Leandro Gantois (e-mail),
Leitor do Adoro Cinema - Nota 7:
"O
que fazer quando o seu gosto é diferente de todos? Nada a fazer, não
é? E realmente gosto é gosto! Assim é minha relação
com "Striptease", um dos filmes mais odiados na história da
sétima arte. Mas ele está longe de ser esse lixo que todos alarmaram!
Erin Grant (Demi Moore) perdeu seu
emprego de secretária do FBI por causa do marido. Com isso ela acaba
perdendo a guarda de sua filha Ângela (filha na vida real de Demi Moore),
mas ela pede uma apelação do caso. Porém ela precisa de
dinheiro então começa a dançar numa boate stripper, mas
sua vida irá ficar complicada quando um congressista (Burt Reynolds)
se apaixona por ela.
Agora eu não entendo porque
detestaram tanto o filme. Tudo bem, às vezes realmente não dá
para levar a sério, porém não merecia os tantos Framboesas
de Ouro ganhos, até porque no mesmo ano tinha um filme bem pior: "Ed
- Um macaco muito louco". É notável que o filme não
é tão ruim, claro que não é nenhuma obra-prima mas
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tem coisas bem piores que inclusive concorrem (ou ganham) Oscars.
O elenco também não
está uma porcaria, tanto é que no mesmo ano em que Demi Moore
ganhou o Framboesa de Ouro de pior atriz por este filme e "A Jurada",
ela concorreu ao Globo de Ouro por "O Preço de uma Escolha".
Aqui ela tem altos e baixos, é notável que na metade final a deusa
fraqueja em alguns pontos. Burt Reynolds está aturável, para falar
a verdade eu nunca o vi atuando bem, pois no filme "Um tira e ½"
ele está lamentável. A filha de Demi Moore faz uma boa performance.
O problema de "Striptease"
é que o filme se perde pelos gêneros, pois ora é comédia,
ora drama e ora suspense policial. Mas todos funcionam, por exemplo, a parte
de piadas eu consegui me divertir, não sei se sou muito feliz mas foram
divertidas. O drama apresenta alguns erros, mas nada que prejudique o andar
do filme. Já o suspense policial falha muito.
"Striptease"
é um filme que deve ser assistido sem levar muito a sério, algumas
horas dá até para tirar algumas mensagens (vão achar que
eu estou maluco). Como, por exemplo, tudo o que uma mãe é capaz
de fazer por seu filho ou mostrando o quanto os políticos são
hipócritas (sem quer generalizar) e ainda uma parte muito interessante,
no qual Burt Reynolds diz que é um congressista e o ex-marido de Erin
diz que rouba cadeiras de rodas, por isso os dois têm muito em comum.
Obs. O filme tem uma ótima trilha sonora (que por sacanagem premiaram
com o FO), aquelas típicas de boates no final da década de 80
e início de 90."