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    Cine Ceará 2014: Cenas de sexo de filme gay com filha de Chaplin foram suavizadas
    Por Renato Hermsdorff — 19 de nov. de 2014 às 15:25
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    Por causa da audiência conservadora, acredita o ator dominicano Ricardo Ariel Toribio, de Dólares de Areia, protagonizado por Geraldine Chaplin aos 70 anos. Curta de animação Guida e Se (documentário) entram na disputa.

    “As cenas de sexo foram suavizadas por causa da audiência”, disse ao AdoroCinema o jovem ator dominicano Ricardo Ariel Toribio, de Dólares de Areia, exibido nessa terça-feira,18, pela competitiva de longas-metragens do Cine Ceará. Nem tanto pelo público de seu país, que ele julga avançado, mas por conta das audiências de México e Argentina – países coprodutores do filme da República Dominicana –, mais conservadoras, acredita.

    O jovem ator Ricardo Ariel Toribio sobe ao palco do Theatro José de Alencar representando o longa Dólares de Areia.
    O ator de 21 anos – que, na verdade, é músico e estreia na nova profissão – esteve presente no festival cearense para representar o filme. Foi a primeira vez que ele viajou para fora de seu país.

    Baseado no livro autobiográfico de Jean-Noël Pancrazi ("Les dollars des sables"), o filme do casal Amélia Guzman e Israel Cárdenas estreou no último Festival de Toronto. E, desde então, não pára de circular pelo mundo. A produção conta a história de Anne (Geraldine Chaplin, de Dr. Jivago, Fale com Ela, O Orfanato), uma européia rica que mora na República Dominicana e se apaixona por uma local, a interesseira Noelí, bem mais nova. (O gênero do casal, masculino no livro, foi mudado na adaptação cinematográfica). Toribio interpreta o namorado da jovem, papel de Yanet Mojica, outra que estreia como atriz (ela é dançarina).

    O pano de fundo é o turismo sexual na localidade de Las Terrenas. “É uma situação muito real, [prostituição] que é abordada sutilmente no filme”, completa o ator. De fato, os cineastas optam por uma abordagem mais lírica, contemplativa, da história.

    Geraldine no Brasil

    Só este ano, a filha de Charles Chaplin, que completou 70 anos em 2014, já esteve duas vezes no Brasil.

    Ela foi a grande homenageada do Brasília International Film Festival e recebeu o Prêmio Humanidade na última edição da Mostra São Paulo. Na ocasião do fesival paulistano, o AdoroCinema teve a oportunidade de conferir Dólares de Areia: “O que vemos é o surgimento de um triângulo amoroso inusitado e a presença de sentimentos que nem sempre são verdadeiros. Tem problemas de ritmo, mas a história é envolvente”.

    Na mesma terça-feira, ainda foram exibidos o curtas Guida, uma animação de Rosana Urbes (SP) sobre uma senhora arquivista que resolve posar como modelo vivo; e o documentário autobiográfico Se (RJ), do estudante de cinema Ian Capillé. A eles, se juntam na disputa hoje as produções Marina Não Vai à Praia e Meio Fio. No formato longa-metragem é a vez do mexicano Obediência Perfeita entrar na briga pelo Mucuripe.

    A curta-metragista Rosana Urbes (SP), diretora de Guida; e o estudante de cinema Ian Capillé (RJ), que concorre com Se.




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