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A Estupidez da Intolerância "O Sol É Para Todos" é sublime. Um filme arrebatador, sensível, marcante e memorável, merecedor de ser considerado um dos cinqüenta melhores filmes de todos os tempos, talvez o mais importante filme americano da década de sessenta. Adaptação da obra "To Kill a Mockingbird" de Harper Lee pelo roteirista Horton Foote, é um drama sobre o melhor e o pior do ser humano e as crueldades e desumanidades de que somos capazes de cometer. Atente logo para a singela abertura do filme, que é diferente, mas não por isso menos interessante e intrigante. Tudo começa na pequena cidade sulista de Maycomb na época da depressão. Atticus (Gregory Peck) é um advogado simples que vive com seus dois filhos e sua empregada sem nenhum luxo, porém com muita dignidade. Os filhos de Atticus são obedientes, responsáveis e, principalmente, educados. Mesmo ainda pequenos, já aprenderam com o pai os princípios da justiça, do respeito e da igualdade. Aliás, as duas crianças promovem cenas de pura sensibilidade, além de grande valor e significação para uma melhor convivência. A relação entre pai e filhos é harmoniosa, terna, e ainda mais solidificada, já que Atticus é pai e mãe ao mesmo tempo. Quando aceita defender o negro Tom Robinson (Brock Peters), acusado de estupro a uma moça branca, Atticus passa a sofrer o ódio e o racismo de alguns habitantes da cidadezinha, inconformados com a defesa do advogado. Ao mesmo tempo que leva o caso adiante, tenta proteger os filhos dos mesmos sentimentos de que é vítima sem nunca instigar ou promover a violência. No dia do julgamento, Atticus prova a inocência do réu, evidenciando a hipocrisia e o cinismo de tal acusação de caráter preconceituoso, uma vez que jamais ele deveria ter sido levado a julgamento, visto a falta de provas evidenciais. Ainda assim, o veredicto não envereda pelos caminhos da justiça e o desfecho da história é surpreendente e, porque não, reconfortante. Há pelo menos quatro grandes momentos que tocam fundo e é fácil se encantar : 1) quando a filha de Atticus, Scout (Mary Badham), num momento que o pai era pressionado por alguns moradores, afugenta-os apenas com a conversa que tem com um deles; 2) a história de "como matar um sabiá" que Atticus conta aos filhos e já no final do filme é compreendida pela filha; 3) o desfecho inusitado anunciado pelo xerife de Maycomb (Frank Overton) e 4) a cena da saída do tribunal de Atticus, após defender Tom Robinson, quando os negros ficam todos de pé para saudá-lo. Aliás essa cena faz o durão Burt Reynolds se desmanchar em lágrimas, como demonstrou no documentário do American Film Institute (AFI) sobre os 100 filmes americanos do século, em que O Sol É Para Todos ocupou a 34º posição. Robert Duvall faz uma pequena ponta no importante papel de Boo Radley, um jovem maltratado pelo pai com um passado misterioso que é motivo de medo e fascínio para os filhos de Atticus. Eles colecionam os pequenos objetos que Boo deposita na árvore em frente a sua casa (lembre-se da abertura do filme). A impressão que transparece é que Gregory Peck se entrega totalmente ao personagem, com todo coração e incontestável sinceridade, fazendo a sua escolha perfeita para o papel. Fica difícil imaginar outro ator interpretando Atticus, que é o que deveríamos considerar um verdadeiro herói, afinal é íntegro, justo e tolerante. Talvez o melhor desempenho de Peck, o papel de sua carreira, vivendo um advogado comedido, contido e humano, bem ao estilo do próprio Gregory na vida real, um ser humano de primeira grandeza. Como não podia ser diferente, ele arrematou o Oscar de melhor ator do ano. O filme ainda ganhou o prêmio pela excelente direção de arte que, quando consegue atingir o objetivo primordial que é fazer com que os espectadores se sintam realmente inseridos, remetidos à época retratada, engrandece o filme passando mais credibilidade. O estupendo roteiro adaptado de Horton Foote também levou a estatueta. O diretor Robert Mulligan, a pequena Mary Badham como atriz coadjuvante, a trilha sonora (Elmer Bernstein) a fotografia (Russell Harlan) e o filme receberam indicações ao Oscar. O Sol É Para Todos é um dos primeiros filmes a tratar da intolerância racial e a discriminação nos Estados Unidos de forma real, sem pieguismos e sem presunções. É um filme onde um homem branco educa seus filhos, ensinando-os a respeitar qualquer pessoa, seja ela quem for, entretanto enfrenta os obstáculos de uma sociedade mesquinha e relutante no sentido de aceitar as diferenças. É como diz o personagem de Gregory Peck: "Para viver melhor, considere o ponto de vista do outro até sentir na sua pele e vivê-lo." Tão bom seria se o sol fosse para todos !!!" |
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Um dos melhores filmes da minha vida. Que gracioso e simples. Que fascinante e tenso. Quando tudo parece estar tomando o rumo certo, dá errado. Gregory Peck está impecável como pai e ainda melhor como advogado. Atticus Finch é um dos personagens que faz parte da história do cinema. Um filme suave, mas que fará você pensar de uma outra forma, e que você considerará um dos melhores de sua vida. Isso é "O SOL É PARA TODOS". Um dos melhores filmes de nossas vidas. |
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Sem saudosismo, este é um daqueles filmes q fazem falta hoje em dia!Com o racismo como pano de fundo, na verdade trata de um homem cumprir ou não a sua tarefa (no caso o advogado -G.Peck). Chamou-me a atenção o papel da menina, filha do advogado; sem descambar para as falas de pequenos "gênios" que Holywood poe na boca das crianças dos filmes atuais, ela na verdade vai ao cerne da questão, na cena em que o pai vai para a frente da cadeia tentar evitar o linchamento de seu cliente na véspera do julgamento. Uma boa história, um bom diretor, excelente fotografia em b.&p. e ainda G.Peck! Tinha que sair um grande filme! |
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1932, Maycomb, Alabama. É lá que, pelos olhos de uma menina, a gente acompanha um drama envolvente, mesclado de ódio, racismo, hipocrisia, dor, injustiça. Jean Louise "Scout" Finch, ou a então estrela mirim Mary Badham, indicada ao Oscar de coadjuvante em 1962, ao se postar ao lado de seu pai cinematográfico (Gregory Peck)e diante de uma turba de pretensos linchadores de um negro (Brock Peters) injustamente acusado do estupro de uma branca, acaba por representar uma das cenas mais antológicas da história do cinema. Sem contar ainda o alerta recebido no balcão do tribunal do líder da comunidade negra de que deveria se levantar para, igual aos negros, prestar reverência a seu pai Atticus Finch que, vitorioso, estava se retirando pelo corredor central. Adaptado do "best seller" de Harper Lee, um filmaço, com um merecido Oscar a Gregory Peck pelo trabalho do advogado Atticus Finch, eleito pelo American Film Institute como o maior herói da história do cinema, superando até mesmo James Bond, o 007. O cinema tem realmente as suas vantagens : uma obra como essa pode ser conservada forever. A obra-prima de Mulligan. Memorável. Nota 10. |
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Um filme intenso , adoravel e o mais importamte te conquista com uma simplicidade que vai te facinando do inicio ao fim , sem contar que te leva em uma viajem graciosa a um tempo adoravel . adoro esse filme. |
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Maravilhoso filme em preto e branco com uma atuação impecávelde de Gregory Peck...com certeza um dos melhores filmes da decada de 60, prende nossa atenção o tempo todo...maravilhoso. |
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Não tenho nem palavras pra dizer o quanto esse filme é maravilhoso! Simples e profundo; é exatamente por isso que ele conquista. Perdi a conta de quantas vezes já o vi. Posso dizer sem medo que foi o melhor filme que já assisti em toda a minha vida. |
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Fui assistir o filme acreditando ser uma pessima adaptaçao do maravilhoso livro de Harper Lee, mas q surpresa otima!!!! O roteiro é muito bom, quase impecável, só peca em alguns pontos que fiaca um pouco obscuro pra quem ñ leu o livro mas a historia vai a fundo da consciencia d um homem, ateh q ponto nossas idéias (ou ideais, crenças, preconceitos, como preferirem) nos concedem fazer justiça? Gregory Peck foi a melhor escolha para Atticus Finch e a atuaçao das tres crianças da historia tbm comove e nos faz refletir o q realmente somos capazes de fazer! |
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9. Ótimo filme. Trabalha diversas questões, como o preconceito étnico, intolerância, a lealdade, enfim, recomendo esse filme. Gregory Peck está excelente em sua atuação, e as crianças também atuam de uma forma que chega a comover em alguns momentos. |
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