Tommy

Tommy 2010-05-22 Francisco

Título original: (Tommy)

Lançamento: 1975 (Inglaterra)

Direção: Ken Russell

Atores: Oliver Reed, Ann-Margret, Roger Daltrey, Elton John.

Duração: 111 min

Gênero: Musical

Status: Arquivado

5           10 8 5

(8 votos)

                   

Sinopse

Durante a 2ª Guerra Mundial o capitão Walker (Robert Powell), um piloto, é dado como morto, mas quando ele retorna encontra Nora (Ann-Magret), sua mulher, com Frank (Oliver Reed), seu amante. Walker é morto por Frank e, ao presenciar o assassinato de seu pai, Tommy (Roger Daltrey) recebe a ordem de Nora e Frank de nada dizer acerca do ocorrido. Assim ele se torna uma criança cega, surda e muda, mas seu problema é de natureza psicológica. Com o tempo torna-se um campeão de fliperama e, mais tarde, ídolo pop.

 

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Elenco

  • Oliver Reed (Frank Hobbs)
  • Ann-Margret (Nora Walker Hobbs)
  • Roger Daltrey (Tommy Walker)
  • Elton John (Mágico do Pinball)
  • Eric Clapton (Pregador)
  • John Entwistle (John Entwistle)
  • Paul Nicholas (Kevin)
  • Jack Nicholson (A. Quackson)
  • Pete Townshend (Pete Townshend)

Comentários

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Benedito em 06/02/2012Nota: 7     

a obra prima do The Who , comprovando que rock também é arte .Trilha clássica para bom conhecedor do rock, ilustrando o periodo traumático da segunda guerra para toda uma geração .

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FRANCSAL em 14/04/2010

Sempre atual.


Sempre Bonito.


Sempre cult.


Sempre inesquecivel.


Sempre uma ótima indicação.


 

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Teo Pasquini em 03/01/2001Nota: 5     

Um clássico! Mesmo para aqueles que, como eu (atpe agora!), desconhecem a discografia da banda The Who, "Tommy" se apresenta como um ótimo filme, com ótima história e uma trilha fora do comum! Com um visual totalmente psicodélico e participações de astros e estrelas do rock como Tina Turner e Elton John, "Tommy" se tornou um ícone do rock e do cinema-musical!

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Eduardo Roberto em 05/01/2001Nota: 4.5     

Filme muito bom, me ajudou a entender o opera-rock Tommy, antes eu imaginava como q seria o tal garoto cego, surdo e mudo, e agora eu descobri tudo! Só não dou 10 por faltar uma participação direta do The Who em suas músicas, o pessoal que cantou as músicas deles eu achei que não combinou muito.

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Bruno em 07/01/2001Nota: 5     

Essa ópera-rock do The Who é ótima, as cenas são totalmente psicodelicas e mostram um outro lado dos cultos religiosos.Até mesmo a Tina Turner ficou bemno papel de "Acid Queen".Isso sem falar que ouvir The Who é sempre muito bom.

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Marta Diogoa em 04/01/2001Nota: 5     

See me, feel me Touch me, heal me. See me, feel me Touch me, heal me! O convite à liberdade estava estampado, era algo que aparecia-nos como uma religião', um novo conceito, o extrapolar qualquer regra, costume, questionar dogmas, preceitos e principalmente combater figuras opressoras. Esse foi o cenário importado' por nós, receptores de culturas alheias, que sem muita identidade acabamos identificando-nos com isso. Falo de outra época, falo do final da década de 70, período vivo nas minhas lembranças mais prazerosas e também mais desafiadoras. O início talvez de minhas manifestações mais reprimidas, ainda que não explicitamente, mas através de pessoas próximas a quem sempre admirei e de certa forma imitei... Como já expus, essa pseudo-rebeldia estava principalmente na música e em todo acervo cultural que essa trouxe, desde as roupas até o modo de se encarar a realidade. Era época de Ditaduras, Guerras, estávamos às vésperas daquela década que se conveniou chamar de "Década Perdida"... Mas antes disso vivemos os "Anos Dourados" de desafios, o principal deles, entender meio que a distância, o que se queria fazer... Lembro dos discos que me cercavam, dos grandes festivais que estavam acontecendo, da música permeando todos os sentimentos e não poderia deixar de mencionar uma banda que foi um verdadeiro boom' onde tudo isso estava acontecendo: The Who. Uma das grandes produções dessa época foi o musical chamado "Tommy", dirigido por Ken Russell, baseado no álbum de Pete Townshend, com músicas de John Entwistle, Keith Moon, Pete Townshend e Sonny Boy Williamson. O elenco contou com participações de Oliver Reed,Ann-Margret, Roger Daltrey, Elton John, Eric Clapton, John Entwistle, Paul Nicholas, Jack Nicholson, Pete Townshend, Tina Turner (dizem que esse papel, Acid Queen seria originalmente criado para interpretação de David Bowie), Arthur Brown, Victoria Russell, Ben Aris, Mary Holland, Barry Winch, Robert Powell e Ken Russell. Tommy foi o personagem de Roger Daltrey, que após o trauma gerado por ter presenciado o assassinato de seu pai, torna-se cego, surdo e mudo por questões psicológicas. Todo esse clima de repressão veio bem a calhar, dadas as circunstâncias do período em que vivíamos de não podermos nos manifestar contra a opressão e à "lei do silêncio" que estávamos inseridos. "You didn't hear it You didn't see it. You won't say nothing to no one ever in your life. You never heard it Oh how absurd it All seems without any proof. You didn't hear it You didn't see it You never heard it not a word of it. You won't say nothing to no one Never tell a soul What you know is the Truth." A eterna busca pela liberdade manifesta-se, no filme, através da figura "doente" de Tommy, que só demonstrava reações a dor física gerada pelas agressões das pessoas que o cuidavam, mas que sabia e enxergava através de suas emoções mais incipientes. "Tommy can you hear me? Tommy can you hear me? Tommy can you hear me? How can he be saved?" Foi através de uma máquina de fliperama que Tommy começou a demonstrar que não estava morto, alcançou todos os recordes até então estabelecidos e vira um "superstar" "Ever since I was a young boy, I've played the silver ball. From Soho down to Brighton I must have played them all. But I ain't seen nothing like him In any amusement hall... That deaf dumb and blind kid Sure plays a mean pin ball !" Em todos esses momentos, a figura materna interpretada por Ann-Magret (que recebeu indicação para Oscar de melhor atriz) demonstra-se em conflito, sempre tentando "atingir" seu filho, que ficava horas "olhando-se" no espelho, como se pudesse enxergar-se. "You don't answer my call With even a nod or a twitch But you gaze at your own reflection! You don't seem to see me But I think you can see yourself. How can the mirror affect you? Can you hear me Or do I surmise? That you fear me can you feel my temper RISE. Do you hear or fear or Do I smash the mirror. Do you hear of fear or Do I smash the mirror? SMASH!" Numa situação inusitada, acaba levando seu filho a "cair dentro do espelho", momento esse que Tommy "recupera" seus sentidos e grita pela sua liberdade! "I'M FREE-I'm free, And freedom tastes of reality, I'm free-I'm free, AN' I'm waiting for you to follow me. If I told you what it takes to reach the highest high, You'd laugh and say 'nothing's that simple' But you've been told many times before Messiahs pointed to the door And no one had the guts to leave the temple! I'm free-I'm free And freedom tastes of reality I'm free-I'm free And I'm waiting for you to follow me. Chorus: How can we follow? How can we follow?" Mais que qualquer obra fictícia ou tendenciosa, Tommy atingiu nossas cabeças e corações como um furacão, repercutiu em nossas vidas trazendo-nos vontades adormecidas, palavras não proferidas, vontades e anseios jamais explicitados! "See me. Feel me. Touch me. Heal me".

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Kermit Junior em 02/01/2001Nota: 4.5     

Pioneiro em se tratando de Ópera-Rock, Tommy conseguiu prstígio e sucesso jamais imaginado antes pelos integrantes da banda The Who; qualidade sonora maravilhosa, Tommy é, realmente um filme obrigatório no acervo de todos que foram fãs de puro rock'n'roll e cinema!"

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Cícero Alberto em 06/01/2001Nota: 5     

É impressionante a atualidade de Tommy! O filme é extraordinário e a direção do Russel é nota mil! Alivia um pouquinho a saudade dos bons velhos tempos do The Who!

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