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    Militares pretendiam assassinar Glauber Rocha, afirma a Comissão da Verdade
    Por Bruno Carmelo — 18 de ago. de 2014 às 12:00
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    O cineasta brasileiro foi considerado um perigoso líder da esquerda.

    À medida que avançam as investigações da Comissão da Verdade, novas páginas sombrias da história do Brasil são desvendadas. Os últimos documentos apresentados dizem respeito ao cinema: de acordo com um relatório, o cineasta Glauber Rocha estava marcado para morrer durante a ditadura militar. Foram encontrados papéis da Aeronáutica sobre o diretor, com a palavra "morto" escrita à mão. Este era o procedimento padrão para as pessoas juradas de morte pelos militares, de acordo com a presidenta da comissão, Nadine Borges.

    Os papéis contêm declarações de Glauber Rocha a jornais europeus, denunciando casos de tortura no Brasil. O artista foi considerado "um dos líderes da esquerda no cinema", "atuando na campanha contra o país na Europa". Por causa da perseguição, ele buscou o exílio em 1971, e morreu nove anos mais tarde, em decorrência de uma infecção.

    A revelação sobre os planos para matar Glauber Rocha ocorreu durante a comemoração de 50 anos de Deus e o Diabo na Terra do Sol, no Rio de Janeiro. A filha do cineasta, Paloma Rocha, estava presente no evento.

    Fontes: Globo News, Agência Brasil

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