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Traffic

titulo original: (Traffic)

lançamento: 2000 (EUA)

direção: Steven Soderbergh

atores: Steven Bauer , Don Cheadle , Erika Christensen , Benicio del Toro , Michael Douglas

duração: 147 min

gênero: Drama

status: arquivado

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ficha técnica:

  • título original:Traffic
  • gênero:Drama
  • duração:02 hs 27 min
  • ano de lançamento:2000
  • site oficial:http://www.trafficthemovie.com
  • estúdio:USA Films / Bedford Falls Productions / Initial Entertainment Group / Splendid Medien AG
  • distribuidora:USA Films / Initial Entertainment Group
  • direção: Steven Soderbergh
  • roteiro:Stephen Gaghan, baseado na mini-série escrita por Simon Moore
  • produção:Laura Bickford, Marshall Herskovitz e Edward Zwick
  • música:Cliff Martinez
  • fotografia:Steven Soderbergh
  • direção de arte:Keith P. Cunningham
  • figurino:Louise Frogley
  • edição:Stephen Mirrione
  • efeitos especiais:

imagens - 12

Traffic Traffic Traffic Traffic Traffic Traffic Traffic Traffic Traffic Traffic Traffic Traffic

sinopse:

Uma série de histórias interligadas dão um panorama sobre o alto escalão do tráfico de drogas, envolvendo um policial mexicano preso numa teia de corrupção, uma dupla de agentes do DEA (departamento antidrogas), infiltrada no perigoso mundo dos negociantes de San Diego, um barão da droga que após ser preso, explica como sua mulher tomou seu negócio ilegal e ainda um juiz da Suprema Corte de Justiça de Ohio, conhecido pela sua posição anti-drogas, que precisa lidar com sua filha viciada. (RC)

elenco:

comentários

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Alexsander Seabra
02/01/2001
nota:Rate08
Um bom filme, apesar de algumas cenas bastante fortes (como o consumo de drogas, que praticamente é uma aula), boa montagem de histórias e um bom elenco (destaque para a interpretação de Benicio Del Toro). Porém o final foi previsível. O filme merecia um final mais surpreendente.
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Tiago Superoito
03/01/2001
nota:Rate08
Painel complexo e emocionante da rota das drogas nos Estados Unidos, da produção ao consumo. O diretor é didático, mas isso não atrapalha o desenvolvimento das três histórias paralelas, ótimas ao mostrar que o problema do tráfico não tem nada de simples e que, para solucioná-lo, traços da cultura norte-americana (construída em torno do prazer instantâneo) teriam de ser corrigidos primeiramente. Ótimos atores, roteiro inteligente, direção inspirada.
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Marcelle Costa dos Santosa
04/01/2001
nota:Rate09
O filme é excelente para quem gosta de suspense, drama e ficcão, pois de comédia e romance ele não tem nada. Além de aparecer muitas cenas "pesadas", como, por exemplo, de pessoas se drogando, cenas de sexo, tortura, etc. Mostra histórias diferentes durante o filme todo, que no final se encontram e tem algo em comum. Fala muito das brigas por quartéis de drogas e o sofrimento de drogados. Gostei muito de ver Catherine Zeta-Jones, atuando grávida de 6 meses, Michael Douglas como juiz (combina bem com ele) e Benicio Del Toro (que deu um show de interpretação). Realmente foi um elenco de primeira classe, só fera! Não teria como o filme ser ruim!!!
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Felipe Guerra da Cunha
05/01/2001
nota:Rate010
Impressionante e chocante retrato do mundo do tráfico de drogas. As 5 indicações foram poucas para um filme que merece todos os elogios e que deve ser visto por todos. O excelente diretor Steven Soderbergh contou com um elenco versátil e talentoso para mostrar com extrema crueza e realidade como é o tráfico de drogas nos EUA, mas não ficando nada diferente do que acontece no mundo inteiro. É simplesmente impactante e ao mesmo tempo comovente e sincero. A história gira em torno de vários personagens e ao longo do filme eles vão se encaixando, mostrando que no universo do tráfico de drogas ninguém está longe e ninguém sai limpo dessa verdadeira guerra. Lógico que será difícil a Academia premiar esse filme com o Oscar de melhor filme, é mais certo ele não ganhar nenhum prêmio, e as indicações para os membros da Academia já devem ser um "reconhecimento" à obra-prima que é este filme. É impossível não sair pensando sobre o filme, sobre o tema e o que fazer para resolver um dos mais importantes problemas que vem atormentando a muito tempo a humanidade.O que mais fica marcado no filme é que não existem muita cenas escatológicas de violência sem sentindo, têm algumas, mas estão muito bem encaixadas. Mas o filme impressiona e choca pelo tema em si e como ele é mostrado na tela, de forma coerente e seca. Os filtros usados nas câmeras são muito bem executados e deixam o ambiente mais impactante. Os atores estão perfeitos em seus papéis, com destaque para a soberba interpretação de Benicio del Toro. Ele faz um policial "honesto" no meio de tanta corrupção, leva uma humanidade ao personagem, bem diferente dos clichês de filmes policiais que Hollywood produz. A direção de Soderbergh é precisa e leve, com uma sinceridade e respeito ao tema, foge dos clichês e não está interessado em mostrar culpados ou inocentes, nem muito menos em mostrar que o "bem" sempre vence o "mal" e que os EUA ganham tudo com um exército de "um homem só", onde é só fornecer uma penca de armas para este "herói", que o resto ele sabe fazer.O filme merecia mais pelo menos umas 3 indicações mas, como o tráfico de drogas, o Oscar já tem o seu "mercado" garantido e não precisa premiar o que realmente é o melhor. Num ano em que fomos brindados com a obra-prima "O Tigre e o Dragão", "Traffic" veio para mostrar que o cinema pode ser uma diversão, mas que serve também como um retrato da sociedade mundial em que vivemos, que devemos cada um entrar na guerra contra o comércio de drogas, pois não existem inocentes e sim somos todos culpados, cada um tem a sua parcela de culpa. Infelizmente o filme teve a censura de 18 anos, quando pelo menos deveria ser 12 anos, pois "Traffic" é um filme educativo, que para a geração que está entrando na adolescência e que vai ser o futuro do nosso país entender que a realidade é cruel e que ninguém está livre do problema, e que músicas com incentivo à violência e ao sexo, mesmo sendo metafóricas, como o funk e o rap, são mais um atratativo que o "tráfico" usa para ir aumentando os seus tentáculos e conseguindo mais e mais consumidores em todo mundo.Fica um apelo a todos os pais e educadores desse país, que quando o filme sair em vídeo que estes os mostrem para todos os adoslecentes. Torço para que pelo menos alguns se sintam sensibilizados ao final do filme, em que a cena final é digna de ficar marcada na nossa cabeça por muito tempo, e que assim como as crianças do México precisam ter a liberdade e o espaço para jogar baseball, as do Brasil querem jogar futebol e as dos EUA basquete e as do restante do mundo também querem jogar e brincar e crescer livremente. Pois ao sair da sala de projeção, já muito emocionado, e ver crianças brincando num parque de diversão "indoor", em alguns brinquedos eletrônicos, foi difícil ficar indiferente e segurar a emoção. Tive vontade de ao sair do shopping explodir a primeira boca de fumo de um morro, mas me restou chorar calado e agradecer por este cruel, seco, mas belo filme que é "Traffic".
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Durval B. Cunha Junior
06/01/2001
nota:Rate010
O filme é a realidade nua e crua do mundo das drogas. Estão ali todas as classes sociais representadas, desde o policial honesto que cumpre o seu dever, passando pelo traficante e pela alta sociedade dos EUA. O diretor acerta na escolha dos filtros usados nas cameras, nas locações e nos ângulos de cameras utilizados. A história é conduzida de forma perfeita e sem deixar falhas. Um filme que deveria ser visto por todos. A censura de 18 anos é até para ser questionada, pois muitos adolescentes deveriam assistir "Traffic" para ver o que é o mundo real. Quanto aos atores, estão todos bem em seus papéis e muito bem dirigidos. Um filme nota dez pela realidade que mostra e pelas questões que cria para o espectador!!!!
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Anna Monteiro
07/01/2001
nota:Rate09
Aqui no Brasil, a disputa pelo Oscar deste ano andava morna, com a estréia de filmes óbvios ou chatíssimos que nos deixavam com saudades de outros tempos. Acabou. Finalmente estréia nesta sexta-feira, 16, Traffic e poderemos torcer por um filme realmente bom. Nada de Náufrago, O Tigre e o Dragão ou Gladiador. A torcida tem que ser por Traffic, não apenas como melhor filme, mas pelo menos melhor roteiro, melhor direção e melhor ator. A história que Traffic conta, do tráfico de drogas nos Estados Unidos a partir do México e a luta para controlá-lo, é manjadíssima e poderia ter sido apelativa, exagerar na violência ou descambar para o maniqueísmo fácil dos poderosos de Washington vencendo os corruptos mexicanos. Mas não. O roteiro de Stephen Gaghan é enxuto, tem ótimos diálogos, trata os personagens como pessoas reais, com problemas concretos e não heróis acima de qualquer suspeita. Ele cumpre a tarefa de revelar uma trama que se passa simultaneamente em Washington, Califórnia e na fronteira do México com os Estados Unidos de forma clara, sem confundir o público nem usar de flashbacks explicativos. Logo na abertura, o filme diz ao que veio e prende a atenção até os créditos finais. O único ponto negativo que eu identificaria é o tratamento dado por policiais a uma importante testemunha contra o cartel de drogas, com descaso e sem a vigilância extremada que a situação pedia. Mas vamos entender como uma licença poética e deixar de lado, afinal é um filme de ficção que precisa de tiros e explosões. Soderbergh fez uma direção simples, sem os efeitos mirabolantes que Matrix inaugurou e que parece padrão atualmente, e elaborada, onde cada lugar é apresentado através de um filtro diferente, azul para a Washington dos poderosos, cores reais para a Califórnia das drogas e amarelo para o México, dando a sensação do calor desértico. Uma surpresa boa e fato raro em Hollywood é que os personagens mexicanos do filme falam em espanhol, mergulhando o espectador numa realidade quase de documentário, ao contrário do água com açúcar Chocolate, passado numa pequena cidade francesa onde todos falam um inglês impecável, e tantos outros.O elenco está ajustado, sem exageros, mas Benício Del Toro é a revelação mais que agradável no papel de Javier Rodriguez Rodriguez, policial que, com jogo de cintura, executa seu trabalho ganhando 316 dólares ao mês - quase o equivalente a um policial brasileiro - e não cai no jogo fácil da corrupção. Ele é imbatível, ora bem humorado, ora sofrido, deixa sua marca com talento, mesmo quando não precisa dizer nada. Só com o olhar ou expressão corporal passa seu recado.Outra surpresa boa é Catherine Zeta Jones interpretando a frágil mulher de um importante chefe de distribuição de drogas. Ela só descobre qual era o verdadeiro trabalho do marido quando ele é preso. Não querendo voltar à vida simplória do começo do casamento e cheia de dívidas, ela assume os negócios da família depois da prisão do marido e negocia diretamente com o chefão do México para ser distribuidora na Califórnia, mesmo grávida de seis meses. Grávida na vida real, inchada de verdade, Catherine não precisa mostrar que é a gostosa da vez e a câmera não precisa explorar suas curvas, dando espaço para uma boa interpretação. Como história paralela, mas que logo se assume como ponto principal do filme, está o drama do juiz vivido por Michael Douglas, escalado para chefiar a operação de desbaratamento dos cartéis mexicanos que levam a droga para os Estados Unidos. Seria mais um papel de herói como os que ele se acostumou a interpretar, se o juiz não tivesse ele mesmo telhado de vidro em casa. Sua filha de 16 anos está viciada em heroína, apesar de tirar notas excelentes no colégio e ninguém desconfiar até que um amigo sofre de overdose e Michael e sua mulher, interpretada por Amy Irving, caem na real. O vício está sem controle, ela chega a transar com traficante para conseguir um pouco de pó e nada a detém. Se não consegue controlar seu quintal, como vai combater em quintal alheio, ele sabe disso e se vê impotente diante da guerra. Alternando lugares e apresentando os personagens com agilidade, Traffic vai mostrando a dureza do mundo das drogas, com a corrupção correndo em todos os setores e nos faz ficar com uma dúvida: quem é que vai querer acabar com esse negócio tão lucrativo para todos, americanos e latinos? É uma guerra que parece que nunca vai ter fim.
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Giuliano Rocha
08/01/2001
nota:Rate09
Um dos melhores filmes dos últimos tempos, expõe corajosamente a questão das drogas na sociedade atual. Seu impacto é ainda maior se considerarmos a gravidade do problema em esfera mundial. As cinco indicações que recebeu para o Oscar foram poucas diante da excelência deste filmaço.
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Francisco Russo
09/01/2001
nota:Rate09
Impressionado. Assim fiquei após assistir "Traffic", mais recente trabalho do diretor Steven Soderbergh. Fiquei impressionado com o modo como as três histórias transcorrem, sempre em um mesmo contexto - o tráfico de drogas -; fiquei impressionado com a idéia simples e genial de diferenciar a fotografia de cada uma das histórias, o que facilita ao espectador a sempre saber sobre qual delas o filme comenta naquele momento; e fiquei principalmente impressionado porque "Traffic" é um filme que faz você pensar. O filme procura abordar todo o tipo de pessoas relacionadas de alguma maneira com o tráfico, sejam os viciados, aqueles que o combatem ou os próprios traficantes. E surpreendentemente o filme não favorece nenhum destes lados, ele simplesmente apresenta o que realmente ocorre. Quem está certo ou errado cabe a você decidir. "Traffic" ainda conta com a felicidade de ter um elenco de peso atuando em conjunto e a seu favor. Vários de seus atores aparecem muito bem em cena, como Don Cheadle, Catherine Zeta-Jones, Dennis Quaid e Topher Grace. Outros, como Michael Douglas, Benicio del Toro e Erika Christensen, têm também seus grandes momentos ao longo do filme. "Traffic" conta ainda com diálogos duros e às vezes brilhantes, como se fosse um tapa na sua cara (a conversa entre Michael Douglas e Topher Grace no carro, sobre brancos e negros, é um deles). O único pecado do filme é de em certos momentos parecer didático demais, principalmente na história de Michael Douglas, quando ele procura se informar sobre o combate ao tráfico. Mas ainda assim, "Traffic" é um grande filme que merece ser visto e, principalmente, merece ser refletido.
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marcelo
10/01/2001
nota:Rate05
Este filme parecia ser um novo "Pulp Fiction", mas infelizmente não chega nem perto. As três estórias interligadas são interessantes, mas a melhor é a do Michael Douglas. A estória que a Catherine Zeta Jones é a protagonista é boa, mas a história do Benicio Del Toro é decepcionante e deixa a desejar, sem contar aquele amarelado horrível que o Soderbergh colocou. Se o filme fosse só centrado na história do Michael Douglas seria muito melhor.
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Marcelo Santiago
11/01/2001
nota:Rate08
"Traffic" é um filme muito bom, mas não emociona ou choca o quanto poderia. Trata-se, porém, do mais ambicioso painel sobre os males das drogas já filmado. Talvez por tentar abaracar tantos pontos de vista de problema o filme pareça pouco profundo e meio didático. Tecnicamente é excepcional: montagem, fotografia, atuações, direção - tudo em sintonia.
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Pablo
13/01/2001
nota:Rate010
Um dos melhores filmes da década (se não o melhor) e um dos maiores de todos os tempos. Como é que conseguiram dar o Oscar a "Gladiador"? Uma das maiores injustiças da história do prêmio.
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Breno Moura
14/01/2001
nota:Rate06
Steven Soderbergh tem um talento inquestionável. Sua direção é impecável. Atuações também são as melhores possíveis. Mas o filme é longo demais. Fiz tantas críticas a "Gladiador", mas quando fui assistir a "Traffic" me decepcionei um pouco. O filme, claro, é um choque emocional pra todos, mas não envolve. Mesmo assim, Oscar nele!
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Henrique Miura
15/01/2001
nota:Rate08
Seu eu vier aqui e disser"Esse filme é ousado!", estarei apenas afirmando o óbvio. Pois afinal um filme onde o tema central é o tráfico de drogas, ou as drogas em geral, não poderia ser diferente. Mas que o filme poderia ser melhor ah poderia! A coisa que eu não gostei do filme foi que ele fica apenas na idéia de tráfico, uso e consequências das drogas!. O ponto forte foi exatamente "as consequências", onde quem viu o filme certamente ficará longe de tais "problemas"! O que eu achei mais impressionante no filme foi algo que só a MTV também reconheceu: a atuação da Erika Christensen, que mesmo tendo uma personagem díficil e problemática conseguiu conduzi-la com muita eficiência. As melhores cenas e mais marcantes estão nas chocantes partes onde ela está completamente dominada pelas drogas. Isso realmente conseguiu mexer comigo, algo que o resto do filme infelizmente não fez!!! O filme conta 3 histórias paralelas, onde a melhor é a do juiz interpretado pelo Michael Douglas, que combate as drogas e tem um relacionamento complexo com ela quando descobre que dentro de sua familia existe alguém dependente! Os conflitos e a cena da cama é de fazer qualquer um sentir algo realmente verdadeiro. Grande mérito também do Michael Douglas, que foi o ator injustiçado em 2000, pois em 1 ano teve duas maravilhosas atuações (aqui e no ótimo "Garotos Incríveis"). E o Russell Crowe, quando ganhou o prêmio, não deixou de elogiar muito ele, um grande ator e que tem uma bela mulher, que aliás também está nesse filme. Catherine Zeta-Jones também foi bem esquecida, uma pena, pois aqui ela esbanja um talento que eu desconhecia. Fiquei pasmo com suas expressões, a sua decepção ao ver o marido sendo preso e ela agora grávida tem de arrumar as coisas e a vida! Atuação excelente! E o ganhador do Oscar de ator coadjuvante, Benicio Del Toro, não decepciona. Seu personagem nem é tão forte, mas sua atuação foi estupenda! Mas diga-se de passagem não sei se merecia o Oscar, mas seu futuro em Hollywood está garantido, pois talento ele tem, o negócio é conseguir ficar longe de bombas e atuações retardadas, como aconteceu com o Cuba G. Jr após ter ganho! O ponto mais forte do filme é o elenco e acho que poucas pessoas discordam da minha opinião neste ponto. Mas a direção do Steven Soderbergh é muito boa (mas sou mais o Ang Lee!), de criativo ele tem bastante, usar climas diferentes para contar as histórias foi algo inteligente e bem bolado. Um clima amarelado, um azulado e um com cores bem realçadas, além das belas filmagens, juntando com a fotografia e montagem perfeita. Mas o Steven Soderbergh é um diretor que ainda não me conquistou (e olha que isso não é dificil!). Ele já se mostrou um grande diretor, tem personalidade própria, mas ainda não fez aquele filme que fica na memória durantes tempos e tempos. Eu achava que o "Traffic" poderia ser esse filme, mas não foi!!! Muitos falam que "Traffic" foi o melhor filme de 2000, eu não concordo com isso! Na minha opinião ele não entra nem na lista de "um dos melhores". "Traffic" é um filme comum, bem trabalhado mas muito regulado! Não achei várias coisas muito verdadeiras, não vi realidade, o filme insiste demais em mostrar o modo do tráfico e como os jovens entram nessa e usam-na. As consequências poderiam ser mais drásticas, a violência no filme é quase nula, algo que foje do padrão de um filme que quer mostrar uma sociedade mais atual. Os únicos motivos que levaram o filme a ser censura 18 anos foram: 1- mostrar jovens se drogando; 2- ter alguns tiros; e 3- uma ceninha de sexo sem nudez! Um filme ousado sim, mas pouco profundo! "Traffic" me decepcionou um pouco sim, esperava algo muito mais provocante, muito mais crítico e pesado, mas não foi isso que vi! O filme vale pela verdade por mostrar o quanto as drogas fazem mal, seja para quem as usa ou as comercializa, os problemas que causam na vida particular e familiar, o choque que causa em pessoas frágeis! Mas, sinceramente, o meu modo de ver é bem diferente ao do filme, talvez tenha me indentificado melhor com as coisas que realmente ficaram veridicas, como as da Erika foram! No geral "Traffic" é um filme muito bom, bastante superestimado, mas tem uma boa caracterização e poderia sim ser melhor! DVD "TRAFFIC" Para quem tem o aparelho de dvd e gostou do filme, vale muito a pena comprar o dvd do filme, recheadinho de extras bem legais! Com trailer, entrevistas com quase todo o elenco (são pequenas, mas bem legais). Tem legendas e áudio em português, tem cenas de bastidores - que são bem legais, a gente consegue ver bem o trabalho da equipe -, além de um making of bem caprichado, ainda tem notas de elenco e produção! A única coisa chata foi não ter comentário em áudio do diretor (algo que eu adoro!), mas tem coisas muito boas no dvd. A EUROPA caprichou e provou que está em evolução nessa área, lançou um dvd superior ao que foi lançado para os gringos. Tudo bem que no fim do ano vai ser lançado em edição completa, mas nós já temos!! O DVD é duplo!!! Vale a pena comprar (ou alugar, se for o caso!).
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Márcio Panosso
16/01/2001
nota:Rate09
Não tenho o que dizer, fiquei abismado com o excelente filme que assisti quando saí do cinema. Concordo com os jornalistas que falam que esse diretor está com fama de trabalhar com atores ruins e transformá-los de um jeito que ficam ótimos e até ter uma indicação ao Oscar. Muito bom o jeito que ele retrata a sociedade da época com relação ao tráfico de drogas.
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Ariovaldo Cunha
17/01/2001
nota:Rate06
O filme mais racista dos ultimos anos. O filme não é imparcial ao dizer que os negros e os latino-americanos são os maiores traficantes do mundo. Toda a droga vem do México e nisso o filme faz questão de mostrar declaradamente. Mas se a fronteira é o problema, então porque não se pega pesado nesta fiscalização? Tecnicamente o filme até massacra os mexicanos, quando mostra a história do lado mexicano com cores inexpressivas e mostra o drama do lado americano com todas as cores. "Traffic" é racista demais, mas como é um filme americano ninguém protestou contra.
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Rafael de Lima
18/01/2001
nota:Rate010
O filme é simplesmente demais. O diretor conseguiu passar com uma perfeição incrivel os dois lados da guerra: o lado em que a droga é encarada como uma fuga de uma vida promissora e, às vezes, até monótona, e de outro uma vida desesperada, de pessoas que lançam mão de tudo por um pouco mais de conforto. Conforto que os dois lados também buscam. É um bom retrato do que acontece hoje em dia.
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Leandro Gantois
19/01/2001
nota:Rate08
O filme é muito bom, mas algumas coisas foram mal feitas e prejudicou o resultado do filme e principalmente decepcionou (apesar de ser muito bom), pois não mereceu (e nem honrou) os Oscars ganhos. O filme é dividido em três histórias, que acontecem ao mesmo tempo, e é justamente a que se passa no México que fracassa, já as outras duas são excelentes!O filme mostra mais uma vez o desprezo dos americanos com países do Terceiro Mundo. Pode notar que eles colocam a imagem meio amarelada que faz parecer quente, outra é por que os traficantes (e/ou terroristas) tem que ser sempre mexicanos, colombianos ou árabes? E ainda mais: Benicio Del Toro JAMAIS merecia o Oscar, esta premiação foi ridícula, pois nada se compara a atuação de Joaquin Phoenix no bom "Gladiador".Apesar disso, as histórias que rolam em torno de Érika (que está perfeita), Michael Douglas (que pela primeira vez consegue boa atuação) e Catherine Zeta-Jones (idem com o marido) são bem boladas e mostram muito bem o submundo das drogas. Apenas por estas partes o filme é uma obra-prima, mas quando entrar a parte do México... prejudica (e muito) o filme!"Traffic" é um excelente filme, mas que poderia ser BEM melhor. Juntando com os outros quatros filmes que concorreram ao Oscar, só é inferior a "Erin Brockovich", apesar disso merecia ir para casa de mãos abanando.
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Guilherme Lino
20/01/2001
nota:Rate09
Traffic conseguiu despontar na minha opinião, como a melhor direção de 2000. O roteiro não consegue inovar, mas já se desprendia por ser direto e mostrar a típica "novelinha" com três ótimas histórias envolvidas de um modo ou de outro pelos truques da direção (endoço) perfeita de Steven Soderbergh."
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Guilherme
21/01/2001
nota:Rate09
Muito bom! retrata a realidade, e é bom para refletir. No começo, eu achei meio entediante, mas, depois, pude ver o que é a droga. A estória foi ficando cada vez mais difícil para os viciados, e dava vontade de continuar vendo, para ver, a cada momento, o que vai acontecer com o personagem."
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