Entrevista - Colin Farrell fala sobre beijar a mulher do diretor

De AdoroCinema - Fotos de Thiago Sperotto Fagundes ▪ sábado, 14 de julho de 2012 - 00h01

No Rio de Janeiro para divulgar o filme O Vingador do Futuro, o ator irlandês esbanjou simpatia e humor em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira, 12.


por Roberto Cunha

Em visita ao Brasil para divulgar O Vingador do Futuro, o ator Colin Farrell esteve no finalzinho da manhã desta quinta-feira, 12, para uma coletiva de imprensa com jornalistas e também uma mesa-redonda, no Hotel Marriott, em Copacabana. O AdoroCinema foi convidado para as duas sessões e abaixo você tem um panorama da coletiva.

Cheio de estilo e atitude

Fazendo um estilo meio "rocker", com bracelete em um dos pulsos, pulseira no outro, tatuagem, brincos e a unha do dedão da mão direita pintado de preto, Farrell se mostrou simpático, bem humorado e, o melhor, nada econômico nas respostas. Questionado sobre o retorno aos filmes de ação, disse que a principal razão foi o roteiro que ele leu e gostou. O fato do diretor Len Wiseman ilustrar bem a conversa entre eles, desenhando as cenas, também ajudou bastante e achou isso incrível.

"Pegando" a mulher do patrão

Por contracenar com duas gatas de Hollywood (Jessica Biel e Kate Beckinsale), a primeira pegadinha que fizeram com ele foi perguntar sobre ter a mulher do diretor (Beckinsale) como esposa no filme. Rápido no gatilho, provocou risos quando disse que não dava para repetir a cena do beijo. “É estranho beijar a mulher do diretor. Fazíamos o beijo e dizíamos que estava ótimo. As cenas eram feitas de primeira”, brincou.

Sem rodeios para respostas

Saindo totalmente do estereótipo do artista que gosta de valorizar demais a preparação para um papel assim ou assado para esta ou aquela produção, contou que basicamente tem a mesma preocupação em todos filmes que faz. Para ele, o mais importante será sempre o personagem e não o tamanho do filme. E concluiu ainda, sem o menor pudor, que encarou essa refilmagem com a mesma seriedade que encararia uma produção independente de US$ 50 mil. Lembrado do pequeno Ondine (2009), brincou com o tamanho dele, agradeceu a jornalista que disse ter assistido, salientou que foi ótimo trabalhar perto de casa e que adoraria repetir a experiência. "O que me move a escolher um personagem é uma boa história".

Improvisando em cena e nas respostas

Sobre improvisação em cena, explicou que essa prática é bastante interessante e que ele até faz isso em alguns momentos antes de gravar. Por outro lado, foi taxativo: "Alguns roteiros são tão completos que não há necessidade de improviso." Evitando falar muito sobre o conteúdo do filme para não estragar surpresas, disse para os presentes que o que mais admira no seu personagem Douglas Quaid é a sua persistência.

O fantasma do passado

Como era inevitável que alguém perguntasse sobre o filme original, O Vingador do Futuro (1990) com Arnold Schwarzenegger, disse gostar do longa e que teve dúvidas com o convite. Mas quando a história bateu em suas mãos a ficha caiu. "Quando li o roteiro, achei-o muito bom", disse ele, complementando que achava bom demais e merecia ser contado novamente. Sobre falar com Arnie, tirou sarro dizendo que o "exterminador" não tinha retornado seus telefonemas ou mensagens de texto: “Arnold não retornou minhas ligações. Acho que ele não está nem aí, na verdade.”

Pura brincadeira de alguém que mostrou-se preparado para eventuais comparações. "Sei que vão comparar. Muitos diálogos são iguais. Assisti como adolescente e agora li como um adulto e gostei muito”.

Dublês ou ação pra valer?

Como as cenas do filme já divulgadas mostram boas doses de ação, o ator disse gostar de fazê-las e que se diverte. "Gosto de poder pular de um prédio, bater um carro". Quando disseram para ele que Kate Beckinsale afirmou não ter usado dublês, mostrou que a atriz tinha sido malandra com as palavras ao dizer que não usou um "stuntman", porque no caso dela seria uma "stuntwoman". Sobre fazer tipos fortes, malvados e também alguém doce, riu dizendo-se nada forte e que apesar disso conhece caras fortes e durões que são sensíveis. Ou seja, para ele, uma coisa não exclui a outra.

Se a Rekall existisse

Falou que gostaria de ser um astro dos campos de futebol (o pai foi), mas cortou o sonho com uma frase bem sacana: "Achei que faria isso até meus 14 anos, mas aí comecei a perseguir as garotas, fazer aulas de teatro ... Acabei me apaixonando pela profissão."

Colin Farrell diretor

Farrell disse que pensa em dirigir e desandou a elogiar o trabalho de Ben Affleck, chamando-o de muito talentoso e inteligente. Revelou que ficou "louco" com a qualidade do drama criminal Medo da Verdade (2007).

Da série "perguntas de praxe"

Admitindo não conhecer muito da produção brasileira, lembrou de Ônibus 174, que ele classificou com "incrível e belíssimo" documentário e Tropa de Elite, ambos de José Padilha, o que mostra como o cineasta brasileiro está realmente em alta lá fora.

Da série "perguntas tolas para respostas amenas", sobre a visita ao Rio mostrou-se bem impressionado com a beleza da cidade, "mesmo sem sol", com as cores e que tinha feito já alguns passeios, como Corvovado e favela Santa Marta (elogiou bastante). Falou (com gosto) que já tinha encarado duas visitas a uma churrascaria (improvisando no português) e fez o pessoal rir quando perguntaram sobre os biquinis das brasileiras, afirmando que não se incomodaria se sua namorada usasse um. Mas o cara tá solteirão, meninas! Alguém se candidata? ;)


O filme estreia em 17 de agosto por aqui. Enquanto o dia não chega, assista o trailer legendado mais recente.

O Vingador do Futuro





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