Trapaceiros

Trapaceiros 2010-05-22 Francisco

Título original: (Small Time Crooks)

Lançamento: 2000 (EUA)

Direção: Woody Allen

Atores: Woody Allen, Tracey Ullman, Tony Darrow, Hugh Grant.

Duração: 95 min

Gênero: Comédia

Status: Arquivado

5           10 9 5

(9 votos)

                   

Sinopse

Ray (Woody Allen) é um lavador de pratos que tem um grande plano: alugar uma loja ao lado do banco e utilizá-la como fachada para construir um túnel subterrâneo para assaltá-lo. Para tanto Ray logo consegue a ajuda de seus companheiros Danny (Michael Rapaport) e Tommy (Tony Darrow), que aceitam dividir os gastos com o aluguel da loja, mas enfrenta a resistência de Frenchy (Tracey Ullman), sua esposa, que se recusa a ajudá-lo em mais um plano. Após muita insistência Frenchy é convencida e passa a cuidar do funcionamento normal da loja, preparando biscoitos e os vendendo ao público enquanto Ray, Tommy, Danny e ainda Benny, um antigo companheiro de Ray que coincidentemente alugara a loja pouco antes do trio, se dedicam à construção do túnel. Entretanto, as vendas dos biscoitos vão de vento em popa, atraindo a atenção do público e da mídia ao mais novo fenômeno da culinária novaiorquina.

 

Elenco

Woody Allen

(Ray)

  • Tracey Ullman (Frenchy Winkler)
  • Tony Darrow (Tommy)
  • Hugh Grant (David)
  • George Grizzard (George Blint)
  • Jon Lovitz (Benny)
  • Brian Markison (Ken Deloach)
  • Elaine May (May)
  • Michael Rapaport (Danny)

Comentários

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Francisco Russo em 03/01/2001Nota: 3.5     

Woody Allen deixou de lado suas neuroses e voltou às suas origens ao fazer um filme simplesmente divertido, sem analisar relacionamentos, religião ou quaisquer outro tema recorrente de sua carreira. E diversão é o que mais há em "Trapaceiros". Há a inversão de papel de Allen - que geralmente vive intelectuais e agora faz um personagem sarcasticamente chamado de "Cérebro" -, a ótima atuação de Tracey Ullman e ainda um bom grupo de coadjuvantes, onde merecem destaque Michael Rapaport e Elaine May. Mas quem realmente consegue roubar a cena é Tracey Ullman, que passa por uma verdadeira metamorfose de atuação no decorrer do filme, à medida que sua personagem vai se tornando mais refinada - reparem na mudança do timbre de voz. No geral, um filme bastante divertido e que merece ser assistido.

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Mário Gomes Jr. em 07/01/2001Nota: 3.5     

WOODY ALLEN: MENOS NEUROSE, MAIS DIVERSÃO Embora utilizando os seus costumeiros ingredientes para realizar filmes (Manhattan como cenário, o jazz como trilha musical e os inconfundíveis “papos” psicológicos), em “Trapaceiros” (2000), o diretor e ator Woody Allen (1935) consegue ir além da sua mesmice cinematográfica, valendo-se de uma bem arranjada sintonia entre as neuroses intimistas dos seus personagens e as divertidas trapalhadas que os mesmos se envolvem. Lembrando as gostosas comédias italianas dos anos 50 e 60, mais especificamente o filme “Os Eternos Desconhecidos” (58) de Mario Monicelli (1915), “Trapaceiros” conta a história de Ray Winkler, um ex-presidiário que continua a se meter em encrencas e desta vez envolvendo, além da sua trupe, a sua mulher “Frenchy” como uma suposta dona de loja de doces que serve de fachada para as artimanhas clandestinas do grupo. Mas por pura ironia do destino o negócio dos doces engrena e todos acabam por enriquecer. Agora, superada a dificuldade financeira, surge a problemática da socialização do casal com a nova classe que passam a freqüentar: a High Society, e para socorrê-los aparece o oportunista David Grant, resultando numa trama recheada de trapaças, surpresas e... muita confusão. O caráter do personagem Ray Winkler, interpretado pelo próprio Woody Allen, é constituído basicamente de ingenuidade, distração e burrice, assemelhando-se muito ao Inspetor Clouseau interpretado pelo ator Peter Sellers (1925-1980) na série de filmes da “Pantera Cor-de-Rosa” (64-82). A atriz inglesa Tracey Ullman (1959) tem grande performance como Francine “Frenchy” Winkler, ex-dançarina de boate e esposa desbocada de Ray, conseguindo roubar todas as cenas em que aparece. Também destacam-se na trama a atriz (e diretora) Elaine May (1932) como a desmiolada May Sloan, e o galã inglês Hugh Grant (1960) como o interesseiro marchand David Grant. Curiosamente, Allen, conhecido pelo seu exagerado “novayorkismo”, escolheu como protagonistas principais do filme dois atores de origem inglesa: Grant e Ullman. Outro ponto interessante é a homenagem prestada pelo diretor aos dois atores convidados Hugh Grant e Elaine May: o personagem do ator tem o mesmo ! sobrenome deste e a personagem da atriz tem como primeiro nome o sobrenome desta. São inúmeras as cenas que embalam o espectador nas trapalhadas dos trapaceiros que são quase todos os personagens da trama. O equilíbrio entre a psicologia barata e a comédia ligeira faz de “Trapaceiros” um filme bem temperado e gostoso de se ver, sem abandonar as marcantes (e – em outros filmes – muitas vezes monótonas) características de filmagem do diretor!"

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Diego de Léon em 04/01/2001Nota: 3.5     

Woddy Allen estava empatado comigo: 1 ponto positivo por "Celebridades" e 1 negativo por "Desconstruindo Harry". Com "Trapaceiros" ele conseguiu minha admiração, apesar de querer mandar no filme. Palmas para as atrizes principais do filme, Tracey Ullman e Elaine May.

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Eduardo Marciano em 05/01/2001Nota: 3.5     

Um retrocesso na carreira do diretor, se considerarmos seus últimos filmes intelectualizados e de humor fino que ele vinha realizando. Mas é também um filme muito engraçado, em que Woody Allen retoma seu início de carreira, no final dos anos 60, onde sua principal intenção era apenas fazer rir. Mesmo não tendo a verve cômica de seus primeiros sucessos, como "Um assaltante bem trapalhão", o filme é divertido, com boas piadas e certamente agradará ao público pouco afeito à sua obra. Os fãs mais radicais do diretor, contudo, poderão ficar decepcionados.

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Felipe Guerra da Cunha em 02/01/2001Nota: 2.5     

É disparado o filme mais irregular de Woody Allen nestes últimos anos. O começo é divertido e tem cenas engraçadas, mas do meio para frente o diretor resolveu colocar uma reviravolta no roteiro que o torna chato e previsível. Os atores mais engraçados saem de cena e Hugh Grant com esse filme provou que não consegue fazer comédia sem que um excelente ator ou atriz esteja contracenando com ele. Talvez por ser um filme mais voltado para o mercado comercial, Woody Allen tentou fazer um filme que agradasse a gregos e troianos. Bem, se era essa a sua intenção ele conseguiu só a metade para cada um. O resultado, para quem é fã do cineasta, é que ficou faltando algo em algum lugar, é metade bom para quem já viu seus outros filmes, por isso a nota é 5. Fica aqui só um pedido para que um dos mais talentosos cineastas que ainda vive para que ele não se venda ao comércio e à indústria de clichês de Hollywood. Abra o olho Woody Allen!!!!!

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Aurélio Pinto Araújo em 08/01/2001Nota: 4     

O filme é muito cômico, embora esteja muito próximo dos típicos enlatados americanos, isto é, a seqüência de ações é muito previsível."Trapaceiros" é um filme muito bom, hilário e revela o quão Woody Allen é completo (e complexo). A crítica feita aos novos ricos foi simplesmente perfeita, embora o casal Winkler acabe por ser um estereótipo, ou seja, todos os emergentes são fúteis e se preocupam mais com a aparência do que com o conteúdo. Outro ponto negativo no filme é o fato de os personagens simplesmente desaparecerem. O que aconteceu com os amigos de Frenchy Fox e Ray Winkler? Morreram? Fugiram para o Caribe? Pediram demissão da Sunset Farms? Enfim, perguntas sem respostas. Fora estes aspectos negativos que em nada mancham a reputação de Woody Allen, que já se mostrou bem melhor em "Neblina e Sombras", "Um misterioso assassinato em Manhattan", "Manhattan" e "Todos dizem eu te amo".

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Cleber em 06/01/2001Nota: 3     

O filme faz rir, isso faz e muito. Contudo, o roteiro ficou meio vazio. De uma hora para outra os amigos somem do mapa e o desfecho é muito abrupto, saindo do nada. Concordo que é um filme bem irregular, Woody Allen sabe escrever melhor. Dou oito pelo timing cômico de Woody, afinal o fime tinha cenas hilárias.

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