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Sonhos

titulo original: (Yume)

lançamento: 1990 (Japão)

direção: Akira Kurosawa

atores: Akira Terao , Mitsuko Baisho , Toshie Negishi , Mieko Harada , Mitsunori Isaki

duração: 119 min

gênero: Drama

status: arquivado

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ficha técnica:

  • título original:Yume
  • gênero:Drama
  • duração:01 hs 59 min
  • ano de lançamento:1990
  • site oficial:
  • estúdio:Akira Kurosawa USA
  • distribuidora:Warner Bros.
  • direção: Akira Kurosawa
  • roteiro:Akira Kurosawa
  • produção:Mike Y. Inoue e Hisao Kurosawa
  • música:Shinichirô Ikebe
  • fotografia:Kazutami Hara, Takao Saitô e Masaharu Ueda
  • direção de arte:Yoshirô Muraki e Akira Sakuragi
  • figurino:Emi Wada
  • edição:Tome Minami
  • efeitos especiais:Industrial Light & Magic / Den-Film Special Effects Unit / Ohira Special Effects

imagens - 2

Sonhos Sonhos

sinopse:

São oito segmentos. No primeiro, "A Raposa", uma criança é avisada pela mãe que não deveria ir à floresta quando há chuva e sol, pois é a época do acasalamento das raposas, que gostam de serem observadas. Mas ele desobedece os conselhos e observa as raposas, atrás de uma árvore. Ao retornar para casa sua mãe não o deixa entrar e lhe entrega um punhal, dizendo que como ele havia contrariado a raposa ele deveria se matar, mas ela sugere algo que pode remediar a situação. Na segunda, "O Jardim dos Pessegueiros", o irmão mais novo de uma família, ao servir chá para as irmãs, depara com uma moça que foge. Indo ao seu encalço, nota que ela é uma boneca e depara com os pessegueiros da sua casa totalmente cortados, restando só tocos. Os espíritos dos pessegueiros surgem para ele e, em uma dança melancólica, dizem que as bonecas são colocadas para enfeitar e festejar a florada dos pessegueiros, mas como eles não mais existem naquela casa não fazia sentido a presença das bonecas. Na terceira, "A Nevasca", o líder de uma expedição, junto com seu grupo, se vê em meio a uma nevasca. Eles sucumbem a nevasca, mas repentinamente surge uma linda mulher que envolve o líder com uma echarpe prata. Ele percebe que ela é a morte, que se transforma em uma horrenda figura, então ele vê que está próximo do acampamento e tenta acordar os companheiros, mas não consegue. Ouve então uma corneta, indicando que o acampamento está mais próximo do que imagina. No quarto, "O Túnel", ao entrar em um túnel o capitão de um exército é surpreendido por um cão, que ladra para ele. Atravessa então o túnel em curtos passos. Na saída ouve alguém caminhar e depara com um dos seus soldados morto em combate, que pensa não estar morto. No quinto conto, "Corvos", um jovem pintor, ao observar as pinturas de Van Gogh, entra dentro dos quadros e se encontra com o pintor, que indaga por qual razão ele não está pintando se a paisagem é incrível, pois isto o motiva a pintar de forma frenética. No sexto conto, "Monte Fuji em Vermelho", o Fuji entra em erupção ao mesmo tempo ocorre um incêndio em uma usina nuclear, provocado por falha humana. É desprendida no ar uma nuvem de radiação. Um homem relata ser um dos responsáveis pela tragédia e diz preferir a morte rápida de um afogamento à lenta provocada pela radiação. No sétimo, "O Demônio Chorão", ao caminhar um viajante encontra um demônio, que lamenta ter sido um homem ganancioso e, como muitos, transformou a terra em um lastimável depósito de resíduos venenosos. No último, "Povoado dos Moinhos", um viajante chega à um lugarejo conhecido por muitos como Povoado dos Moinhos. Lá não há energia elétrica e tampouco urbanização. Um idoso, ao ser indagado, relata que os inventos tornam as pessoas infelizes e que o importante para se ter uma boa vida é ser puro e ter água limpa.

elenco:

  • Akira Terao (I)
  • Mitsuko Baisho (Mãe de T)
  • Toshie Negishi (Mãe levando filho)
  • Mieko Harada (Fada da Neve)
  • Mitsunori Isaki (T - garoto)
  • Toshihiko Nakano (T)
  • Yoshitaka Zushi (Recruta Noguchi)
  • Chosuke Ikariya (Demônio)
  • Chishu Ryu (Velho)
  • Martin Scorsese (Vincent Van Gogh)
  • Mieko Suzuki (Irmã de T)
  • Hisashi Igawa

comentários

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Juliano Regis
02/01/2001
nota:Rate09
8 contos que abordam situações através de um ponto de vista poético que quem sabe para os ocidentais não seja tão fácil de compreender. As situações não são tão cotidianas assim, porém a beleza com que o diretor aborda valores como honra, lealdade e coragem faz valer o filme. Situações pitorescas, uma fotografia maravilhosa, tudo coreografado e pensado pelo mestre. Recomendo!
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André Batista
03/01/2001
nota:Rate010
A genialidade de Akira Kurosawa permea todo o filme, esbanjando uma maturidade impar... Em SONHOS, aparecem 8 historias, das quais 7 são trágicas, macabras, relatando a crueldade do homem diante do poder e dos dominados. Já na última história mostra como a vida de uma forma simples, singela consegue através do amor transformar o ser humano, mostrando como o amor pode transformar todas as outras 7 histórias.
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João Luiz Romão
04/01/2001
nota:Rate010
"Sonhos" é um filme sensível. Um poema que traduz a sensibilidade de seu diretor. Todos os episódios são muitos bons. A cultura japonesa, o sentimento de medo do ser humano diante das tragédias (presentes e futuras), a preservação do meio ambiente, a esperança, são alguns entre vários temas tratados com maestria por Kurosawa. "Sonhos" é ou pode ser uma realidade. Vale a pena sonhar.
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Fernanda Ferreira da Silvaa
05/01/2001
nota:Rate010
Este filme contém uma estética totalmente experimental, a direção sempre brilhante de Akira kurosawa e conta com a participação de Martin Scorsese como ator. Um filme fantástico que vale apena assistir!
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Ilton C. Dellandréa
06/01/2001
nota:Rate010
Há filmes mais ou menos marcantes e isto depende muito da personalidade e do sentimento de cada um. Quando vi SONHOS, de Akira Kurosawa, meus conceitos sobre a sétima arte se alteraram profundamente e percebi, com muita clareza, que Hollywood é uma fábrica de filmes e não de cinema. Dividido em nove episódios, nem todos guardam a mesma qualidade e um ou dois, mesmo, chegam à raia da pieguice (principalmente aquele sobre as explosões atômicas tendo como fundo o Monte Fuji). Mas não deixa de ser um alerta sobre uma possibilidade chocante e, esta sim, nada piegas. A poesia de A Cidade dos Moinhos é comovedora e a fotografia e a própria música se sobressaem, talvez superiores mesmo aos diálogos, nem por isto menos importantes. Cinema é uma arte visual e as tomadas desse episódio são magníficas.É um verdadeiro achado, no episódio sobre Van Gogh, a explicação que este próprio dá à extirpação da própria orelha, e que demonstra, na visão do diretor, seu verdadeiro amor à arte. Mas o episódio mais inquietante e profundo é o do soldado que, a caminho do lar de seus pais, precisa ser convencido de que, com seus companheiros, foi morto numa batalha em que o único sobrevivente foi seu comandante. Poderá haver algo mais aterrador do que alguém precisar ser convencido de que está morto?
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Carlos
07/01/2001
nota:Rate010
A fotografia contida neste filme de Akira Kurosawa, realizada pelos mestres Hara, Saitô e Ueda, é algo pouco visto em cinema. Todos episódios apresentam uma plasticidade eloquente, mesmo com poucos textos é de fácil assimilação a mensagem que Akira quiz trazer. O filme todo é uma grande obra de arte. Korosawa nos brinda com uma verdadeira viagem de imagens, e uma das cenas mais inusitadas que já vi, trata-se do funeral de uma vila Japonesa, com um festival de cores, coreografia e música.
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Carlos José
08/01/2001
nota:Rate08
A ultima parte do filme, O povoado dos moinhos, para mim e uma das pecas mais interessantes que assisti.Ali aparece um lindo cenario e a estoria apresentada e a mais pura realidade.
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Carlos Alexandre
09/01/2001
nota:Rate010
"Sonhos" é um filme bastante despretencioso em sua concepção estética. A imagem de um trem que aparece apenas para ilustrar uma metáfora dita por Van Gogh, um cão rosnando com cantis amarrados na cintura para dar um quê de subjetividade em uma cena, o ritmo lento para criar expectativa, nada disso pode ser considerado original. Os personagens travam diálogos sem muita profundidade e os temas são abordados sem rodeios. Os episódios também apresentam alguns pontos de contato, o que não chega a criar significados que exijam uma análise mais acurada. Mas tudo isso acaba funcionando bem, uma vez que é a carga dramática e /ou lírica de cada episódio o que eles têm de mais expressivo. Como não se encantar com "Sol em meio à chuva", onde paulatinamente vamos nos embrenhando no universo das fantasias infantis? Como não se angustiar com a visão dos castigos do inferno figurados num campo devastado por radioatividade em "O demônio chorão"? Como não se identificar com o estudante de belas-artes que passeia nos quadros de Van Gogh e até faz uma entrevista com ele em "Corvos"? Você já está ficando com vontade de ver o filme?
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Weslei Santiago
10/01/2001
nota:Rate010
Um filme surpreendente que te leva a pensar sobre sua própria existência. Os sonhos sempre começam sem sentido e o diretor Akira mostrou isso perfeitamente em cada sonho e com uma beleza fora do comum, relatando como é que realmente veremos o mundo daqui a alguns anos. Cada sonho é uma lição de vida, onde Akira nos ensina que devemos observar cada detalhe da vida, temos que viver e sentir a vida todo o tempo e não deixar que as pequenas coisas e belas passem à nossa frente sem sequer percebermos. Assiti esse filme a alguns anos atrás. Ele é uma filme difícil de encontrar em qualquer locadora, mas vale a pena procurar. Foi o melhor filme que assiti em toda a minha vida e recomendo a todos. Não vão se arrepender.
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José Luiz Pedro
11/01/2001
nota:Rate010
Com certeza o filme mais belo, poético e brilhante que já vi. Desde a primeira vez que assisti, lembro de diversas cenas fantasticas desse filme. É de uma poesia e sutileza impar. Está entre as maiores obras de arte da história do cinema, superando com certeza classicos como Cidadão Kane ou Amacord.
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Élson César Fachin
12/01/2001
nota:Rate010
FABULOSO! A arte de cada um dos 8 episódios é fantástica. Independentes, cada um dos "sonhos" têm sua particularidade dando ênfase a sons e expressões de maneira única. Vale a pena. Dica: começar assistindo ao 8² sonho "O povoado dos Moinhos" somente curtindo o som, sem ver a imagem (desconectar o cabo de vídeo da TV, deixando apenas o aúdio conectado).
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Lucas Barredo
13/01/2001
nota:Rate010
Simplesmente um filme que transcende as barreiras da imagem no cinema e torna-se capaz de levar mensagens profundas acerca da vida. Ótimo e indispensável para qualquer amante do cinema.
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Roberto F. Filho
14/01/2001
nota:Rate010
A direção de Kurosawa intercalou de maneira perfeita a crítica ao absolutismo, tornando a obra dinâmica e atemporal. Realmente não é para os indoutos, desde que exige demasiada percepção espiritual e filosófica, além do conhecimento da cultura oriental para que se alcance um conhecimento mínimo. A complexidade reside na forma como os personagens, muitos deles aspectuais, em interatividade com o meio físico, cultural e religioso, gerenciam as emoções e decisões em prol de uma sociabilidade conflitante, desta forma, simulando a vida real. A maior virtude da obra é fomentar inúmeras questões metafísicas, e por conseqüência, geradora de criticidade excelsa.
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Lívia Anjosa
15/01/2001
nota:Rate010
Sonhos é um filme fora do comum. É algo que mexe com seus conceitos e com seu íntimo. Sinceramente como não consegui notar nenhum defeito em todo o filme -se eles existem, são totalmente camuflados pela sua beleza e poesia... Akira Kurosawa conseguiu eternizar os seus sonhos tão revestidos de profundos significados.
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Eduardo H. Nishimura
16/01/2001
nota:Rate010
Excelente! Necessária uma visão detalhista sobre o cenário, expressões, dicção, conteúdo e paciência oriental. Sem estes, o expectador certamente não chegará até o meio...e classificará como "filme chato".
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Vinno Soufern
17/01/2001
nota:Rate010
Este filme é digno de ser dito: Obra de arte! É o único comentário a ser feito a respeito desse, que sem duvida alguma, é a maior expressão artística do cinema mundial, algo de extrema beleza, raro no cinema.
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marcelo
18/01/2001
nota:Rate010
Filme poesia, um mergulho profundo no inconsciente humano. É a prova que sem grande recursos e sem pirotecnia tecnológica é possível fazer um filme perfeito. Porém, não é para qualquer um. É necessário ter a mente e coração livre.
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Victor Moretti
19/01/2001
nota:Rate010
O filme em si, tende a mostrar um pouco de Akira, pois parece que cada episódio é uma reflexão simbólica de sua vida e infância. Por exemplo, no 1° episódio, todos os acontecimentos mostram de forma clara que aquele menino deveria se matar, pois o arco-íris é um fenômeno óptico, não possuindo nem começo nem fim.Mas isso, na verdade, é uma conotação..a morte do menino na verdade não é física, é uma comparação com sua infância, portanto o menino matou seu eu infantil, pois havia perdido toda sua inocência ao ver o "casamento" das raposas, que de forma denotativa, seria uma cena de sexo, que por acaso é algo instintivo, animal, daí o porque são pessoas pintadas de raposas, representando o lado instintivo do homem. Concluindo, Akira é um gênio do movimento literário simbolista."
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Luís Carlos Gurgel do Amaral
20/01/2001
nota:Rate010
Kurosawa, o monstro sagrado do cinema, brindou-me com aquele que é, indubitavelmente, o melhor filme de minha vida. o misto de fortes ingredientes oníricos do roteiro, exuberância de cores e de fotografia (característica típica do cinema oriental), música impressionante, interpretações intimistas, elementos da tradição japonesa, poesia e notório dom do diretor para a pintura coloca-o no panteão dos melhores diretores de cinema de todos os tempos (e para mim ele é o melhor). mais do que surreal, esse filme onírico fez com que eu passasse meses à procura de filmes e livros que tivessem a mesma carga de subjetividade, vasão à imaginação, lirismo, enfim, elementos indispensáveis para as mentes mais imaginativas e que vivem sob a opressão da pesada vida real. para todos os amantes do cinema e de todas as formas de arte, sonhos é um filme obrigatório.
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Ildegarda
21/01/2001
nota:Rate010
Um filme brilhante, de extrema sensibilidade diante dos dramas centrais da existência humana. O sonho no qual aparece um saldado que não quer acreditar que está morto, e depois um exército inteiro, é como um grito que nos desperta para a insanidade que é toda guerra. No sonho com Van Gogh, as palavras do pintor a respeito da beleza da paisagem são a tradução dos sentimentos dos espíritos mais contemplativos diante das imagens magníficas da natureza. O último sonho é uma viagem a um universo de sentimentos e valores elevados e raros. Nos falei dos outros sonhos, porém são igualmente mágicos. O filme é uma poesia, em cores e em movimento.
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Rafael Vespasiano
11/01/2010
nota:Rate010

Contemplação, essa é a palavra que melhor define e é o que devemos fazer em relação ao filme "Sonhos", do mestre máximo do Japão, Akira Kurosawa. Os oito sonhos apresentados no filme são formas extravagantes de ver o mundo, por isso mesmo são sonhos, mas ao mesmo tempo são reais, pois falam de problemas do mundo contemporâneo, como a poluição e a ameaça nuclear, mas o filme deixa ao final dele uma mensagem de otimismo para enfrentar esses problemas. Uma belíssima obra cinematográfica. Fotografia esplêndida! Dez!


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