O Sol É Para Todos

O Sol É Para Todos 2010-05-22 Francisco

Título original: (To Kill a Mockingbird)

Lançamento: 1962 (EUA)

Direção: Robert Mulligan

Atores: Gregory Peck, John Megna, Frank Overton, Rosemary Murphy.

Duração: 129 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

5           10 10 5

(10 votos)

                   

Sinopse

Jean Louise Finch (Mary Badham) recorda que em 1932, quando tinha seis anos, Macomb, no Alabama, já era um lugarejo velho. Nesta época Tom Robinson (Brock Peters), um jovem negro, foi acusado de estuprar Mayella Violet Ewell (Collin Wilcox Paxton), uma jovem branca. Seu pai, Atticus Finch (Gregory Peck), um advogado extremamente íntegro, concordou em defendê-lo e, apesar de boa parte da cidade ser contra sua posição, ele decidiu ir adiante e fazer de tudo para absolver o réu.

 

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Elenco

Gregory Peck

(Atticus Finch)

  • John Megna (Dill Harris)
  • Frank Overton (Xerife Heck Tate)
  • Rosemary Murphy (Miss Maudie Atkinson)
  • Ruth White (Sra. Dubose)
  • Brock Peters (Tom Robinson)
  • Estelle Evans (Calpurnia)
  • Paul Fix (Juiz Taylor)
  • Collin Wilcox Paxton (Mayella Violet Ewell)

Comentários

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pelegrins em 13/11/2011

Durante muito tempo aguardei a oportunidade de assistir a este filme. Quando finalmente o encontrei em uma locadora e o assisti...Quanta decepção!
Em algumas cenas, como quando uma criança dá um sermão aos marmanjões, sentí-me constrangido e cosnternado ao extremo. As caretas de Peck estão no seu ápice. As interpretações nas cenas de depoimento do réu e da suposta vitima são absurdamente ruins. Realmente deprimente. Peck faz parte daquele grupo de astros que nunca foram "atores" e sim "tipões", como Gable, Bogart e tantos outros que faziam sempre o mesmo papel e as mesmas caretas, e desse mesmo modo agradavam o público.
Amigos, jamais eu faria uma critica assim tão aspera por falta de lisura. Não entendo como um filme tão ruim possa ser tão cultuado. Não é o pior filme que eu já ví, mas com certeza é o que mais me decepcionou.

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Alma Envenenada em 08/10/2011

Sinto fascínio por filmes em preto e branco.Não tenho muito a dizer uma vez que o filme foi analisado à exaustão e não é para menos: um filmaço.Desnecessário comentar a atuação do grande Gregory Peck, achei as crianças um encanto.Alías no início o filme parecia até dirigido aos pequeninos.Bem, eu tenho um coração de criança, modéstia à parte. Um filme útil para ser exibido em aulas de Sociologia, Filosofia,História e Psicologia.

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Alma Envenenada em 08/10/2011

Sinto fascínio por filmes em preto e branco.Não tenho muito a dizer uma vez que o filme foi analisado à exaustão e não é para menos: um filmaço.Desnecessário comentar a atuação do grande Gregory Peck, achei as crianças um encanto.Alías no início o filme parecia até dirigido aos pequeninos.Bem, eu tenho um coração de criança, modéstia à parte. Um filme útil para ser exibido em aulas de Sociologia, Filosofia,História e Psicologia.

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Rafael Vespasiano em 19/03/2010Nota: 5     

O sol é para todos:


Um clássico supremo, com roteiro, direção de arte, trilha sonora e direção (Robert Mulligan) impecáveis; atuação memorável, talvez a melhor, de Gregory Peck (por esse trabalho excepcional recebeu o Oscar de melhor ator), agora as atuações que me surpreenderam positivamente e quase me levou às lágrimas, foram as interpretações de um casal de atores mirins, que faziam os filhos do advogado Atticus (Peck), pois o filme trata de um tema muito difícil para a época (anos 60) e que é ainda hoje um tema polêmico, o racismo contra negros, porém o filme enfoca principalmente a visão infantil, ingênua e pueril, mas de extrema sabedoria, dos filhos de Atticus, a visão deles em relação ao racismo e a sua incompreensão contra tamanha idiotice. A história se passa numa cidadezinha do sul dos EUA, tipicamente racista, é quando um negro, claramente inocente, é acusado de estuprar uma jovem branca, o único que acredita nele e o defende é o advogado vivido por Peck, de forma sensível e bastante humana, a cidade se volta contra ele e sua família, que se resume aos filhos e a uma empregada, a esposa-mãe já é falecida, mas a hipocrisia e o racismo impera, mas mesmo assim com esse realismo trágico e infeliz, mas verdadeiro, fica uma lição de humanidade, do advogado Atticus e, principalmente, de seus filhos, pois volto a ressaltar o filme todo se passa sob o olhar dessas duas crianças, pondo uma visão infantil sobre o racismo, mas de muita sensibilidade e sabedoria. Robert Duvall interpreta uma personagem fundamental para o desfecho do filme. Ótimo filme! Dez!

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Ander em 27/10/2009

9. Ótimo filme. Trabalha diversas questões, como o preconceito étnico, intolerância, a lealdade, enfim, recomendo esse filme. Gregory Peck está excelente em sua atuação, e as crianças também atuam de uma forma que chega a comover em alguns momentos.

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Mari Malheirosa em 10/01/2001Nota: 5     

Fui assistir o filme acreditando ser uma pessima adaptaçao do maravilhoso livro de Harper Lee, mas q surpresa otima!!!! O roteiro é muito bom, quase impecável, só peca em alguns pontos que fiaca um pouco obscuro pra quem ñ leu o livro mas a historia vai a fundo da consciencia d um homem, ateh q ponto nossas idéias (ou ideais, crenças, preconceitos, como preferirem) nos concedem fazer justiça? Gregory Peck foi a melhor escolha para Atticus Finch e a atuaçao das tres crianças da historia tbm comove e nos faz refletir o q realmente somos capazes de fazer!

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Renato Castro em 05/01/2001Nota: 4.5     

Sem saudosismo, este é um daqueles filmes q fazem falta hoje em dia!Com o racismo como pano de fundo, na verdade trata de um homem cumprir ou não a sua tarefa (no caso o advogado -G.Peck). Chamou-me a atenção o papel da menina, filha do advogado; sem descambar para as falas de pequenos "gênios" que Holywood poe na boca das crianças dos filmes atuais, ela na verdade vai ao cerne da questão, na cena em que o pai vai para a frente da cadeia tentar evitar o linchamento de seu cliente na véspera do julgamento. Uma boa história, um bom diretor, excelente fotografia em b.&p. e ainda G.Peck! Tinha que sair um grande filme!

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Viviane de Cássiaa em 08/01/2001Nota: 5     

Maravilhoso filme em preto e branco com uma atuação impecávelde de Gregory Peck...com certeza um dos melhores filmes da decada de 60, prende nossa atenção o tempo todo...maravilhoso.

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Roberto Moutinho Costa em 04/01/2001Nota: 4.5     

Um dos melhores filmes da minha vida. Que gracioso e simples. Que fascinante e tenso. Quando tudo parece estar tomando o rumo certo, dá errado. Gregory Peck está impecável como pai e ainda melhor como advogado. Atticus Finch é um dos personagens que faz parte da história do cinema. Um filme suave, mas que fará você pensar de uma outra forma, e que você considerará um dos melhores de sua vida. Isso é "O SOL É PARA TODOS". Um dos melhores filmes de nossas vidas.

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Marcelo Zambon em 02/01/2001Nota: 5     

A Estupidez da Intolerância "O Sol É Para Todos" é sublime. Um filme arrebatador, sensível, marcante e memorável, merecedor de ser considerado um dos cinqüenta melhores filmes de todos os tempos, talvez o mais importante filme americano da década de sessenta. Adaptação da obra "To Kill a Mockingbird" de Harper Lee pelo roteirista Horton Foote, é um drama sobre o melhor e o pior do ser humano e as crueldades e desumanidades de que somos capazes de cometer. Atente logo para a singela abertura do filme, que é diferente, mas não por isso menos interessante e intrigante. Tudo começa na pequena cidade sulista de Maycomb na época da depressão. Atticus (Gregory Peck) é um advogado simples que vive com seus dois filhos e sua empregada sem nenhum luxo, porém com muita dignidade. Os filhos de Atticus são obedientes, responsáveis e, principalmente, educados. Mesmo ainda pequenos, já aprenderam com o pai os princípios da justiça, do respeito e da igualdade. Aliás, as duas crianças promovem cenas de pura sensibilidade, além de grande valor e significação para uma melhor convivência. A relação entre pai e filhos é harmoniosa, terna, e ainda mais solidificada, já que Atticus é pai e mãe ao mesmo tempo. Quando aceita defender o negro Tom Robinson (Brock Peters), acusado de estupro a uma moça branca, Atticus passa a sofrer o ódio e o racismo de alguns habitantes da cidadezinha, inconformados com a defesa do advogado. Ao mesmo tempo que leva o caso adiante, tenta proteger os filhos dos mesmos sentimentos de que é vítima sem nunca instigar ou promover a violência. No dia do julgamento, Atticus prova a inocência do réu, evidenciando a hipocrisia e o cinismo de tal acusação de caráter preconceituoso, uma vez que jamais ele deveria ter sido levado a julgamento, visto a falta de provas evidenciais. Ainda assim, o veredicto não envereda pelos caminhos da justiça e o desfecho da história é surpreendente e, porque não, reconfortante. Há pelo menos quatro grandes momentos que tocam fundo e é fácil se encantar : 1) quando a filha de Atticus, Scout (Mary Badham), num momento que o pai era pressionado por alguns moradores, afugenta-os apenas com a conversa que tem com um deles; 2) a história de "como matar um sabiá" que Atticus conta aos filhos e já no final do filme é compreendida pela filha; 3) o desfecho inusitado anunciado pelo xerife de Maycomb (Frank Overton) e 4) a cena da saída do tribunal de Atticus, após defender Tom Robinson, quando os negros ficam todos de pé para saudá-lo. Aliás essa cena faz o durão Burt Reynolds se desmanchar em lágrimas, como demonstrou no documentário do American Film Institute (AFI) sobre os 100 filmes americanos do século, em que O Sol É Para Todos ocupou a 34º posição. Robert Duvall faz uma pequena ponta no importante papel de Boo Radley, um jovem maltratado pelo pai com um passado misterioso que é motivo de medo e fascínio para os filhos de Atticus. Eles colecionam os pequenos objetos que Boo deposita na árvore em frente a sua casa (lembre-se da abertura do filme). A impressão que transparece é que Gregory Peck se entrega totalmente ao personagem, com todo coração e incontestável sinceridade, fazendo a sua escolha perfeita para o papel. Fica difícil imaginar outro ator interpretando Atticus, que é o que deveríamos considerar um verdadeiro herói, afinal é íntegro, justo e tolerante. Talvez o melhor desempenho de Peck, o papel de sua carreira, vivendo um advogado comedido, contido e humano, bem ao estilo do próprio Gregory na vida real, um ser humano de primeira grandeza. Como não podia ser diferente, ele arrematou o Oscar de melhor ator do ano. O filme ainda ganhou o prêmio pela excelente direção de arte que, quando consegue atingir o objetivo primordial que é fazer com que os espectadores se sintam realmente inseridos, remetidos à época retratada, engrandece o filme passando mais credibilidade. O estupendo roteiro adaptado de Horton Foote também levou a estatueta. O diretor Robert Mulligan, a pequena Mary Badham como atriz coadjuvante, a trilha sonora (Elmer Bernstein) a fotografia (Russell Harlan) e o filme receberam indicações ao Oscar. O Sol É Para Todos é um dos primeiros filmes a tratar da intolerância racial e a discriminação nos Estados Unidos de forma real, sem pieguismos e sem presunções. É um filme onde um homem branco educa seus filhos, ensinando-os a respeitar qualquer pessoa, seja ela quem for, entretanto enfrenta os obstáculos de uma sociedade mesquinha e relutante no sentido de aceitar as diferenças. É como diz o personagem de Gregory Peck: "Para viver melhor, considere o ponto de vista do outro até sentir na sua pele e vivê-lo." Tão bom seria se o sol fosse para todos !!!"

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