Janaína Moura (e-mail), Leitora do Adoro Cinema - Nota 9:

""Vanilla Sky" é realmente surpreendente. A começar pela maneira com que o filme foi estruturado: recortes intercalados de realidade e sonho. O espectador se vê tomado de uma angústia ininterrupta por não conseguir mais acompanhar, entender ou mesmo prever o desfecho do filme. Ainda poderíamos destacar também a belíssima atuação de Tom Cruise e, por que não dizer, sua coragem em encarnar uma personagem com o rosto totalmente desfigurado. Logo ele, que aparenta não possuir os sinais da passagem do tempo...

Mas essencialmente uma cena nos faz sair da sala de projeção perplexos. Faz-se referência ao momento em que a personagem de Cruise apresenta uma definição para o termo felicidade, sentimento tão complexo e ao mesmo tempo tão perseguido durante toda nossa vida. Afinal, quem é que não deseja ser plenamente feliz? "Felicidade é ter uma vida real". Talvez esta afirmação se aplique ao filme, especificamente pelo fato de que ninguém foi tão submetido a seus sonhos quanto a personagem de Cruise. Mas na vida "substancialmente" dificilmente encontramos alguém que consiga estruturar sua vida sem ao menos sonhar com algo que à primeira vista se configure inatingível. Sim, porque se não for desta forma como encontrar forças para vencer as barreiras impostas pela vida e criar forças para atingir um determinando objetivo? Todas essas questões afetam os espectadores de maneira distinta e convidam-nos a refletir / questionar conceitos que sempre nos pareceram tão homogêneos, "fechados".

Por fim, o céu de Monet. Nunca um céu foi tão bem representado como fizeram os pincéis do pintor impressionista francês. Um céu que inevitavelmente nos leva a sonhar sem limites, confundindo por vezes o plano da realidade com os nossos desejos mais profundos e que ainda algum dia almejamos conquistar."
errado