errado
Francisco Russo, Editor do Adoro Cinema - Nota
7:
"Em Hollywood para uma mulher se disfarçar
de homem basta apenas que ela corte o cabelo bem curto, tire a maquiagem e use
trajes masculinos. Fazendo isso é garantido que os homens não
irão perceber que ela é na verdade uma mulher, tratando-a como
um igual. É exatamente isto o que acontece neste "O Triunfo do Amor",
com a diferença de que aqui, por ser um filme de época, nem foi
preciso cortar o cabelo curto. O problema é que as caracterizações
de Mira Sorvino e Rachel Stirling como homens são péssimas, daquelas
que qualquer pessoa com um mínimo de visão conseguiria perceber
que elas são na verdade mulheres disfarçadas - até batom
elas usam!
Deixando este problema de lado, o filme tem também seus méritos.
Mira Sorvino se sai bem e o melhor do filme são justamente as manipulações
que seu/sua personagem faz para enganar Agis, Hermocrates e Leontine. Com diálogos
muito bem construídos, o filme diverte bastante neste período.
Já o lado negativo fica por conta de Jay Rodan, que interpreta Agis e
está péssimo em cena, passando a nítida impressão
de que nada mais é do que mais um modelo inserido em um filme por ter
um rosto bonito. Como ele não chega a aparecer muito, e quando aparece
é sempre ofuscado pelas manipulações da/do personagem de
Mira Sorvino, nem chega a atrapalhar muito. Um bom filme."