- O diretor Alfred Hitchcock aparece em cena aos exatos 11 minutos de
Um Corpo Que Cai
, caminhando com um terno em frente ao estaleiro de Gavin Elster.
- A figurinista Edith Head e Alfred Hitchcock tinham por intenção dar um visual não-convencional Madeline Elster, personagem de Kim Novak. Deste modo, escolheram uma roupa cinza para a Madeline, por achar que seria estranho ver uma mulher loira totalmente vestida desta cor.
-
Um Corpo Que Cai
baseado no livro "D'Entre les Morts", da dupla Pierre Boileau e Thomas Narcejac. O livro foi escrito especialmente para Hitchcock, após os autores tomarem conhecimento de que o diretor tentara comprar os direitos de adaptação para o cinema de seu livro anterior, "Diabolique".
- Apesar dos créditos indicarem o roteiro como de autoria de Alec Coppel e Samuel A. Taylor, Coppel não escreveu uma palavra sequer da versão final do roteiro. Seu nome apenas apareceu nos créditos por questões contratuais, já que Taylor desenvolveu o roteiro final baseando-se apenas nos relatos de Alfred Hitchcock, sem ter lido nem o script original nem o livro em que a história foi baseada.
- Hitchcock inventou para
Um Corpo Que Cai
a sequência de zooms e afastamento da câmera, que dá ao público a sensação de vertigem sentida pelo personagem de James Stewart. Por apenas alguns poucos segundos utilizando esta sequência foi pago cerca de US$ 19 mil.
- Originalmente o papel de Madeline Elster seria de Vera Miles, mas esta ficou grávida antes do início das filmagens e teve que abandonar o papel.
-
Um Corpo Que Cai
esteve inacessível ao público em geral durante décadas. Isto porque Hitchcock comprou de volta os direitos de 5 de seus filmes e os deixou de legado para sua filha. Estes filmes receberam o apelido de "os 5 filmes perdidos de Hitchcock" e apenas estiveram novamente ao alcance do público em 1984, quando foram relançados nos cinemas, com uma distância de quase 30 anos desde seu primeiro lançamento. Os demais filmes do pacote eram Festim Diabólico (1948), Janela Indiscreta
(1954)
, O Homem Que Sabia Demais (1956) e
O Terceiro Tiro
(1955).
- Na época recebido pela crítica com reservas, hoje
Um Corpo Que Cai
considerado a obra-prima de Hitchcock.
Marcelo Santiago
Jurandir B. Lima
Eduardo Araújo
Luiz Antônio Sacconi
Roberto Moutinho Costa
Márciaa
Jorge Luiz Tavares de Souza
Flávio Machado
Ronaldo Malerba
Daniel Dalpizzolo
Ayres Pereira Filho
Lucas Souza de Carvalho
Marco
Um dos filmes mais cultuados do mestre do suspense ! Esse filme é uma espécie mais complicada de filme... Quando assisti a primeira vez não vi nada de muito especial ! No máximo gostei da música tema. Mas curiosamente eu assisti uma aula de cinema através da TV cultura... e depois uma aula de trilha sonora tb na tv cultura, analisando a trilha deste filme. Só posso dizer que as audiências seguintes do filme foram uma escalada ao prazer de um se ver um excelente filme ! Descobri detalhes que não havia reparado da primeira vez. Prestei melhor atenção na trilha sonora (maravilhosa). Nos detalhes que transformaram esse filme no grande filme, adorado e estudado em faculdades de cinema. A palavra que resume o filme é "ARTE" pura arte ! Mal posso acreditar que cheguei a achar que era um filme comum. NÃO É UM FILME COMUM. Se vc achou isso é pq não teve a oportunidade de conhecer detalhes da obra... acredite em mim. Realmente existe "Algo mais" nesse filme. Recomendo !
ASCC
Juntamente com Janela indiscreta, o melhor filme do mestre do suspense. A fotografia e a trilha sonora são extraordinárias e a história do filme é envolvente. O trabalho de James Stewart, no papel do detetive que sofre de acrofobia é simplesmente maravilhoso, mas, para mim, quem rouba a cena é Kim Novak, que nunca foi grande coisa como atriz, mas recebeu um prêmio de Hitchcock com o duplo papel de Madaleine Elster (ou melhor, a simulação de Madaleine Elster) e Judy (sua verdadeira identidade). Quando Judy aparece com sua verdadeira identidade, já na 2ª parte do filme, ela está tão diferente, não apenas fisicamente (cor do cabelo, penteado, maquiagem), mas também no comportamento, que chegamos até a ter dúvidas se se trata da mesma atriz. A semelhança com a mulher por quem o detetive se apaixonara é apenas leve. Lamento que a atriz não tenha sido indicada ao Oscar, pois este é o grande momento de sua carreira em termos de qualidade de trabalho. Para aqueles que criticam o enredo dizendo que um verdadeiro detetive verificaria se a mulher que caiu da torre era a mesma que ele seguia, lembro que a personagem de James Stewart se apaixona por aquela mulher e a paixão cega e tira qualquer isenção. Ele já não age mais como um detetive que segue uma mulher para investigar o que estava se passando por ela, mas como um homem apaixonado que tenta, a tudo custo, salvar sua amada de uma tendência suicida. Quanto à personagem Judy, ela é uma espécie de marionete, tanto nas mãos de Gavin Elster, que a transforma na personagem Madaleine Elster, sua esposa, não a verdadeira, mas a inventada, como nas mãos do detetive, que, ao encontrá-la, busca obsessivamente transformá-la para ter de volta a mulher que não conseguiu salvar da morte. Nas duas oportunidades, Judy se deixa transformar. Na primeira, por interesse; na segunda, por amor.
Rafael Vespasiano
Um corpo que cai:
Uma obra-prima que mistura muito bem, e por isso mesmo só podia ser de Hitchcock, romance com suspense; o envolvimento amoroso entre James Stewart e Kim Novak é um romance surreal, obsessivo, possesivo, que envolve questões existenciais. É um trilher psicológico de alto nível. A fobia de altura de Stewart é bem explorada quando ele tem que proteger uma mulher que possui tendências suicidas. Muito bom! Ótimo suspense, com pitadas de romance. nota: dez!