O Tigre e a Neve

O Tigre e a Neve 2010-05-22 Francisco

Título original: (La Tigre e la Neve)

Lançamento: 2005 (Itália)

Direção: Roberto Benigni

Atores: Roberto Benigni, Jean Reno, Nicoletta Braschi, Emilia Fox.

Duração: 114 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

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(7 votos)

                   

Sinopse

O poeta e professor universitário Attilo De Giovanni (Roberto Benigni) vive num mundo distante da realidade, em meio aos sonhos de conquistar a mulher que ama. Em 2003, logo depois de lançar o livro de poesia "O Tigre e a Neve", a realidade do mundo finalmente o atinge quando descobre que a mulher de seus sonhos foi ferida num dos primeiros bombardeios americanos sobre o Iraque. Ele consegue achá-la em Bagdá e se envolve então em inúmeras dificuldades para conseguir encontrar, em uma cidade destruída, os medicamentos de que ela precisa.

 

Elenco

Roberto Benigni

(Attilio de Giovanni)

Jean Reno

(Fuad)

  • Nicoletta Braschi (Vittoria)
  • Emilia Fox (Nancy Browning)
  • Giuseppe Battiston (Ermanno)
  • Lucia Poli (Sra. Serao)
  • Chiara Pirri (Emilia)
  • Anna Pirri (Rosa)
  • Andrea Renzi (Dr. Guazzelli)

Comentários

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Nahschneider em 20/08/2011Nota: 10     

Vi esse filme umas duas vezes pra dizer que é muito bom. Roberto Benigni volta depois do desastrado filme "Pinocchio" com um filme mais sério. O único problema são as inúmeras referências ao "A Vida é Bela" (guerra; o casal Benigni-Braschi). Tem que se esquecer do filme de 1997 pra poder ver "O Tigre e a Neve", senão não dá.

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Carlos Costa Moura em 06/01/2005Nota: 3.5     

O filme é bom. Novamente Benigni é enfático em sua perspectiva sobre a guerra. O final do filme também é muito bacana(surpreende mais que o "Sexto sentido"). No entanto a semelhança entre Attílio e Guido (personagem de Roberto Benigni em "A vida é bela"), é o ponto baixo do filme. Um Guido é ótimo, ou melhor excepcional, mas dois Guidos é difícil de engolir.

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Gertrudes Kurtinatisa em 04/01/2005Nota: 5     

Acabei de assistir o filme, não me contive e venho aqui para tentar expressar minhas emoções, o filme mais poético em todos os sentidos que tive o prazer de ver nos últimos tempos, poesia na fotografia, na interpretação, na música, até por incrivel que possa parecer na "guerra", muito lindo, sem mais palavras.

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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR em 03/01/2005Nota: 4     

Roberto Benigni finalmente acertou a mão e os nossos corações após "A VIDA É BELA", que lhe rendeu 3 Oscars no ano de 1997. A abertura do filme é soberba: Tom Waits ao piano tocando a balada "You can never hold back spring" enquanto Atillio (interpretado pelo próprio Benigni) adentra vestido de cueca e camiseta para o local do seu casamento e ouve a maior declaração de amor que um homem poderia receber. Na verdade, Atillio estava sonhando (aliás, este é um sonho recorrente do personagem). A soma de lirismo e humor, esse é o território em que o diretor e ator italiano sabe trafegar como ninguém. Atillio é um professor de poesia que ensina aos seus alunos que é necessário estar apaixonado pela vida para se poder escrever. E a sua aula deveria servir de exemplo a qualquer professor, tamanho a lição de amor pela matéria que ele está tentando ensinar. Quando Atillio vai falar com um poeta árabe seu amigo, Fuad (Jean Reno), ele se depara com a mulher com quem ele sonha todos as noites: Vittoria (Nicolleta Braschi, esposa de Benigni na vida real). Atillio passa a perseguí-la com o objetivo de conquistá-la, porém, Vittoria desaparece. Eis que no meio de uma madrugada, Atillio recebe um telefonema de seu amigo Fuad, dizendo que Vittoria estava internada num hospital de Bagdá, vítima de um bombardeio por parte do exército norte-americano. Atillio enviou suas duas filhas de volta para casa e partiu rumo ao aeroporto para pegar o primeiro vôo para Bagdá. Lá chegando, Atillio se depara com a situação crítica dos hospitais no Iraque. A sua amada estava inconsciiente num local nada propício para qualquer tratamento médico, sem medicações e repleto de moscas. É o próprio Atillio que tem de ir atrás de oxigênio, de suplementos médicos junto às tropas da Cruz Vermelha internacional para que Vittoria permaneça com chance de sobreviver. Ele faz das tripas coração. Aí surgem situações engraçadíssimas como quando ele consegue um camelo como meio de transporte na periferia de Bagdá, ou quando ele compra um tubo de oxigênio de um ladrão de objetos que são deixados pra trás durante os bombardeios (engraçadíssima a cena em que Vittoria com a máscara de mergulhadora e o oxigênio ligado à sua boca). O amor e a boa vontade movem montanhas para Benigni, mas com humor, pois sem ele a vida perde uma de suas essências. A cena em que Atillio e Fuad conversam sobre o passado de glória do Iraque, que a Torre de Babel havia sido construída a poucos quilômetros de onde estavam e que a partir desse fato os seres humanos não mais se entenderam, tudo isso olhando o céu de Bagdá com aqueles pontos iluminosos que denotavam um ataque aéreo dos norte-americanos, é tocante. Enquanto o ser humano acreditar que o impossível pode ser viável, como uma chuva no deserto, políticos não corruptos, ou até mesmo um tigre na neve na capital da Itália, vale a pena a jornada humana neste planeta. Belíssimo manifesto humanista de Benigni.

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Francisco Russo em 02/01/2005Nota: 3.5     

Attilio de Giovanni é um poeta atrapalhado, perdidamente apaixonado por Vittoria. Ela, porém, vive dispensando-o. Ambos têm um amigo em comum, Fuad, um poeta iraquiano que voltou a morar em Bagdá recentemente. Vittoria vai visitá-lo, para preparar uma matéria, mas a explosão de uma bomba faz com que fique à beira da morte. Ao saber da notícia Attilio parte rumo ao Iraque, em uma tentativa desesperada de salvar sua vida. Roberto Benigni continua fazendo seu personagem estabanado, que em "O Tigre e a Neve" serve até mesmo como contraponto à dura realidade da guerra no Iraque. O filme possui problemas, em especial a impossibilidade de Nicoletta Braschi em transmitir emoção e a Bagdá cenográfica, nova demais para o que a trama apresenta, mas conta com excelentes tiradas em relação à própria guerra. Benigni cita questões como os homens-bomba e as armas de destruição em massa, mas jamais em tom jocoso e sim usando a referência que o espectador têm sobre estes conceitos e o que realmente aconteceu na guerra do Iraque. Um bom filme, com deficiências mas que também provoca gargalhadas em determinados momentos.

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Léo Kildare Louback em 05/01/2005Nota: 4     

Ainda há espaço para a plenitude no cinema. Roberto Benigni traz à tona novamente o tema da guerra em seu "O tigre e a neve". Dessa vez o Iraque é o pano de fundo para uma quase história de amor entre o clownesco Attilio de Giovanni (interpretado pelo irresistível Benigni) e Vittoria (a absolutamente sem sal Nicoletta Braschi, mulher do diretor). O país, devastado pela invasão estrangeira ainda em seu início, permite ao roteiro suas maiores facetas, ao usar coisas aparentemente sem sentido para metaforizar o absurdo dessa nova guerra, que o mundo inteiro assiste sem atitude. Benigni se esconde por trás de seu dócil personagem para, assim como na obra prima "A vida é bela", escancarar o terror. Trata-se de um filme sobre os sonhos, sobre como o belo permeia o perverso lado humano. Ao proporcionar ao espectador imagens tão mágicas o filme cumpre um papel esquecido no cinema de hoje: o de mostrar que cinema pode sim ser político, mas continuar mantendo um olhar artístico e poético sobre o mundo. Caso contrário, corremos o risco de sempre assistirmos filmes com cara de reportagem de televisão. Benigni é essencial ao cinema. Detentor de uma habilidade incrível de parecer ingênuo faz um cinema rico e indispensável. Não devemos, para não corrermos o risco de frustração, esperar que cada novo filme dele seja como "A vida é bela", e que só será bom se for assim. Precisamos que ele corra risco de errar, mas que corra risco sempre, para o bem do cinema e da história, que só se beneficia com o sorriso desse grande palhaço italiano.

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