Sonhos Tropicais

Sonhos Tropicais 2010-05-22 Francisco

Título original: (Sonhos Tropicais)

Lançamento: 2002 (Brasil)

Direção: André Sturm

Atores: Carolina Kasting, Bruno Giordano, Lu Grimaldi, Flávio Galvão.

Duração: 120 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

5           10 8 5

(8 votos)

                   

Sinopse

Em 1889 chega ao Rio de Janeiro no mesmo navio o sanitarista Oswaldo Cruz (Bruno Giordano), que retorna ao país após anos de estudo na Europa, e a jovem Esther (Carolina Kasting), polonesa que veio ao Brasil na promessa de se casar e constituir família. Cruz logo consegue emprego como médico de uma fábrica de tecidos, enquanto que Esther não tem a mesma sorte, logo descobrindo que a proposta de casamento era apenas uma farsa, preparada no intuito de trazer ao país jovens polonesas, as "polacas", para trabalharem como prostitutas nos bordéis da cidade. Inicialmente Esther resiste ao destino a ela traçado mas, sem opção, acaba cedendo e recebe a ajuda de Vânia (Lu Grimaldi), polaca que nem ela que foi vítima do mesmo golpe anos atrás. Enquanto isso Cruz começa sua ascensão na medicina local, assumindo o comando do Instituto Soropédico de Manguinhos, onde pesquisa a cura de doenças como a peste e a febre amarela. Com o país em colapso financeiro, devido às recusas de diversos navios em aportar no Rio de Janeiro para levar as exportações brasileiras, devido ao alto risco de contágio nas diversas epidemias existentes na cidade, o Presidente Rodrigues Alves (Cecil Thiré) decide, em 1903, implantar um programa de saneamento e urbanização no Rio, capital do país na época. Para tanto conta com o apoio do Prefeito Pereira Passos (Nelson Dantas), que fica responsável pela área urbanística da cidade, e de Oswaldo Cruz, encarregado de combater as epidemias existentes. Decidido a combater as doenças, Cruz não abre mão de utilizar medidas drásticas, que muitas vezes acabam sendo ridicularizadas pela população e até mesmo por integrantes do próprio governo. Entretanto, com o tempo as medidas de Cruz se mostram eficazes. Até que, na tentativa de extinguir a rubéola, Cruz propõe que todos os maiores de 6 meses sejam obrigados a se vacinarem. Temerosos com a vacina, a população se revolta contra tal medida e, auxiliada pela formação de uma aliança entre os opositores ao governo, desencadeia a Revolta da Vacina.

 

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Elenco

  • Carolina Kasting (Esther)
  • Bruno Giordano (Oswaldo Cruz)
  • Lu Grimaldi (Vânia)
  • Flávio Galvão (Dr. Cardoso de Castro)
  • Celso Frateschi (Sales Guerra)
  • Ingra Liberato (Emília)
  • Bukassa Kabengele (Prata Preta)
  • Douglas Simon (Amaral)
  • Cecil Thiré (Presidente Rodrigues Alves)

Comentários

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Francisco Russo em 02/01/2002Nota: 3.5     

Bom filme. Muito bem produzido, bem dirigido e com uma boa escolha de elenco. Nenhum dos atores chega a brilhar em cena, mas todos cumprem bem o que seus personagens pedem. A opção em mesclar a história real de Oswaldo Cruz com a fictícia de Esther dá uma maior leveza à trama e tira dela o formato de cinebiografia, que poderia tender para o documentário sobre a vida do personagem enfocado. O filme peca apenas por ser um pouco extenso demais, mas nada que o atrapalhe muito."

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Carlos Dunham em 03/01/2002Nota: 3     

Do ponto de vista artístico, o filme é pálido, sem vida, alternando boas e más interpretações (o ator belga intérprete de Prata quase rouba o filme) e cenários e figurinos que, aparentemente, pensam que apenas por serem adequados à época não precisariam "vestir o personagem". Mas os maiores problemas do filme não são com a película em si, eles dizem respeito a circunstâncias de produção: os milhares de ratos que aparecem no filme foram pintados com tinta cinza, em um flagrante desrespeito aos animais que, não é difícil imaginar, devem ter se sentido absolutamente incomodados com a "nova coloração" (tudo, aparentemente, para economizar alguns níqueis com a computação gráfica e a tecnologia digital). Além disso, a personagem de Carolina Kasting, Esther (uma cidadã polonesa membro da digna religião judaica) é tratada no filme pela designação pejorativa de "polaca" sem nenhuma restrição ao termo, como se o mesmo não fosse ofensivo! Como se não bastasse, no release distribuído nas sessões fechadas do filme o mesmo termo pejorativo foi empregado cerca de 15 vezes, sem nenhuma preocupação com o fato de que tal designação humilha e ofende os cidadãos poloneses."

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Murilo Mello em 10/01/2002Nota: 5     

O tema escolhido é extremamente pertinente e actual, já que em pleno século XXI, o Brasil continua necessitando de personalidades empreendendoras e corajosas com a de Oswaldo Aranha e o povo brasileiro continua tentando obter vantagens desmedidas, boicotando nossa maturação.

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José Bispo em 07/01/2002Nota: 5     

Este filme é realidade no seculo passado ainda tem coisa piores que essa; isso é só um começo de um filme para mostrar pra todo mundo como era a vida das pessoas antigamente. vcs estao de parabens por ter amostrado um filme de realidade. espero que continue fazendo melhor.

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Karlaa em 09/01/2002Nota: 5     

Já tinha ouvido falr do filme,mas nao tinha interesse em ver,ate que um dia parei pra ver e me surpreendi!!!muitissimo bem dirigido,o aspecto historico é mostrado de uma forma que vc realmente passa a entender melhor o que foi a revolta da vacina.A atuacao de Carolina e sta perfeita! Eu gostei muito do filme!

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Salime Hadada em 05/01/2002Nota: 5     

O filme traz um período importante da história da saúde pública no Brasil, pouco conhecido, que marcou a nossa trajetória de políticas sociais de saúde. Acho o belíssimo e brilhante! gostaria que no Brasil existissem mais filmes de conteúdo histórico como este.

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Daniel Paduan em 08/01/2002Nota: 5     

Muito bom...incentivo para que esses tipos de filmes históricos, seja produzido com variois outros assuntos...é importante lembrar que para o nivél academico, como forma de trabalhos são imprecendível..eu recomentdo!

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Allan Bispo em 06/01/2002Nota: 5     

Filmes como este mostram que o Brasil não é so feito por traficantes, bandidos e cangaceiros. Vejam quantos filmes e livros fizeram de Lampião? Tudo quanto é bandido brasileiro ja virou héroi de cinema. Ja existe cessão de direitos do Fernandinho Beira Mar e Escadinha. Infelizmente os cineastas brasilerios adoram eternizar heroicamente os bandidos e todos os desviados de conduta que aparecem por aí. Os americanso adoram premiar estes tipos de filmes porque ajudam a denegrir mais ainda a nossa imagem que álias eles fazem de tudo para manchar. Nossos verdadeiros hérois ( e heroínas) ficam na obscuridade. Alguém sabe quem foi e o que fizeram Eurípedes Barsanulfo? Adolpho Bezerra de Menezes? Frederic Figner? e tantos? Pois é assim mesmo. Como é que podem premiarem um filme como o " Contra todos", que todo mundo que assitiu foi contra, e darem somente uma indicação de Arte para Sonhos Tropicais? O filme tem história, uma fotografia super bem cuidada e uma exelente produção. E principalmente é a história real de um Herói Brasileiro.

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