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    Trash: Stephen Daldry, Martin Sheen e Rooney Mara rodam filme no Rio de Janeiro
    Por AdoroCinema — 28 de set. de 2013 às 09:00
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    Diretor de Billy Elliot está vivendo na cidade há cerca de sete meses.

    por Francisco Russo

    Você sabia que Stephen Daldry, diretor dos premiados Billy Elliot e O Leitor, está morando no Rio de Janeiro há cerca de sete meses? E que desde 29 de julho ele está rodando um novo longa-metragem chamado Trash, que tem no elenco Martin Sheen, Rooney Mara, Wagner Moura e Selton Mello? O AdoroCinema visitou o set de filmagens no bairro carioca da Covanca e traz a você o que anda acontecendo por lá.


    Da esquerda para a direita: Stephen Daldry, Rooney Mara e Martin Sheen


    Baseado no livro homônimo escrito por Andy Mulligan, Trash acompanha a dura vida de três garotos que vivem em um lixão. No livro não há uma definição sobre a localização do lugar, mas o filme deixará bem claro que a história se passa no Rio de Janeiro. O responsável em dar à trama um ar carioca foi o roteirista Felipe Braga (séries Mandrake e Latitudes), que vem trabalhando com o diretor há vários meses em cima do roteiro original escrito por Richard Curtis (Quatro Casamentos e Um Funeral). "O livro não tem uma referência geográfica precisa, mas alguns elementos da América Latina, Filipinas e China. Quando decidiram que o filme seria rodado no Brasil eles me contrataram para oferecer referências específicas brasileiras", declarou o roteirista em conversa com o AdoroCinema.

    Mas, afinal de contas, por que rodar o filme no Brasil? Quem deu a resposta foi o produtor Kris Thykier, que também está morando no Rio há alguns meses. Thykier revelou que um dos motivos principais pela escolha foi a fama que o Brasil tem no trabalho com não-atores, muito graças ao sucesso internacional de Cidade de Deus. Além disto, a própria experiência da produtora O2 Filmes com coproduções foi um diferencial importante, já que o objetivo é que Trash seja um filme brasileiro. Praticamente todos os diálogos são em português, inclusive os ditos por Martin Sheen e Rooney Mara, que tiveram ajuda de tradutores para que pudessem compreender ao menos um pouco a língua.

    Por mais que Trash conte com astros internacionais, os protagonistas do filme são os jovens Rickson Tevez, Eduardo Luis e Gabriel Weinstein. Do trio apenas Gabriel já havia atuado antes, como figurante na série de TV Hoje é Dia de Maria. É em torno deles que gira toda a história, especialmente quando descobrem em meio ao lixão uma carteira com pistas para um suposto tesouro. Os personagens de Martin Sheen e Rooney Mara vivem em torno do local, ajudando os garotos da forma que podem, através do lado religioso e de ensino.


    O AdoroCinema teve a oportunidade de caminhar pelo lixão cenográfico, que impressiona não apenas pelo cenário mas também pela ausência de cheiro. Tudo devido à opção em usar apenas lixo reciclável, principalmente papel e plástico, de forma a evitar objetos que colocassem a própria equipe em risco. "Teria sido muito melhor se filmássemos em um lixão verdadeiro, mas é um ambiente muito difícil para gravar", disse o diretor Stephen Daldry. "As situações são aterrorizantes para quem vive neste lugar e é perigoso. Então tivemos que construir nosso próprio lixo. Para mim, parece um verdadeiro lixão."

    O diretor de arte Tulé Peake acompanhou nosso passeio pelo set de filmagens, mostrando também as casas construídas sobre palafitas e o lago especialmente criado para que o local se parecesse com o descrito no livro. Outro cenário impactante foi a casa de Rato, construída dentro de um galpão e que simula o interior de um esgoto. É lá que o personagem interpretado por Gabriel Weinstein se esgueira como se fosse realmente um rato.

    A previsão é que as filmagens de Trash aconteçam até 9 de outubro, mas esta data pode ser prorrogada devido a um pequeno atraso de três dias e meio nas filmagens. A intenção é que o filme seja lançado nos cinemas em 2014, possivelmente em um grande festival de cinema, e com uma pré-estreia no Brasil. Afinal de contas, como o produtor Kris Thykier ressaltou, "é um filme que esperamos ser internacional, mas estamos interessados no mercado brasileiro. Queríamos que fosse autêntico e não apenas de uns gringos."

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