Sob Suspeita

Sob Suspeita 2010-05-22 Francisco

Título original: (Under Suspicion)

Lançamento: 2000 (EUA)

Direção: Stephen Hopkins

Atores: Morgan Freeman, Gene Hackman, Thomas Jane, Monica Bellucci.

Duração: 111 min

Gênero: Ficção

Status: Arquivado

5           10 5 5

(5 votos)

                   

Sinopse

Henry Hearst (Gene Hackman) é um rico e famoso advogado que com sua bela esposa (Monica Bellucci) chega ao Festival de San Sebastian em San Juan, Porto Rico, dispostos a auxiliar na arrecadação de verbas para os desabrigados da ilha, vítimas da fúria de um devastador furacão. Porém, no meio da festa, ele e sua esposa são chamados para depor na delegacia por seu amigo Victor (Morgan Freeman), para esclarecer o fato de, no dia anterior, Henry ter encontrado o corpo de uma garota de 12 anos. A partir de então tem início um interrogatório que faz com que Henry logo perceba que ele está sendo acusado de ter cometido o crime.

 

Elenco

Morgan Freeman

(Capitão Victor Benezet)

Gene Hackman

(Henry Hearst)

Thomas Jane

(Detetive Felix Owens)

  • Monica Bellucci (Chantal Hearst)
  • Nydia Caro (Isabella)
  • Miguel Ángel Suárez (Superintendente Miguel)
  • Pablo Cunqueiro (Detetive Castillo)
  • Isabel Algaze (Camille Rodriguez)
  • Jackeline Duprey (Maria Rodriguez)

Comentários

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Paulo em 26/10/2011Nota: 6     

Apesar de ser um pouco lento. O suspense sobre a morte das crianças vai crescendo com o passar do tempo.Destaque para mais uma boa atuação de Morgan Freeman.Um bom filme. Apesar de esperar um final mais caprichado.Pelo que entendi o assino era o amante da esposa.O que vocês acharam?

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wesleyaxe em 27/09/2011Nota: 9     

Filme muito envolvente, uma trama simples que vai ganhando ritmo pouco a pouco, mas só faltou ter um final mais elaborado na minha opnião.

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Leandro Nogueira em 31/03/2010

Um filme tenso cujo coração está nos atores. Morgan Freeman, como o policial e Gene Hackman, como o interrogado, cumprem bem a missão. O filme tem ainda o talento e a beleza extraordinária de Monica Bellucci e o carisma de Thomas Jane, no papel do tira cabeça-dura. Enfim, um bom filme que te deixa na dúvida até o último minuto se o suspeito é ou não o culpado. Mas, no fim, o que conta mesmo são as revelações que virão à tona até que o mistério seja esclarecido.

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Anna Monteiro em 03/01/2001Nota: 2.5     

Um equívoco. É esse o pensamento que temos já na primeira meia hora do filme de Stephen Hopkins, lá pelo quinto ou sexto flashback. E já que é um equívoco, o jeito é escorregar na cadeira e agüentar os 80 minutos restantes. Surpreendeu-me a crítica elogiar tanto Sob Suspeita, tratá-lo como um embate magnífico entre Morgan Freeman e Gene Hackman. Os dois estão perfeitos, isso é um fato, assim como é fato a beleza de Mônica Belucci. E mais nada. Um filme se sustenta em três bases: um bom roteiro, uma boa direção e bons atores. Sob Suspeita tem a pretensão de ser um grande filme se sustentando apenas no talento de Freeman e Hackman. Mesmo sendo os dois grandes atores, é pouco. O roteiro, escrito por Tom Provost e W. Peter Iliff, a partir do livro Brainwash, de John Wainwright, e da peça Garde A Vue, de Claude Miller, Jean Herman e Michel Audiard, é fraco, não estabelece começo, meio e fim, não encontra seu ponto de virada e termina sem dizer ao que veio, mesmo sem criar qualquer confusão na mente do espectador. Porque há filmes confusos, que nos deixam sem entender a história que se quis contar. Esse não. Ele tenta contar uma história interessante, a dos poderosos que guardam seus esqueletos trancados nos armários, tendo como pano de fundo a pobreza de Porto Rico e a total competência e falta de corrupção dos funcionários do Estado. Esses dois últimos elementos, talvez, nos causem muita estranheza por estarmos tão acostumados - na ficção e na vida real - à lama que toma conta da política, das vidas pública e empresarial. Entretanto, os policiais de Sob Suspeita e o próprio Secretário de Segurança soam estranhos, quase alienígenas num mundo onde se sabe, desde o jardim de infância, que o poder pende para o mais forte. Além disso, tecnicamente, Sob Suspeita abusa de 'criatividade' ao contar como o milionário americano Henry Hearst, advogado iminente, torna-se suspeito de dois crimes bárbaros - o estupro de meninas de 12, 13 anos, praticados em San Juan de Porto Rico. O depoimento de Hearst ocorre numa noite de festa na cidade, pouco antes dele fazer um discurso, quando irá doar uma quantia razoável para as vítimas de um furacão e instigar outros milionários a terem o mesmo gesto. Embora comece o depoimento negando os fatos, aos poucos vai caindo numa teia de contradições instigado pelo detetive Victor Benezet, que fez uma ótima investigação. E enquanto as contradições são apresentadas, sua vida pessoal vai se desmantelando, tal e qual um castelo de areia. A história parece ótima, não? Mas se tornou uma punição para o espectador. O filme é longo demais, 110 minutos, abusa - como já falei - de flashbacks pretensiosos - recurso que cansou pela repetição, tendo o detetive Benezet onipresente, vigiando tudo, atento aos mínimos detalhes, quase num jogo de adivinhação -- e que só cumprem um de seus papéis: mostrar um roteirista preguiçoso para dar conta da difícil tarefa que é dar sustentação a um filme, criar perfis psicológicos interessantes e contar uma história criativamente. São situações que poderiam ser resolvidas com diálogos inteligentes, mas ao optar pelas cenas explícitas, talvez para deixar o filme respirar, já que se passa numa claustrofóbica delegacia, o roteirista facilita seu trabalho e entedia o espectador, que fica num vai-e-volta sem fim. Hopkins optou, ainda, por uma fotografia de cores fortes para denunciar a latinidade e a alegria dos trópicos e uma câmera que atravessa não só a cidade mas também os personagens, criando uma estranha proximidade com a platéia. Mas essa proximidade vai embora logo no começo e o que fica é uma sensação de estranheza, de 'o que é que eu estou fazendo aqui?', justamente porque a fraqueza do texto não se complementa da força das imagens.Roteirista e diretor, aliás, parecem ter escolhido o ar de modernidade para esse filme para diferenciá-lo de uma peça, que é o que Sob Suspeita é, no fundo. Tira-se o vai-e-volta ao passado para explicar as curvas da história e temos uma peça teatral, passada numa sala de delegacia, onde um policial e um detetive esclarecem, através de um depoimento, crimes bárbaros. Ele tinha que se basear em texto. Mas com mão fraca para isso, não se alcançou uma excelência em diálogos e o filme fica perdido e, infelizmente, chato.Nada contra peças teatrais filmadas. Festim Diabólico, de Hitchcock, pode ser considerada uma, pois se passa numa sala, pouco antes de um jantar, com poucos atores, e em seqüências sem cortes. Mas Hitchcock sabia filmar como ninguém e nenhum filme dele podia ser ancorado em atores. Antes de tudo, eram filmes de Hitchcock, mesmo com Gary Cooper, James Stewart, Grace Kelly, etc... Buñuel fazia a mesma coisa. Anjo Exterminador também se passa numa sala, onde ninguém consegue, pelos mais diversos motivos, ir embora. Mas o filme se sustenta em diálogos. E temos vários outros exemplos que não temos tempos para citar. O fato é que Hopkins abusou de clichês, do começo ao fim, que tentam dar um ar moderninho e criativo ao filme, mas que jamais o alçarão à categoria de cult, como parece ser sua intenção. No fundo, Sob Suspeita é um ótimo pretexto para se alugar uma fita - qualquer uma de Hitchcock, por exemplo - e aprender como se fazia cinema antigamente, sem arrogância e pretensão.

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Felipe Guerra da Cunha em 04/01/2001Nota: 4.5     

Um filme bem interessante e com um final surpreendente, onde o grande destaque é a atuação do elenco, principalmente de Gene Hackman e Morgan Freeman. A história consegue prender o espectador e as revelações ao longo da trama são coerentes e sem nenhuma reviravolta louca. A direção é bem eficiente e ainda podemos notar a beleza de Monica Bellucci. Pode ir conferir no cinema e o resultado final do filme deixará você com um gostinho de quero mais. São filmes como esse que deveriam ser feitos sempre, mas infelizmente isso não acontece. Resta aproveitar quando aparecem e torcer por outros.

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Francisco Russo em 02/01/2001Nota: 3     

Um grande duelo verbal. Assim é "Sob suspeita", drama protagonizado por Gene Hackman e Morgan Freeman. Aliás, só a presença destes dois monstros sagrados de Hollywood já obriga que todo bom cinéfilo vá assistir este filme. E realmente a dupla protagoniza alguns bons momentos, mas o filme sofre de dois grandes problemas. O primeiro é que falta assunto para o filme. A partir de sua metade a história começa a cansar por bater sempre na mesma tecla, apesar de sempre revelar alguns novos detalhes à história. O segundo motivo é justamente seu final confuso. Confesso que saí do cinema sem saber exatamente como o filme terminou, pois tinha em mente duas interpretações diferentes ao que é mostrado em cena. Mas, de qualquer forma, vale a pena dar uma olhada por causa de Hackman e Freeman.

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