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Katy Perry esbanja humor em entrevista no Rio de Janeiro
Por Foto com camisa do Brasil de Cristian Calazans — 01/08/2012 às 13:44
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No Brasil para divulgar seu filme Katy Perry - Part of Me, a cantora respondeu várias perguntas dos jornalistas, na última segunda-feira, 30, com simpatia e bom humor na ponta da língua.


por Roberto Cunha

Antes de começar a entrevista, Katy Perry comentou sobre a "loucura" dos fãs do lado de fora do hotel Fasano, em Ipanema, durante a noite, madrugada e de manhã cedo. Seu atraso, inclusive, foi atribuído a noite mal dormida, mas ressaltou o quanto gosta deles. Sempre iniciando suas respostas com um animado "Hi!", a multicolorida dispensou a água mineral Voss e preferiu um capuccino ao longo da entrevista concedida horas antes da pré-estreia de Katy Perry: Part of Me, que apresentaria aos fãs no Cinépolis Lagoon, na zona sul do Rio de Janeiro. A estreia do filme está marcada para a próxima sexta-feira, dia 3 de agosto e o trailer você pode assistir no fim dessa entrevista.

A ideia do filme

A musa pop contou que ao planejar a turnê California Dreams, em 2010, podia sentir que algo grande viria pela frente, uma vez que tocaria em lugares grandes e para um público bem maior. "Eu falei para mim mesmo que devíamos documentar", e mostrando otimismo "maternal" mandou um: "É algo para eu mostrar para meus filhos", disse a declarada fã de Alanis Morissette.

Público gay X Família conservadora

Lembrada que o público gay faz parte de seus fãs e questionada sobre sua família conservadora (seu pai é pastor), ela disse que cresceu numa atmosfera não tolerante e quando era criança sempre perguntava por que disso ou daquilo. Falou da persistência em buscar respostas e que aos 17 anos, quando saiu de casa, descobriu que aquela vida não era a dela.

Ainda sobre a família, disse que estão mais abertos do que antes e que ela acabou contribuindo naturalmente para que isso acontecesse. "Eu acredito em igualdade, na tolerância, não importando sua preferência sexual, quem você é ou do que gosta." Quando comentaram da avó de 91 anos (que o público verá no filme) ser fonte de inspiração, contou que ela é muito divertida e rápida no pensamento. "Eu não estaria aqui se não fosse ela".

Quebrando protocolo

O lado cômico e meio maluquete dela ficou evidente na entrevista, provocando risos a todo momento. No longa, contudo, o público descobrirá uma pessoa que gosta de ter o controle do que faz e isso ficou claro na coletiva, com a interferência dela na ordem imposta pelos assessores. Por mais de uma vez, e espontaneamente, ela apontou quem iria formular a pergunta. "Esse aqui! Esse aqui! Depois você ...", levando os presentes aos risos. E o fato se repetiu até após a última pergunta, quando ela apontou outro para ser o último, quebrando de vez o protocolo de tempo esgotado da entrevista. Bem legal isso!

A vida é um conto de fadas

"Mudei minha ideia a respeito dos contos de fadas. Não preciso de um príncipe encantado para ter um final feliz", afirmando ainda que acredita que boas sementes geram bons frutos.

Sinceridade à flor da pele

Katy entrou em cena com o cabelo preto, curto (nada de azul, branco etc) e vestindo um Valentino de oncinha. A cor era rosa, claro, e o engraçado foi que ela não pensou duas vezes ao dizer que a roupa era alugada. Com jeito de moleca, até brincou durante a entrevista com a gola que parecia incomodá-la. "Tenho múltiplas personalidades quando o assunto é moda."

A vida na tela grande

Questionada sobre a exposição de seus altos e baixos na tela grande, foi sincera: "Às vezes, para mim não é legal assistir, mas achei que poderia dividir o exemplo e o que aprendi com ele, com as outras pessoas." O longa, segundo ela, não é sobre a vida toda e sim uma parte. "Eu não queria que fosse um filme do tipo "olha, ela é legal, gosta da cor rosa e de gatos! Queria mais do que isso." E ainda brincou que não gostava mais de rosa, apesar de até a mesa da entrevista ser dessa cor, como se nota na foto acima. Ou seja, mais risos provocados por alguém que se considera uma palhaça brincalhona.

A transparência da multicolorida

Embora a orientação dos organizadores era evitar perguntas pessoais, a questão do divórcio com o ator Russell Brand acabou não ficando de fora porque está no filme. E quando perguntaram se tinha sido escolha dela colocar aquilo, foi categórica. “Se eu tirasse, as pessoas iriam se perguntar o que eu estava tentando esconder. Não poderia fazer um filme em que a minha vida pessoal não estivesse porque não seria real. Por isso, mantive tudo. O filme é sobre superar obstáculos", disse, enumerando algumas passagens da vida.

Dívida de uma boa pagadora

Ainda sobre esse momento que aconteceu nos bastidores do show de São Paulo, a pop star foi realista: "Decidi que não era um problema do público. Seria egoísta não fazer o show. As pessoas fizeram esforços para estar ali. Tive que separar o pessoal do profissional. Eram só duas horas e não deveria punir meus fãs, que gostam da minha música, por causa disso."

De volta à cena do crime

Questionada sobre não entender nada de português (algo ressaltado no filme e na entrevista), contou que imaginava ser algo bom e que o momento foi perfeito. "Na hora, não sabia o que eles estavam dizendo, mas sentia. É por isso que estou aqui, para pagar uma dívida emocional. Voltar ao Brasil, à cena do crime, para pagá-la."

Deixar ou tirar do filme?

Com centenas de horas de filmagens, ela conta que a obra ficou com várias texturas e que isso foi bom, lembrando que desde o começo a intenção era fazer algo pessoal. "Para mim era interessante mostrar eu mesma como alguém 'de olho' no prêmio (o sucesso) e depois já com ele nas mãos." Sobre mostrar a relação com os pais, considera bem legal o fato das pessoas poderem ver cenas do passado dela que realmente nunca foram vistas. E disse ainda que o DVD ainda terá mais cenas nos Extras.

O apoio dos fãs brasileiros

“O brasileiro é muito apaixonado. Eu não sei o porquê, se é algo na água (brincou ela). Eu nunca tive fãs como esses, na minha vida. Eles são os mais dedicados", acrescentando que eles são muito presentes no Twitter. "Preciso começar a responder em português", brincou.

Ela lembrou que os brasileiros têm destaque no longa porque o apoio foi incrível e quem assistir vai entender o que quer dizer com isso, concluindo: “Os fãs brasileiros estavam lá para mim e acreditei que era importante eu trazer o filme aqui pessoalmente. Fazer algo especial para eles."

Katy Perry vai virar atriz?

Pelo fato de ter emprestado sua voz para o personagem Smurfette em Os Smurfs, perguntaram se ela pretendia investir na carreira de atriz, como a amiga Rihanna. Da maneira mais espontânea possível afirmou: "Acho que pode ser interessante e divertido, mas significa muito trabalho e tempo. Não é porque você é bom em uma coisa que vai ser bom em outra. Tenho que estudar e me dedicar para isso. Existem ótimas atrizes e eu não quero ofender elas com minha péssima habilidade."

Sobre sua facilidade nos vídeo clipes, disse que era bem diferente. "É a minha música, eu me sinto a vontade e em um filme tem coisas que você não pode controlar. Eu realmente amo fazer música." Ainda assim, afirmou que o cinema não está fora de questão e comentou que adorou Moonrise Kingdom, longa de Wes Anderson, previsto para estrear em 12 de outubro no Brasil.

Participação nos Smurfs

Ela contou que era fã e que curtia a Smurfette. Topou fazer o filme porque gostou do roteiro e se divertiu durante o processo que considerou fácil. Para ela, o mais importante é o fato deste tipo de produção unir as famílias, pessoas, para assistir. Lembrou que está fazendo Os Smurfs 2 e que a ideia de algo que atende várias gerações é bem legal.

Próximos projetos

Para a alegria dos fãs, a cantora disse que seu objetivo é voltar para aquilo que a levou até este ponto: o amor pela música. “Quando sonhei estar aqui não era para ser uma celebridade ou para ser celebrada. Eu queria estar aqui para cantar”.

ffffSobre as exigências do mercado

Mostrou-se consciente sobre as responsabilidades com o que faz e que faz música para ela mesma, não acreditando que deva se comportar como uma política, pois dessa forma não seria bom para ela e nem para os fãs.

Kaitie X Katy

Embora o assunto não seja ligado ao cinema e nem a música da entrevistada, vamos citar aqui uma passagem divertida da coletiva. Isso aconteceu quando ela cismou com a maneira com que o repórter da TV Bandeirantes a chamou, falando "Queitchi". Assim, enquanto ele fazia a pergunta, ela repetiu várias vezes o som 'chiado' (do nome) e perguntava "Sou eu?". Risos geral.



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