Chegou ao fim mais uma edição do projeto itinerante Cinema no Rio, que durante vinte e cinco dias levou, aproximadamente, quinze mil pessoas para praças e avenidas de 20 comunidades e municípios ribeirinhos dos estados de Minas Gerais e Bahia. A jornada começou pela primeira vez na história do projeto na nascente do Rio São Francisco, na pequena São Roque de Minas (MG) e terminou em Angico (BA) distrito da cidade de Carinhanha.
Foram exibidos 10 curtas-metragens, entre eles seis animações além de quatro longas, todos nacionais. Os destaques foram o premiado Mutum, de Sandra Kogut; Pequenas Histórias, de Helvécio Ratton; Abril Despedaçado, de Walter Salles; e a comédia Tapete Vermelho, de Luís Alberto Pereira.
Segundo os organizadores, exibir cinema nacional em locais ermos e muitas vezes de difícil acesso, apesar de ser o carro-chefe do Cinema no Rio, não é sua única ação. Outro objetivo do projeto é também incentivar e valorizar a história e a cultura das comunidades visitadas. Para isto, durante a pré-produção do projeto, uma equipe fica encarregada de produzir um vídeo documentário sobre cada localidade visitada pelo projeto. Este vídeo é sempre exibido no início das sessões.
Para Inácio Neves, coordenador do projeto, a exibição deste vídeo é um dos momentos mais importantes. “A população recebe o filme com euforia por estar reconhecendo o próprio espaço na grande tela”, diz ele. Nesta quinta edição, o Cinema no Rio buscou incentivar a população e o poder público de todas as 20 comunidades do roteiro a manter o contato com a sétima arte através da criação de cineclubes. Além disto, as fotos, mapeamentos sociológicos e estudos realizados, durante as cinco edições do evento serão organizados para a publicação de um livro, que está em fase de produção.
Francisco Russo
Luc Patrick
Magdaa
Juliane Arrudaa
Vítor Santos
Fernando Almança
Susanaa
eba
"TAPETE VERMELHO" Creio que o Brasil, precisa divulgar melhor seu próprio Brasil, cultura esta que a muito ficou alijada, em benefício de culturas estrangeiras(não que não possamos tê-las em nosso País); não concordo que devamos criticar a população por não ter interesse pelo que é nosso; o imperialismo estrangeiro sempre possuiu e ainda possui grande influência em nosso País e não será de uma hora para outra que estaremos desintoxicados do que veio e continua vindo de fora.