prejudicado pelas brigas? Não. AguirreFitzcarraldo e as outras produções da dupla foram bem recebidas. Herzog ainda fala do ator com carinho ("Ele é um gênio aterrorizante"), e Kinski recebeu vários convites para trabalhar em Hollywood, mas sempre recusou. Quando foi chamado por Spielberg para estrelar Indiana Jones, respondeu: "O roteiro é entediante, um monte de merda".

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    Comentários
    • -Hiei- (Ri-Rei segundo Rodney)
      Sobre o Zodíaco, concordo plenamente, acho um filme muito chato e superestimado. Com relação ao Lars Von Trier, com exceção dele ter sacrificado um burro (um animal de verdade) em um dos seus filmes - o que é um absurdo, não vejo tantos problemas nele porque gosto de algumas alegorias dispostas nas suas obras.
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